[Mochilão 14] Dia 2: Bogotá

O café da manhã foi numa lanchonete perto do hostel. 


Sanduíche de queijo com presunto (3 mil pesos = R$4)


Comprei um copo de suco de laranja numa barraquinha na rua (2 mil pesos = R$2,70).


Uma cena muito comum em La Candelaria: policiais nas esquinas com cães.


Só o sanduíche não foi o suficiente. Passei em outra lanchonete:


Comprei um "pán de bono" (pão de queijo), que custou 1.500 pesos (R$2).


Plazuela de Las Aguas, uma praça em La Candelaria onde há muitas universidades.




Quinta de Bolívar, a casa onde morou durante alguns anos Simón Bolívar. Entrada 3 mil pesos (R$4).






As multiplas facetas de Simón Bolívar:


Cômodos da casa:





A cozinha, que funcionava numa casa menor atrás do palacete principal:


Fogão a lenha:


Potes de barro:


Por esta calha descia a água suja da pia:


Busto de Simón Bolívar com bandeiras dos países que foram libertados da coroa espanhola por ele: Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Peru e Panamá (que pertencia à Colômbia).


Este é o Cerro Monserrate, uma das principais atrações de Bogotá. É possível subir de funicular ou teleférico. O funicular funciona na parte da manhã, e o teleférico de tarde.



Entrada do funicular. O ingresso custou 17 mil pesos (R$23).




No topo da montanha, a 3150m de altitude, estava bem frio. Devia estar fazendo uns 10 graus, e a sensação térmica era ainda mais baixa com o vento e a garoa que caía.



Excursão de estudantes:



Basílica del Señor Caído de Monserrate:


Mirante com a vista da cidade:


Parte central da cidade:


Parte sul de Bogotá, a mais pobre e violenta, onde há muitas favelas:


Um zoom em La Candelaria:


Vista da montanha atrás do mirante:


Havia no local muitos policiais:



Uma feira onde comprei souvenirs:


De volta à cidade, passei pela calle 19, uma das principais do centro da cidade, com muitos prédios comerciais:


Um ônibus do Transmilenio (BRT) passando. O Transmilenio é o principal meio de transportes de Bogotá. A cidade não tem metrô.


Propaganda dos ídolos da seleção colombiana:


Este é o interessantíssimo Museo del Oro, que conta a história da exploração do ouro pelas diversas civilizações que já habitaram o território colombiano. Entrada 3 mil pesos (R$4).





Capacete:


Máscara mortuária:


Ornamento feminino para cobrir os seios:



Esta é a carrera 7, uma rua que foi fechada há pouco tempo para carros e agora é só de pedestres. Se transformou na versão local da Calle Florida, para quem conhece Buenos Aires.




A Carrera 7 tem uma ciclovia, e deu pra ver que muita gente passava de bicicleta usando roupa de trabalho (paletó, camisa social, etc). A temperatura amena da cidade ajuda.




Um grupo jogando xadrez no meio da rua, incluindo um soldado do exército colombiano:


A Carrera 7 lotada de pedestres em frente à Iglesia San Francisco, a mais antiga da cidade:





A pobreza sempre presente como no Brasil:



Uma fila enorme, dobrando a esquina, para comprar entradas para este teatro. Devia ser alguma coisa muito boa !



Fila para alugar bicicletas públicas:



Símbolo da Prefeitura de Bogotá:


Artistas de rua:


Uma orquestra mirim tocando na rua:


Uma ambulante vendendo "ceviche de mango" (pedaços de manga cortados em formatos de "macarrão" e colocados num copinho). Vi isso sendo vendido em vários lugares:



Muitos camelôs nas calçadas, que vendiam de tudo: livros, DVDs, camisas piratas da seleção colombiana, roupas em geral, comidas, bonés, etc.



Bateu uma fome e parei numa taqueria para comer alguma coisa:


Cardápio:

Taco Coyote (7 mil pesos = R$9,50):



Refrigerante Colombiana, com sabor semelhante a da Inca Cola (Peru). Custou 2 mil pesos (R$2,70).

  
Fui seguindo a carrera 7 até o bairro de Santa Fe, onde concentram-se muitos prédios comerciais. É o centro financeiro da cidade.


Esta é a Torre Colpatria, o maior edifício da Colômbia, com 50 andares. No topo dele tem um mirante, mas só abre de sexta a domingo.


Uma rua residencial:




Placa exigindo número mínimo de ocupantes nos carros:


Plaza de Toros de Santa Maria, onde aconteciam touradas até 2010:



Edifícios comerciais do bairro de Santa Fé:



Este é o Museo Nacional, que ocupa uma antiga prisão. A construção mais parece uma fortaleza medieval. É um museu histórico e arqueológico. Achei a coleção fraquinha, mas pelo menos a entrada foi gratuita.


Interior do museu:




Urna funerária indígena:


Professor alfabetizando camponeses na década de 60:


Pintura de Simón Bolívar:


Antiga cela com correntes:


Parte externa do museu com uma cafeteria:


O sistema de numeração nas cidades colombianas parece meio confuso no início, mas depois você se acostuma. CL é calle, e KR é carrera. Calles são paralelas às calles, e transversais às carreras. A numeração é sempre em ordem crescente.


De volta a La Candelaria, fui para o terceiro museu do dia: Museo Historico de la Policía Nacional. A entrada é gratuita, e a principal atração dele é a coleção de objetos pessoais do Pablo Escobar.


A visita foi guiada por um policial que falava um espanhol muuuuuito rápido. Confesso que entendia apenas palavras isoladas, e olha que o meu espanhol é bom, modéstia à parte.


Carroça-camburão de 100 anos atrás:


Quando a visita chegou à sala com os objetos do Pablo Escobar, me chamou a atenção que o guia-policial o chamava de "El Patrón", e não pronunciou o nome "Pablo Escobar" nenhuma vez.


Máquina contadora de dinheiro usada pelo Cartel de Medellín:


O guia mostrando as armas que pertenceram ao Pablo Escobar:


O casaco que Pablo usava no momento em que foi encontrado, a telha com a mancha de sangue de quando ele foi morto, e o celular primitivo (do início dos anos 90) que ele usava para se comunicar com seus subordinados e com a família.


Cartaz dos anos 90 oferecendo uma recompensa de 2,7 milhões de pesos para quem desse informações à polícia sobre Pablo Escobar:


Objetos pessoais do "Patrão":



O policial explicou com riqueza de detalhes como foi a operação de captura de Pablo Escobar. Não entendi nem 10% do que ele disse (falava tão rápido que parecia árabe e não espanhol), mas deu para entender que a polícia fez um minucioso rastreamento do sinal de celular quando Pablo fez uma chamada para o filho. Foi seu grande erro. A polícia conseguiu chegar ao local exato onde ele se escondia.


Momento em que Pablo Escobar foi encontrado e morto pela polícia no telhado de uma casa num bairro de classe média em Medellín em 1993:


Rádios que eram usados pelos traficantes e pela guerrilha:


Miniatura de um "caveirão" colombiano:


Gráfico mostrando a queda acentuada no número de sequestros na Colômbia entre 2000 e 2014:


Armas usadas pela polícia nacional colombiana:


Overdose de museus. Encarei o quarto e último museu do dia. Esse era imperdível: Museo Botero, dedicado a Fernando Botero, o artista mais famoso do país e um dos mais importantes da América Latina. É conhecido pelos seus quadros e esculturas retratando gordinhos.


"La Mano":

Pátio interno do museu:


"El baño":

"La Mona Lisa":


"El Estudio":


"La monja":


Esculturas de gordinhas:



Gato gordinho:

Saindo do museu, fui pegar o Transmilênio (BRT) para ir para a Zona Rosa, região nobre que fica do outro lado da cidade. Embarquei na estação Museo del Oro e peguei um ônibus da linha B74. A passagem custou 1800 pesos (R$2,40) e comprei na própria bilheteria da estação.


Andar de BRT em Bogotá é meio complexo no início, porque nas estações passam várias linhas que tem trajetos diferentes, e os ônibus nem sempre param em todas as estações. Não é como o BRT do Rio, que funciona como se fosse um metrô. Tem uns mapas nas estações que ajudam um pouco, mas os próprios colombianos se enrolam para pegar o ônibus certo.

Como era hora do rush (18:30), o ônibus quando entrei já estava cheio, e nas estações seguintes foi enchendo mais ainda até ficar superlotado. Uma lata de sardinha. Que perrengue !! Metrô faz muita falta em Bogotá. Até chegar a estação onde desci (Héroes) foi mais ou menos meia hora de sufoco. O trânsito estava bem engarrafado nas pistas fora do BRT, e se tivesse ido de taxi teria demorado bem mais.

A Zona Rosa é a região boêmia de Bogotá, que fica entre as calles 79 e 85, e carreras 11 e 15. Há inúmeros bares, restaurantes e lojas de griffe. É uma zona bem nobre e cara da cidade.



Cassinos:



A Zona T é formada por duas ruas de pedestres (calle 83 e carrera 12A) da Zona Rosa que são transversais e formam um "T". É o epicentro da badalação de Bogotá. É na Zona T que estão os bares da moda. Na hora que passei por lá, por volta de 19:30, os bares estavam bem cheios. É um dos lugares preferidos pelos bogotenhos para tomar um chope depois do trabalho. Achei essa região muuuuuito legal. Além de muito bonita e animada, tem muitas opções. Achei parecida com o Patio Bellavista de Santiago, mas é muito maior. E não posso deixar de comentar que no quisito "fauna feminina" o lugar está de parabéns !! Foi onde vi as colombianas mais bonitas da viagem até agora.


Meu destino foi o Andrés Carne de Res, o restaurante mais famoso da cidade. É recomendado por todos os guias de turismo, e os próprios bogotenhos dizem que quem não conhece este restaurante, não conhece  Bogotá.

O Andrés Carne de Res fica dentro do Centro Comercial El Retiro, um shopping na Zona T.


A entrada do restaurante e os seus 4 andares:


Como cheguei cedo (19:45), consegui uma mesa para mim sem problemas, mas quem chega mais tarde sem reserva tem que esperar um bom tempo até vagar uma mesa, porque o local fica bem cheio.

Esse restaurante tem uma decoração bem louca, e lembra muito a do Rio Scenarium.





O cardápio desse restaurante é o maior que já vi na minha vida. Devia ter umas 50 páginas. Eram tantas opções que ficava até difícil de escolher. A especialidade da casa, como diz o nome, é a carne bovina. Come-se muita carne de boi na Colômbia, tanto quanto no Brasil e na Argentina. 



A garçonete, uma morena linda, veio me ajudar com o pedido e me sugeriu um prato. Isso deve ser comum, porque diante de tantas opções, os clientes acabam ficando meio perdidos.

Os preços eram altos, mas não absurdamente altos. Equivalentem aos de um bom restaurante na zona nobre de qualquer capital brasileira.

Comecei com uma Aguila, a cerveja mais popular da Colômbia (9900 pesos = R$13,40).


Seguindo a sugestão da garçonete, pedi de entrada uma "arepa con quezo antioqueño". Muito bom ! 8900 pesos = R$12).


O prato principal foi  "Lomo de res" (filé) com papas criollas (batatas) e arepas. Vieram também uns molhos muito bons. A carne era muito gostosa e macia. Veio crua, e fui grelhando na chapa. 49800 pesos = R$67.


Pra fechar, um chope Club Colombia de 500ml (14600 pesos = R$19,70).


A conta deu 90.900 pesos (R$123), com a gorjeta de 10%. Isso é quase o que paguei pelos 3 dias de hospedagem no hostel. Para um mochileiro é caro, mas valeu a experiência.

Havia uma banda lá tocando salsa, o ritmo favorito dos colombianos. Ou seria rumba ? Não consigo identificar a diferença, ehehehe.

De vez em quando passavam pelas uns recreadores do restaurante fazendo brincadeiras com os clientes. Enquanto eu estava comendo, passaram umas mulheres com o corpo todo pintado de prata, segurando guarda-chuvas também prateados, e ficavam olhando com os olhos arregalados para os clientes. Bizarro, hehehehe.


Depois das 22h o pessoal levantou e começou a dançar salsa na pista de dança. 


O local é enorme. Tem 4 andares.



Como era uma 4a feira, a pista não chegou a "bombar", mas nos finais de semana após meia-noite o restaurante se converte numa animada boate.

Fiquei por lá até 23h.

Na saída, a vaquinha avisa que por 22 mil pesos (R$30), um "anjo da guarda" pode dirigir o seu carro, evitando assim que você encare o trânsito depois de tomar umas cervejas.


Peguei um taxi de volta para o hostel. A corrida deu 20 mil pesos (R$27).

4 comentários:

  1. Terminei de ler, hoje de manhã, "Meu pai, Pablo Escobar". El patrón foi morto por paramilitares do "Pepes" (Prejudicados por Pablo Escobar) de Fidel e Carlos Castãno, mas deixaram o mérito para a polícia para não complicar o governo colombiano.

    Este clima equatorial de (muita) altitude mantém a temperatura média em 14 graus e máximas variando entre 19-21 ao longo de todo o ano. Deve ser uma delícia passear com esta temperatura, mas imagino que deixe as pessoas de lá deprimidas por nunca sentirem calor.

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    1. Hum, não sabia dessa. Outra versão que li em algum lugar é que Pablo se suicidou quando percebeu que tinha sido encontrado pela polícia. Talvez a verdade sobre o que realmente aconteceu nunca apareça. Sim, a temperatura é muito boa para caminhar, mas o tempo fica mudando toda hora, como em SP. Achei bem ruim isso. Chove, faz sol, fecha de novo, depois abre. Muito louco.

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  2. Sim, você está certo. O filho dele confirma, após ser ferido com dois tiros Pablo Escobar suicidou, há furos de bala a partir do ouvido direito, exatamente como el patrón disse aos familiares que faria caso fosse preso. Eu comecei a ver Narcos mas dormi no terceiro episódio. A opinião predominante é que quem viu a série colombiana não está gostando muito de Narcos.

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    1. Lá na Colômbia a série está sofrendo muitas críticas porque o ator principal é brasileiro e não colombiano. Ouvi falar muito bem da série e principamente da atuação do Wagner Moura. To querendo muito assitir.

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