[Mochilão 13] Dia 4: Jaipur

Saí do hotel e fui procurar algum lugar para tomar café da manhã. Nas redondezas não havia nada além de barracas vendendo frituras e pequenos mercados onde não havia nada além de biscoito e batata chips. Não vi nenhuma padaria. Acho que nem existe isso aqui. As pessoas compram pão na rua mesmo. Tem diversos tipos de pão aqui, todos achatados, semelhantes ao pão árabe. 

Um templo hindu pequeno e muito simples:


Uma das ruas próximas ao hotel:


Rua movimentada perto do hotel:


Encontrei uma lanchonete na entrada de um hotel de luxo na M.I. Road, a principal avenida da cidade:


Os preços eram "pra gringo":  o sanduíche de frango tandoori (picante) e o suco de romã sairam por 210 rúpias (R$9). Parece barato, mas isso é muito caro para a Índia.


Trânsito pesado na M.I. Road:


Os ônibus aqui são muito velhos:


Carrocinha vendendo frituras:


Além dos ônibus, tuc tucs e riquixás, as pessoas aqui também utilizam estas mini-vans que andam sempre lotadas:


Casal feliz num outdoor:


O restaurante onde jantei ontem (Natraj):


Lassiwala, casa especializada em servir lassi, uma espécie de iogurte ralo, que pode também ser misturado a especiarias e frutas.


Ele é servido da forma tradicional, em copo de barro. Custou 20 rúpias (R$0,90).


New Gate, um dos portões da Cidade Antiga:


Vaca passando na rua:


Uma rua da Cidade Antiga. Esta região mudou muito pouco em relação ao que era na Idade Média.


Fui conhecer o City Palace, o palácio real do marajá de Jaipur. Entrada 300 rúpias (R$13).

Virendra Pol, portão que dá acesso ao pátio central:


Mubarak Mahal, que era utilizado como hall de recepção de autoridades visitantes:


Diwan-i-Khas, onde os marajás faziam audiências com ministros:



Vaso de prata de 1,60m que era utilizado pelo marajá Madho Sing II para levar água sagrada do Rio Ganges em suas viagens para a Inglaterra.


Quadros com fotos de marajás:




Guardas com roupas típicas:


Chandra Mahal, residência oficial do marajá de Jaipur e sua família. O interior dele não é aberto a visitação. O atual marajá de Jaipur, Bhawani Singh, tem apenas 15 anos de idade.



Jaipur era um dos mais de 500 reinos independentes (e muitas vezes, inimigos entre si) que existiam na Índia até a independência concedida pelos britânicos em 1949 e a criação da Índia como país unificado. Até então, cada um destes reinos era governado por um marajá, que na lingua local significa "grande rei".

Mesmo após a unificação da Índia, pouca coisa mudou em relação ao que era séculos atrás na vida dos marajás e suas famílias. Os marajás perderam os títulos de realeza e os privilégios a que tinham direito em 1971 numa reforma constitucional feita pela então presidente Indira Ghandi. Oficialmente o título de marajá não existe mais, Perderam o direito de governar seus reinos, mas continuam vivendo até hoje nos palácios reais em meio a muita riqueza e glamour, e são sempre venerados pelos habitantes locais.

Carruagens que eram utilizadas pela família real:



Detalhe de um quadro num dos palácios mostrando deuses hindus:


No lado direito, o atual marajá de Jaipur, Bhawani Singh, um adolescente de 15 anos:


Na saída do palácio, uma mulher vendendo paratha (pão):


Homem empurrando bicicleta carregada de sacos de arroz:


Barraca de frutas:


Barraca vendendo iogurte:


Homem cozinhando na rua, em meio a sujeira e ao cheiro de esgoto. Quando estava passando por ali, vi um outro cara agachado lavando arroz numa bacia no chão, a poucos metros do esgoto correndo a céu aberto.


Camelô no meio da rua vendendo frutas:


Bica de "drinking water". Você teria coragem de beber esta água ?


Mictórios públicos. O cheiro de urina era fortíssimo nesse trecho da rua:


Uma das coisas que torna difícil orientar-se em Jaipur (e na Índia em geral) é que não há placas com os nomes das ruas. Essa foi a única que eu achei, e mesmo assim estava no indecifrável alfabeto devanagari utilizado no hindi.


Propaganda de loja de jóias. Jaipur é conhecida na Índia pela produção de jóias.


Uma rua estreita de Cidade Antiga:



A maioria das lojas fica no nivel um pouco acima da rua, e as pessoas tem que entrar descalças, deixando os sapatos na porta:


Um pequeno templo hindu:


No topo da montanha, o Forte Nahargarh (século 18):


Rua no caminho para chegar ao forte. Era um bairro residencial "normal" para os padrões de Jaipur, mas era uma típica favela, com muita pobreza, crianças e idosos pedindo esmola, esgoto a céu aberto, porcos, cachorros, fios de energia eletrica emaranhados nos postes, casas simples.


Porcos:

Subindo a montanha:


Vista da "favela":




Mulheres com saris coloridos conversando numa laje:


Chegando no forte. Sorte é que, apesar do sol forte, a temperatura estava bem amena, cerca de 25 graus. Subir isso no verão, com sensação térmica de 50 graus, é suicídio !!


No caminho vi muitos esquilos nas árvores:


Entrada do forte:



Vista da cidade:


Pátio principal:


Fachada do palácio:



Proibido cuspir ! :-)


Interior do palácio:



O palácio tinha diversos corredores e muitas salas iguais, tornando o lugar um verdadeiro labirinto:




Vista da cidade:



Pintura de marajá num elefante:


Desci novamente de volta para a Cidade Antiga.

Pimentas ressecadas a venda num camelô:


Loja de narguilês:



Vaca sagrada pintada na fachada de um templo hindu:



Jardins públicos Ram Niwas, cheios de mendigos e buracos de rato na grama (vi vários):


Museu Central:






Pintura:


Espadas curvas:


Imagem de Ganesh, deus hindu que tem cabeça de elefante:


O deus hindu Shiva:


A deusa hindu Krishna:


Barbeiro de rua (cerâmica):



Posições de Yoga:



Pintura de mulher indiana com roupas tradicionais:


Roupas tradicionais:



Saindo de lá, bateu uma fome animal e a primeira coisa que eu avistei foi um McDonald's, que na Índia não serve carne bovina. Comi um Masala Chicken Grill (com refri e fritas saiu por 162 rúpias = R$7). Detalhe que o preço que aparece no painel na parede não é o que você paga, porque eles acrescentam 20% de impostos diversos.


Ao lado do McDonald's havia um cinema, e quando estava saindo, uma sessão havia acabado de terminar. Me chamou a atenção que os clientes que estavam saindo eram quase todos homens. Vi alguns poucos (bem poucos) casais, e nenhuma mulher sozinha. Bizarro.

Só esse sanduíche não me satisfez. Achei um restaurante ao lado dele, The Door's, recomendado pelo Lonely Planet. Era um restaurante bem simples e pequeno. Bem barato. Alguns indianos e um grupo de ocidentais estavam jantando.


Pedi um "papier dosa" (crepe com especiarias). Custou 50 rúpias (R$2,20).


De sobremesa, escolhi algo aleatoriamente: Gulab Jamun. Achei o nome bonito. O garçon não tinha um inglês bom o suficiente para explicar o que era. Veio isso, duas bolas doces e quentes (fritas) numa calda açucarada. Gostoso, mas...é estranho doce quente.


Voltando para o hotel a pé, me deparei com um casamento indiano na entrada de um hotel. O noivo estava chegando montado num cavalo, usava roupas típicas e um turbante, e vinha acompanhado dos seus "padrinhos". Uma bandinha estava tocando uma música enquanto eles iam avançando em direção ao hotel. Não vi a noiva e não consegui ver o que aconteceria depois quando os dois se encontrassem, porque dali para a frente era uma área com entrada permitida só para convidados. Pena que não consegui gravar um vídeo, porque a bateria da câmera estava acabando, mas achei bem bonita e diferente a cerimônia.



Um comentário:

  1. A Índia é uma prova de que pobreza e injustiça social por si só não geram revoluções. É um dos povos mais acomodados do mundo.

    Mais uma vez parece que arquitetura e culinária são os fortes como atrativos turísticos.

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