[Mochilão 15] Dia 8: Vancouver - Toronto


Dormi mal essa noite. O australiano que eu havia conhecido no quarto e os dois amigos dele tomaram todas de madrugada no bar do hostel e chegaram bêbados no quarto fazendo maior algazarra. Eu sempre durmo com protetor auricular nos hostels para minimizar o barulho das outras pessoas e assim consigo dormir melhor. É claro que ele só protege até um certo nível de ruído. Normalmente as pessoas tem bastante cuidado para não fazer barulho e acordar os outros que estão dormindo. Problemas com "roommates" barulhentos é algo muito raro. Por sorte essa era minha última noite em Vancouver, então não eu precisaria pedir para trocar de quarto. 

O café da manhã sendo servido no bar do hostel: 



Como meu vôo para Toronto era só às 13:30h, eu ainda tinha a manhã inteira para dar uma última volta pela cidade.

A rua do hostel:



West End é um bairro próximo ao centro com ruas arborizadas e imóveis que valem milhões:





Reparei que a maioria dos edifícios residenciais tem garagens que ficam abertas para a rua, sem nenhum portão. Só tem uma plaquinha dizendo que é propriedade particular e que quem estacionar lá e não for morador terá o carro rebocado "at owner's risk and expense".




Fila de espera para alugar imóveis:



West End é conhecido por ainda ter muitas casas de madeira em estilo Vitoriano que resistem à especulação imobiliária. É um dos bairros que achei mais bonitos em Vancouver.




Esta é a Roedde House Museum, uma casa em estilo Vitoriano construída em 1893. Foi adquirida pela prefeitura nos anos 70, restaurada e transformada num museu que mostra como viviam as famílias da cidade no início do século 20.



Outras casas em estilo Vitoriano:











Uma quitanda:


Muito verde:




Corpo de bombeiros do bairro:





Uma coisa curiosa de Vancouver é que muitas praças e parques tem placas dizendo que o local fica "fechado" de 22h às 6h e que neste horário ninguém pode ficar lá. Só que não há nenhuma grade impedindo o acesso das pessoas. Além disso, é proibido fumar em parque e praias.




De volta ao centro da cidade:



Passei no hostel, peguei minha mochila e embarquei no metrô ($4 = R$10,72).

Andando no metrô de Vancouver (que não tem condutores, é automático):



Chegada ao aeroporto:





Totem no aeroporto:



Os terminais de auto-atendimento da Air Canada além de imprimirem o cartão de embarque também fornecem a etiqueta de bagagem. A única coisa que você precisa fazer é despachar a bagagem numa esteira. Isso elimina a necessidade de ter atendentes de checkin e ajuda a reduzir ao máximo as filas. 





Almocei num japonês (Toshi) na sala de embarque do aeroporto.


Macarrão udon,  prawn tempura (camarão) e refrigerante refil por $11 (R$29,50).







O tempo de vôo de Vancouver para Toronto foi de 4:30h.



Chegando em Toronto às 21h (+3h de fuso horário).



Toronto é a "São Paulo do Canadá" por ser o centro econômico e a cidade mais populosa do país.  É considerada uma das cidades mais multiculturais do mundo, porque mais da metade de seus habitantes (51%) nasceu em outro país. Há gente do mundo todo morando em Toronto, de diversas raças, culturas e religiões diferentes, e todas vivem em absoluta harmonia. A exemplo do que acontece em outras cidades globais, Toronto tem alguns bairros que são redutos de imigrantes, como Chinatown, Little Italy e Little Portugal. Isso significa uma diversidade gastronômica incrível.

O primeiro choque em Toronto foi a temperatura. Estava fazendo 27 graus!!  Toronto e Vancouver tem mais ou menos a mesma temperatura média anual, mas em Toronto faz muito mais frio no inverno e muito mais calor no verão. Em Vancouver as temperatura são bem menos extremas. O verão é relativamente frio e o inverno não é tão frio (raramente fica abaixo de zero).

Para ir do aeroporto para o centro de Toronto de transporte público há duas maneiras:

- Union Pearson Express: um trem que liga o aeroporto à estação ferroviária Union Pearson em 25 minutos. É a maneira mais rápida, mas é a mais cara ($12 = R$32)

- Pegar o ônibus 192 no aeroporto, descer na primeira parada (estação de metrô Kipling) e ir de metrô para o centro. Demora bem mais, mas é bem mais barato ($3,25 = R$8,70).

Pois é, adivinha qual foi a opção que o mochileiro aqui escolheu??

Máquina de venda de passagens de ônibus (só aceitava moedas).



A passagem: 


Painel com o horário dos próximos ônibus:


Embarcando no ônibus 192:


Dentro do ônibus, ao inserir a passagem no leitor, avisei ao motorista que eu queria fazer um "transfer" e ele deu esse outro bilhete, que serve como passagem para o metrô. Desta forma eu não precisaria pagar a passagem do metrô a parte. É como se fosse o Bilhete Único que existe no Rio e SP, mas numa forma meio arcaica, hehehe.



Embarcando na estação Kipling do metrô:





A rede de metrô de Toronto é bem pequena para o tamanho da cidade:




Desembarquei na estação Spadina. Do lado de fora dava até para andar sem casaco. Estava uma noite com uma temperatura bem agradável.



Passei em frente ao campos da University of Toronto, e tinha uma galera dançando salsa na calçada.


O Planet Traveler Hostel fica na College Street, próximo ao Kensignton Market e a University of Toronto. Achei sensacional esse hostel. É um dos melhores que já vi. A diária custou $38 (R$101) em quarto coletivo com 6 camas. Achei legal que a simpática recepcionista italiana fez questão de me mostrar o hostel inteiro, passando pela cozinha, pelo meu quarto e pelo rooftop (que é irado!). Isso atualmente é bem raro. Os recepcionistas da grande maioria dos hostels no checkin só te dão uma breve explicação das regras, horários, te entregam a chave do quarto, e pronto, já querem atender o próximo hóspede.


Comi um kebab num lugar perto do hostel. Com um suco de manga saiu por $10 (R$27).




Era uma quinta-feira e já passava de meia-noite. Mesmo estando MUITO cansado, minha curiosidade falou mais alto, e resolvi dar uma volta para ver se achava algum bar legal.

Spadina Street:


A CN Tower, com 533m de altura (a 3a mais alta do mundo):


Toronto me pareceu uma cidade bem diferente de Vancouver. É quase um outro país. Não só o clima, mas o estilo das construções e a atmosfera da cidade em si são visivelmente diferentes. É algo assim como comparar o Rio com São Paulo. Nem melhor, nem pior, apenas diferente.

A King Street, a algumas quadras do hostel, estava bem movimentada, com bares cheios e filas nas portas das boates.


Eu dei uma volta por lá, mas estava quase precisando de uma bengala pra caminhar, de tão cansado que eu estava. Não dava para aproveitar a noite. Voltei pro hostel e fui dormir para aproveitar melhor o dia seguinte.

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