[Mochilão 14] Dia 7: Medellín-Cartagena


Dia de viajar para Cartagena, a cidade mais turística e mais famosa da Colômbia. 

Arrumei minha mochila, tomei café da manhã no hostel e fiz o checkout. 

Vista da janela do quarto:


As ruas próximas ao hostel estavam mortas, num clima de completa ressaca domingueira. Não tinha quase ninguém na rua, os bares e restaurantes estavam fechados, e o único barulho era dos passarinhos cantando nas árvores. Bem diferente de ontem à noite, quando as ruas estavam cheias de vida, com os bares e restaurantes lotados, salsa tocando por todos os lados, e um vai e vem incessante de gente pelas calçadas.








Interessante o nome desse bar....hehehe


Comprei uns buñuelos (bolinhos de queijo e milho) nessa lanchonete. Cada buñuelo custou $500 (R$0,70).



Peguei um taxi para o centro da cidade. A corrida deu 8500 pesos (R$11,50). Atrás do Hotel Nutibarra fica o ponto final do ônibus para o aeroporto:


A passagem custou 9 mil pesos (R$12,60):


Aeroporto de Medellín:


Embarcando para Cartagena às 13:30h:


Cartagena fica a 640Km de Medellin, e a viagem de ônibus dura cerca de 12h. Vale muito mais a pena pagar um pouco mais caro e ir de avião, num trajeto de apenas 1h.



Alguns fatos relevantes sobre Cartagena:

- Tem cerca de 1 milhão de habitantes.

- É o principal destino turístico da Colômbia. 

- Seu impressionante centro histórico (ciudad amurallada) com arquitetura colonial foi construído na época em que a cidade era um importante porto da Coroa Espanhola. É Patrimônio Mundial da UNESCO.

- É a "Salvador da Colômbia", por causa do clima quente e úmido o ano todo, do centro histórico que lembra o Pelourinho, e da população de maioria negra. Cartagena também foi, como Salvador, o principal porto de entrada de escravos africanos do país durante o período colonial.

------

Cheguei em Cartagena debaixo de chuva e muuuuuuito calor. Assim que saí do avião, senti o calor e a humidade típicos do clima equatorial.


Pegando o taxi:


 Estava chovendo tanto, que as ruas perto do aeroporto estavam alagadas:



A corrida até o El Viajero Hostel, na ciudad amurallada deu 15 mil pesos (R$20,30). O valor foi combinado antes com o motorista, pois os taxis em Cartagena não tem taxímetro.


Recepção:


Fiquei num quarto com 3 beliches. A diária saiu por 46 mil pesos (R$62). No quarto, quando cheguei, conheci meus "vizinhos de cama", 3 irlandeses bem gente boa que também tinham acabado de chegar.

Dentro do quarto estava muuuito quente, porque o ar condicionado só era ligado pelos funcionários após as 18h. Outra coisa que achei ruim é que o quarto só tinha uma tomada que tinha que ser compartilhada por 6 pessoas. Geralmente os hostels disponibilizam uma tomada do lado de cada cama, o que facilita na hora de deixar o celular e a bateria da câmera carregando de noite debaixo do travesseiro. Achei esse hostel bem fraquinho.


Pátio interno do hostel, com mesas e redes:


Esta é a rua do hostel (Calle de los 7 Infantes). As ruas do centro histórico de Cartagena tem nomes, ao contrário do que acontece nas demais cidades da Colômbia, onde as ruas são numeradas.



Logo depois de sair do hostel, fui abordado por um colombiano fazendo a pergunta introdutória clássica dos "touts":

- Where are you from ?
- Brasil.
- Ah, Brasil ! Maconha ? Maconha ?
- No, amigo. Gracias.

Deu pra perceber logo de cara, ao caminhar pelas proximidades do hostel, que a ciudad amurallada de Cartagena, com seus belos casarões coloridos, é muuuito fotogênica.







Um trecho da muralha que cerca a cidade antiga:


É possível caminhar por cima da muralha. Neste trecho, a muralha dá vista para o mar:









Como de praxe na Colômbia, muitos policiais faziam a segurança do lugar:


Nesta área, crianças e adultos aproveitavam a tarde de domingo para soltar pipas:


Ao escutar os habitantes locais conversando, percebi que o espanhol de Cartagena tem um sotaque bem diferente se comparado ao de Bogotá e Medellín. Parece o sotaque dominicano e cubano. Eles não falam o "s" ("nosotros vamos a España" vira "nosotro vamo a Epanha"), e cortam algumas palavras ("vamos para allá" vira "vamo p'allá"), dificultando a vida de quem não está acostumado com essas coisas. Eu morei alguns meses em Santo Domingo (República Dominicana) a trabalho, e conheço bem esse sotaque, então não tive muitos problemas para entender os "cartageneros".




Um outro trecho da muralha:

Os "chivas" são ônibus antigos coloridos com bancos de madeiras. Eram usados antigamente como transporte coletivo, mas hoje são usados em Cartagena para passeios turísticos. Muitos colocam salsa e servem bebidas alcoólicas a bordo para os passageiros se divertirem durante o trajeto.


É comum também ver charretes passando pelas ruas da ciudad amurallada:




Cardápio na parede de um bar:

Mais um pouco da ciudad amurallada:






A Plaza de los Coches é uma das mais conhecidas de Cartagena. Durante o período colonial abrigava um mercado de escravos. Nesta praça está a Torre del Reloj, que fica por cima das muralhas, onde há um dos portões de entrada da ciudad amurallada.



A praça tem também uma feira de artesanato:


 Portão da Torre del Reloj:


Parte de fora da ciudad amurallada, saindo pelo portão debaixo da Torre del Reloj:



Embarcações atracadas perto da ciudad amurallada:


Entrando novamente na ciudad amurallada, fui para a Plaza de la Aduana, a maior praça da cidade, onde fica a prefeitura de Cartagena:



Hard Rock Cafe:


Iglesia San Pedro Claver:

 Catedral de Cartagena:


Ambulante vendendo "mandarinas" (tangerinas):


Quadros sendo vendidos na rua:


Museo Naval del Caribe:


Praça em frente ao museu:


Há diversos bares em cima da muralha, que ficam cheios no final da tarde. Este ainda estava vazio quando passei por ele:


Parque Bolívar:


Conheci uma brasileira no final da tarde e fomos para o Café del Mar, que fica em cima da muralha e tem uma bela vista para o mar.


Tomamos um coco loco, bebida típica local que leva rum, leite e água de côco.



Este bar fica bem cheio por volta das 17h quando os turistas chegam para ver o pôr-do-sol. Não conseguimos ver o sol se pondo no horizonte por causa do tempo encoberto.




Tomamos mais umas cervejas Club Colombia (9 mil pesos cada = R$12). A conta deu 40.500 pesos para cada um (R$55).

Ficamos por lá até umas 20h.

O jantar foi no restaurante Fogón Costeño:


Pargo a la cartagenera:


A conta com duas cervejas deu 58.300 pesos (R$79). Caro, comida ruim, atendimento lento e o lugar era uma sauna (não tinha ar condicionado). Uma furada esse restaurante.

Ruas da ciudad amurallada à noite:




Vendedoras de frutas:


Torre del Reloj com iluminação noturna:


Quando cheguei no hostel, estava rolando uma animada aula de salsa no pátio interno.

Tomei um banho e fui tomar uma cerveja (3500 pesos = R$4,80) no bar do hostel, que estava meio fraco. Vendo que não ia render muita coisa lá, fui dormir cedo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

[Mochilão 15] Dia 23: Quebec - Rio

Último dia da viagem. :-( Mais um dia de sol e temperatura agradável (22 graus). Um dos portões da cidade antiga (Vieux-Quebéc): ...