[Mochilão 14] Dia 6: Medellín


Aproveitei meu último dia em Medellín para conhecer El Peñol, o "Pão de Açúcar da Colômbia", uma das principais atrações turísticas da região. Fica na cidade de Guatapé, a cerca de 70km de Medellín. 

O café da manhã do hostel foi bem estranho hoje. Além do tradicional sucrilhos com leite, serviram uma sopa de frango (????) com uma batata e uma arepa. Primeira vez que vejo sopa no café da manhã. Estava bem ruim.


Aquilo não matou nem de longe minha fome. Passei numa padaria e comprei dois "panes de bono" (pães de queijo) por 1900 pesos (R$2,60).



Na parede, um cartaz avisava:  "avena + pandequeso brasilero por solo 2.000". Já sei: algum mineiro deve ter colonizado Medellín no século 19 e trouxe pra cá todas as mineirices possíveis: pão de queijo, cachaça, linguiça, torresmo, etc. :-)


A propósito, como tem mulher bonita nessa cidade ! Até a caixa da padaria era gata.

Esperando o metrô: 


Propaganda do Bancolombia, patrocinadora da seleção da Colômbia:


Desci na estação Caribe, onde fica a rodoviária da cidade:


Esta avenida estava fechada por ser doming. Havia muitos ciclistas:


Rodoviária:



Comprando a passagem para El Peñol. Custou 11.500 pesos (R$15,50):



Apesar de El Peñol ficar perto de Medellín (70 km), a viagem demorou 2:30h por causa do engarrafamento quando estava chegando lá. Por ser um domingo de sol e calor, muita gente procurou a região para passar o dia. Próximo dali há uma lagoa (Laguna de Guatapé) com praias que ficam bem cheias. Há inclusive marinas nessa lagoa onde os moradores mais abastados de Medellín guardam suas lanchas. 


Paisagem no caminho:


Chegando em "El Peñol". Repare como a pedra realmente lembra o Pão de Açúcar:


Desembarcando:


É preciso subir uma ladeira até a bilheteria, e o ônibus não sobe essa ladeira. Pode-se subir a pé ou de mototaxi. Tinha muita gente subindo de carro, e estava tudo engarrafado. Subi a pé.

Comprei um Gatorade (3500 pesos = R$4,70) para enfrentar a ladeira e depois a subida da pedra naquele calor de 30 graus que estava fazendo.




Paisagem durante a subida:


Chegando em "El Peñol":


"O melhor mirante do mundo":


Bilheteria:



A entrada custou 11.500 pesos (R$15,50):


Diferentemente do Pão de Açúcar, aqui a subida é feita por escadas em zig-zag pedra acima:



Aos poucos a paisagem estonteante da Laguna de Guatapé começa a aparecer:


No topo da pedra há esta construção (bem feia, diga-se de passagem) com lojas de souvenirs e um mirante na laje:


Mirante:



Bar:

Uau ! A vista lá de cima é sensacional !! Que lugar ! Não há como não associar este lugar ao Pão de Açúcar ou ao Corcovado. A sensação é mesma, e a reação das pessoas que chegam e observam a paisagem pela primeira vez também é igual. Todo mundo fica louco para tirar o máximo de fotos possíveis da paisagem, muitos usando "pau de selfie".


A primeira coisa que eu pensei quando vi esta paisagem foi: "Como é que este lugar incrível não é conhecido e divulgado no Brasil ?!"  A primeira vez que ouvi falar de Guatapé foi no mês passado quando li o capítulo sobre Medellín no guia "Lonely Planet South America on a Shoestring" (o melhor guia sobre a América do Sul, na minha opinião). Resolvi deixar um dia a mais no roteiro para Medellín justamente para conseguir visitar este lugar. É um passeio que gasta um dia inteiro.





Fiquei por lá contemplando a vista por um bom tempo. O tempo começou a fechar e eu desci para almoçar.

Comi no Alex Parrilla Bar, um restaurante bem simples na beira da estrada onde havia desembarcado do ônibus.


Suco de lulo (uma fruta colombiana que tem gosto semelhante ao kiwi): 


Bandeja paisa, o prato nacional colombiano. É a maior mistureba: arroz, feijão, abacate, banana da terra frita, arepa, linguiça, morcilla (linguiça de sangue), salada, torresmo e ovo.  A conta deu 18 mil pesos (R$24).


Começou a chover muuuuito. Depois de terminar de comer, esperei um pouco a chuva passar e peguei um mototaxi (tuc tuc) para ir até o vilarejo de Guatapé que ficava próximo dali. Por um momento me senti na Ásia, ehehehe ! A corrida saiu por 10 mil pesos (R$13,50). O "piloto" era ousadia pura na direção.



Vilarejo de Guatapé:


Praia na Laguna de Guatapé:


Barraquinhas no calçadão da praia:


Um bar meio estranho na beira da praia:


Esta é a praça central de Guatapé. Este belo vilarejo lembra as pequenas cidades do interior de Minas Gerais.






Um jogo que não consegui identificar o que é:


Mototaxi:


Casas com fachadas coloridas:







Já se aproximava de 17h e resolvi voltar para Medellín. Peguei o ônibus na rua da praia de Guatapé. A passagem custou 12 mil pesos (R$16,20). 

Durante o trajeto, como já havia acontecido nas outras viagens de ônibus que fiz na Colômbia, ficou tocando vallenato, um estilo musical colombiano que parece muito com sertanejo (daqueles antigos, bem sofrência). Uma tortura para os ouvidos, hehehe.

O ônibus parava em tudo quanto é lugar, e subiam muitos vendedores oferecendo bebidas e guloseimas diversas.

Cheguei na rodoviária de Medellín já de noite. Antes de voltar para o hostel, dei uma passada num supermercado para ver se tinha algo de interessante para levar pra casa. Comprei para levar de recordação uma garrafa da cachaça local, a "Aguardiente Antioqueño".  Comprei também uns temperos de pimenta diferentes que não temos no Brasil. 


Esse é o lulo, uma fruta que não temos no Brasil. Encontra-se suco de lulo por todos os lados na Colômbia. 


Quando saí do supermercado estava caindo o mundo. E o supermercado já estava fechando, então não dava nem para marcar um tempo lá e esperar a chuva passar. Encarei a chuva e fiquei ensopado. 

O restaurante italiano onde fui ontem estava fechado. Passei numa padaria e comprei algo para comer: 2 panes de bono (pães de queijo, um croissaint de queijo, 4 buñuelos (bolinhas de queijo e milho), e uma pony malta para beber (refrigerante colombiano feito de malte). Deu 5.300 pesos (R$7).

Estava tudo morto nas redondezas do hostel, por ser domingo e por estar chovendo. Não saí. Fui dormir.

2 comentários:

  1. Alexandre, quando estudei espanhol o meu professor - que morou na Espanha por uns dez anos - disse: "a primeira vez que fui à Buenos Aires não entendi nada, o castelhano mais amigável para nós é o de países como Colômbia e Venezuela". Na série de tv deu para perceber que os colombianos pronunciam o "s" no meio das palavras com som de "z", assim como nós. Realmente os atores que fazem papéis de antioquianos usam o vos em de vez de tu. A minha filha começou a ver a série e disse: "Pai, o espanhol da Colômbia é fácil de entender". O fato deles reconhecerem o pão de queijo como brasileiro e a língua me faz pensar quando e como a cultura brasileira teria influenciado os altiplanos colombianos, eu não faço a menor ideia.

    Sobre a comparação com BH e Minas, eu sou mineiro há meio século e morei em BH por dez anos, na minha infância, eu entendo perfeitamente a sua comparação, mas não vejo assim, rs... Há um livro muito bom sobre o modo como nos veem e este auto-reconhecimento. É "Istambul", de Orhan Pamuk, onde ele comenta sobre como os turcos não se consideram nem orientais e nem exóticos, mas europeus. Mas isto é outro papo, postagem muito boa, nunca tinha ouvido falar sobre esta cidade e este Pão de Açúcar colombiano.

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    1. Eu achei incrível a semelhança de Medellín com BH. Até o jeito das mulheres andarem e se vestirem é igual, hehehe. Também achei Cartagena muito parecida com Salvador. A Colômbia é o país mais parecido com o Brasil entre todos que já conheci. Em muitos aspectos, é um Brasil melhorado, um país que seguiu um caminho diferente do nosso nos últimos anos.

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