[Mochilão 14] Dia 3: Bogotá

Último dia em Bogotá. 

Passei numa padaria para tomar café da manhã:


Isso estava com uma cara boa, e resolvi experimentar: "arepa boyacense" (pão de milho) e "almohabanas" (um pão diferente, acho que leva milho e queijo também). 


Pedi também um suco de manga. Deu 5.200 pesos tudo (R$7).


Carrera 7 (rua de pedestres):


Deixei este dia para conhecer Zipaquirá, uma cidade a 50km de Bogotá que abriga uma das maiores atrações turísticas da Colômbia, a Catedral de Sal.

Estação Museo del Oro do Transmilênio.  A passagem custou 1800 pesos (R$2,40).


Todas as estações do Transmilênio tem pelo menos dois policiais fazendo a segurança.


O confuso mapa de linhas de BRT de Bogotá:


Esperei pelo ônibus B74, o mesmo que tinha pego ontem para ir à Zona Rosa. Fiquei uns 20 minutos esperando, e nada de passar. Perguntei a um guarda e ele disse que eu tinha que pegá-lo na estação Las Aguas (vizinha a essa onde eu estava). Achei estranho isso, porque tinha pego esse ônibus nessa estação Museo del Oro, mas beleza. Pelo menos peguei o ônibus vazio.


Embarcando no B74 na estação Las Aguas:


Um músico tocando harpa a bordo do ônibus:



Até a estação onde desci (Portal del Norte, o ponto final do ônibus) foi uma hora de viagem. O ônibus cruzou boa parte da cidade.


Nesta estação Portal del Norte fica uma das rodoviárias de Bogotá.

Embarquei num ônibus rumo a Zipaquirá (ou "Sipa", como os locais carinhosamente a chamam).  A passagem custou 4500 pesos (R$6) e paguei dentro do ônibus para um cobrador que ia passando pelos passageiros durante a viagem.

O tempo todo tocou vallenato dentro do ônibus, um estilo musical colombiano que lembra o sertanejo daqueles antigos. Ou seja, horrível. Já não aguentava mais aquela sofrência em espanhol, hehehe.

O ônibus ia parando em tudo quanto é lugar e por isso a viagem demorou quase uma hora. Foi até gente em pé. No caminho, subiu um cara muito estranho e sentou justamente do meu lado. Que azar. Fiquei com medo de ser assaltado. Não tive nem coragem de tirar minha câmera do bolso para tirar fotos da paisagem. Ele desceu no meio do caminho, e foi um alívio.

Zipaquirá é uma cidade de 120 mil habitantes a 50km de Bogotá:


Condomínios nos arredores de Bogotá:


Chegando em Zipaquirá:


Descendo do ônibus:


Rua principal da cidade:


A cidade a primeira vista é feia e tem umas construções meio favelizadas, mas quando você vai chegando perto do centro histórico, começa a perceber a beleza do lugar:




A praça principal de Zipaquirá é bem bonita e lembra muito as cidades históricas de Minas (Ouro Preto, Diamantina, Tiradentes, etc).






Senti falta da sinalização turística na cidade. Não tem placa de nada. Fiquei meio perdido e não tinha um mapa da cidade. Pedi informações a um policial, que me explicou o caminho até a Catedral de Sal. Era bem perto da praça.

Em Zipaquirá, como em toda a Colômbia, as ruas são numeradas:


Uma outra praça com as bandeiras dos paises bolivarianos:


Caminho para a Catedral de Sal:








Chegando na Catedral de Sal:



Vista da cidade:

Bandeira colombiana:


Estátua em homenagem aos mineiros que trabalhavam lá:



Entrada da Catedral de Sal. Custou 25 mil pesos (R$34).


A Catedral de Sal foi construída numa antiga mina de sal a 180 m de profundidade. O ingresso dá direito a uma visita guiada (em espanhol).

Corredor de entrada da mina:


Parede coberta de sal:


Parece gelo ou neve, mas é sal:



Neste corredor, a iluminação no teto formava bandeiras de diversos países:



Descendo pelos corredores da mina:


No caminho da minha foram reproduzidas as paradas da via-crucis:




Cúpula da catedral:


A mina tem diversas bifurcações, mas é bem sinalizada e não tem perigo de se perder lá. É tudo bem iluminado também. Dá pra andar até sem guia.


A guia falava um espanhol para dummies, bem devagar. Dava para entender tudo.


Após alguns minutos descendo pelos corredores, chegamos à catedral propiamente dita:



Cachoeira de sal:

Nesse corredor havia muitas lojas vendendo souvenirs:


Souvenirs de sal:


Esmeraldas:


A guia explicando mais detalhes da mina de sal:


Este pequeno lago com água extremamente salgada formava um espelho:


Esculturas nas paredes de sal:


Lojas vendendo esmeraldas:





Ilustração mostrando o intercâmbio de esmeraldas pelos povos indígenas:



Show de luzes:

Saindo de lá, começou a chover, e resolvi entrar em algum restaurante para almoçar. Escolhi um chamado La Komilona, perto da praça principal.


Suco de lulo (uma fruta colombiana com gosto semelhante ao kiwi).  


De entrada, patacones (banana da terra amassada, salgada e frita em forma de discos). Muito gostoso ! Não tem gosto nenhum de banana. Lembra aipim.


Pedi um prato chamado "montañelo". Era uma mistureba danada: frijoles (feijão manteiga), arroz, abacate, carne de boi, patacones (banana frita) e "chicharrón" (torresmo). Muito bom !


A conta deu 25.300 pesos (R$34).

Peguei o ônibus de volta para Bogotá na rua principal da cidade.

Desembarcando em Bogotá:


Como cheguei em Bogotá na hora do rush (17h), já estava me preparando para passar perrengue de novo no Transmilenio lotado. A plataforma de embarque já estava cheia de gente.


Peguei o ônibus J72 e desembarquei na estação calle 106, zona nobre da cidade:



A região só tinha prédios de luxo. A maioria das construções em Bogotá, sejam ricas ou pobres, tem "cor de favela", com as fachadas feitas de tijolos expostos.




Carrera 19, com lojas de luxo e uma movimentada ciclovia no canteiro central:



Loja da Ferrari:


Após caminhar por alguns quarteirões, cheguei ao Parque de la 93, um antigo lixão que foi convertido nos anos 90 numa belíssima praça rodeada por cafés, bares e restaurantes requintados. É um dos lugares mais bonitos que conheci em Bogotá. Muito legal !









Parque El Virrey, com ciclovias onde tinha um pessoal correndo:



Zona T (calle 83 e carrera 12A), onde ficam os bares e restaurantes mais badalados da cidade. Cheguei lá às 19:30 e tinha muita gente tomando um chope e jantando após o trabalho:


Sentei um pouco num banco da Zona T para descansar e observar o movimento. Muita mulher bonita. Tinha muito ambulante também vendendo cerveja, balas, etc. Camelôs abordavam os turistas querendo vender relógios. Em meio a carros de luxo e gente elegante escolhendo em qual bar entrar, uma pessoa revirava a lata de lixo. De vez em quando se aproximava alguém para pedir esmola. Até mesmo nessa região nobre dava para ver como a Colômbia é desigual. Nesse ponto lembra muito o Brasil.


Food trucks:


Pub muito louco com uma casa de madeira no teto:


Peguei o Transmilenio de volta para La Candelaria. Me enrolei e peguei o ônibus errado. Tive que fazer uma baldeação no caminho. Gastei 1:30h no trajeto, e acabei chegando tarde (22h). Devia ter comido na Zona T, onde fica tudo aberto até tarde. Não tinha nada aberto em La Candelaria. Parecia cidade fantasma. Até mesmo o mexicano onde tinha comido na terça a noite estava fechado. Rodei, rodei, até achar um bar que parecia que já estava fechando, mas ainda deu tempo de comer um sanduíche. Saiu por 14 mil pesos (R$19).


Essa era minha última noite em Bogotá, e eu queria muito aproveita para sair e fazer uma night, mas estava muito cansado. Estava andando desde 9h da manhã. Abortei a missão e fui dormir. 

2 comentários:

  1. Nunca tinha ouvido falar nesta Catedral de Sal. Muito bacana.

    Desta vez você não aproveitou para comprar comida em supermercado? Talvez esta seja uma grande vantagem de ficar em aps, supermercados para mim são indispensáveis.

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    1. Essa catedral é um lugar surreal. Muito interessante. Fiz compras em Medellín. Comprei uma aguardiente (cachaça de anis) e uns temperos diferentes de pimenta que não tem aqui. Realmente ficar em ap tem muitas vantagens, mas viajando sozinho fica muito caro.

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