[Mochilão 14] Dia 4: Bogotá-Medellín


Dia de viajar para Medellín. Fui correndo trocar mais alguns reais por pesos na casa de câmbio, e comprei também meu café da manhã numa lanchonete que achei no caminho: dois panes de bono (pão de queijo), uma arepa (pão de milho) e uma almohabana (outro pão diferente). Deu 4600 pesos (R$6,20).

Peguei o taxi para o aeroporto. A corrida deu 23 mil pesos (R$31). 



Avenida El Dorado, no caminho para o aeroporto:


O aeroporto de Bogotá:


Apesar da curta distância entre Bogotá e Medellín (440 Km), o trajeto leva aproximadamente 10h de ônibus porque a estrada percorre uma região de montanhas e é muito sinuosa. Vale muito mais a pena pagar um pouco mais para ir de avião.


Decolando em Bogotá:



Esse foi o vôo mais curto que já peguei. Durou menos de 30 minutos. É mais curto que a ponte aérea Rio-SP. Foi tão rápido que não deu nem tempo dos comissários recolherem o lixo.

Flores na esteira de bagagem do aeroporto de Medellín, em referência a Feria de las Flores, festival que aconteceu no início do mês.


Embarcando no ônibus do aeroporto (9 mil pesos = R$12).


O aeroporto de Medellín fica a 35km de distância, numa outra cidade chamada Rionegro. O trajeto é feito por uma estrada sinuosa percorrendo áreas rurais.

A chegada a Medellín é um tanto quanto assustadora. A medida que se aproxima da cidade, aparecem na paisagem favelas enormes ocupando montanhas altíssimas, algo que faria a Rocinha parecer pequena. A primeira coisa que pensei foi: "Caramba, onde é que estou me metendo ??". Agora eu entendo o que um estrangeiro sente quando chega ao Rio desembarcando pelo Galeão e a primeira coisa que vê passando pela Linha Vermelha é aquela paisagem "linda" do Complexo da Maré.


O ponto final do ônibus é no centro da cidade, atrás do Hotel Nutibarra. É um lugar muito feio, sujo e esquisito. Me pareceu meio perigoso também. Parece o centro de Niterói.

Peguei um taxi para ir para o hostel, que ficava num outro bairro.


No caminho, deu pra ver que o centro de Medellín é realmente trevas. Essa praça parecia o camelódromo de Madureira, mas ainda mais sujo e bagunçado.


Favelas no caminho:


Ao parar num dos sinais no caminho, um menino passou correndo entre os carros, jogou dentro deles pacotes de balas, e na volta foi recolhendo de quem decidiu não comprá-los.

Alguns kilômetros depois, a coisa mudou da água para o vinho. Era como ter ido da Pavuna para o Leblon. O bairro do hostel (El Poblado) é o melhor da cidade.

A corrida de taxi até lá deu 9800 pesos (R$13). Ao contrário do que acontece em Bogotá, nos taxis de Medellin os taxímetros mostram o valor exato a ser pago em pesos.

O Happy Budda Boutique Hostel:


 Recepção:


A diária no quarto com 6 camas custou 30 mil pesos (R$40,50) com café da manhã incluido.



Vista da janela:


Parte interna do hostel:


Esta é a rua do hostel (carrera 35), com muitos restaurantes e bares legais. Esta região do bairro é conhecida como Zona Rosa e concentra o agito noturno da cidade.


O bairro é bem arborizado, limpo e me pareceu muito seguro também.







Malabarista inovando num sinal:


Este é o Edifício Ovni, que pertencia a Pablo Escobar e foi destruído em 1990 por uma bomba colocada por integrantes do Cartel de Cali.  Fica na principal rua do bairro, a calle 10.


O Parque Lleiras é uma praça próxima ao hostel. É o epicentro da Zona Rosa. Ao redor dela há muitos bares, restaurantes e boates. De dia estava tudo vazio, mas a noite fica lotado de gente.




Este bairro El Poblado me lembra muito Lourdes, bairro nobre de BH, com zilhões de bares, restaurantes e edifícios de luxo. A cidade de Medellín como um todo também me fez lembrar BH, porque fica num vale, é cercada por montanhas e tem muitas ladeiras.





The Charlee, um dos melhores hotéis da cidade, com uma fachada bem louca:


Um bar de salsa:


Calle 10, a principal rua do bairro:



Parada estratégica para um lanche: empanada de carne e bolinho de batata (3200 pesos = R$4,30).


Buñuelo, um bolinho com sabor de queijo que os colombianos adoram. Isso é vendido em todas as padarias. Cada um custava 600 pesos (R$0,80).


Pony Malta, um refrigerante com sabor de malte, um dos ingredientes da cerveja. É bem amargo, mas gostei. Custou 1000 pesos (R$1,35).


Medellín tem uma grande vantagem em relação a Bogotá: o transporte é muito melhor pelo fato de existir metrô. A estação Poblado ficava a algumas quadras do hostel.




O metrô estava lotaaaado e com uma fila enorme para comprar passagem. Eram 18h de sexta feira. Tinha pensado em pegá-lo para ir ver alguma atração turistica em outras partes da cidade, mas desisti.

O bairro de El Poblado visto da plataforma de embarque do metrô, com muitos prédios de classe média-alta.


Fui jantar num restaurante italiano chamado Sapore di Pasta perto do hostel. Este lugar foi um verdadeiro achado. Achei tão bom que comi lá todos os dias. Os próprios donos, dois italianos bem gente boa, atendem no balcão e servem a mesas.


A comida era muuuuito boa ! Arrisco dizer que foi uma das massas mais gostosas que já comi na vida !! Pedi um fetuccini ao pesto. Deu até água na boca agora só de lembrar. :-)


Uma Club Colombia roja (red ale) para acompanhar:


E o melhor de tudo foi o precinho: apenas 15 mil pesos (R$20) com a cerveja incluida. Dá para acreditar ?! Uma massa deste nível no Rio custaria facilmente 3x mais num restaurante no Leblon ou Ipanema.

Abri os trabalhos da noite no bar do hostel, que era bem maneiro e tinha um DJ tocando. O local estava bombando !

Cerveja Pilsen por 3 mil pesos (R$4).


A partir das 23h o bairro era uma festa só. As ruas e bares estava cheios de gente. Muuuuita mulher bonita ! As colombianas estão de parabéns ! :-)


Tinham uns bares bem maneiros ali pelas redondezas do hostel. Em quase todos eles a música ambiente era salsa ou reggaeton.


O Parque Lleira estava lotado também. Muita gente, para economizar, comprava bebida num pequeno mercado que estava aberto e ficava bebendo sentado na praça.




Havia muitos policiais nas ruas, e placas avisando sobre a existência de câmeras. Achei a região segura, inclusive a noite.



Fui na Medellin Beer Company, uma cervejaria bem conhecida da cidade, e experimentei uma cerveja local, a Apóstol. A jarra de 850ml saiu por 17 mil pesos (R$23).


Entrei na Babylon Disco. A entrada custou 12 mil pesos (R$16). 


Logo de cara vi que era uma grande furada. O lugar só tinha casais que estavam ali para dançar salsa. A única mulher sozinha era a atendente do bar. Devo ter ficado uns 10 minutos lá dentro.


Entrei em mais alguns outros lugares que vi por lá e percebi que o esquema era mais ou menos o mesmo. Tudo girava em torno da salsa, e praticamente só se viam casais e homens solteiros entrando. A noite em El Poblado era bem mais interessante de se ver do lado de fora, nas ruas. Conclui que nem valia muito a pena investir mais naquela noite. Voltei pro hostel cedo (1h) para aproveitar melhor o dia seguinte. 

2 comentários:

  1. Cara, eu estudei no centro de Niterói no final dos anos oitenta (mestrado em História na UFF) era pavoroso, mesmo. Não volto lá há mais de vinte anos. Pela comparação que você fez lá continua do mesmo jeito, após todo este tempo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Enaldo, Niterói nos últimos 5 anos está muito pior do que já era. Nada é tão ruim que não possa piorar ! Eu morava lá até 2007, e fiz muito bem em me mudar de lá.

      Excluir

[Mochilão 15] Dia 23: Quebec - Rio

Último dia da viagem. :-( Mais um dia de sol e temperatura agradável (22 graus). Um dos portões da cidade antiga (Vieux-Quebéc): ...