[Mochilão 13] Dia 19: Kuala Lumpur-Abu Dhabi

Meu último dia na Malásia. 

Acordei cedo e tomei o café da manhã do hostel. Até que era bom: tinha mamão, pão com manteiga, suco de laranja e leite com sucrilhos. Os hóspedes tinham que lavar suas próprias louças, como sempre acontece nos hostels. 

Peguei o metrô para a estação KL Sentral, a estação central de trens de Kuala Lumpur (1,30 ringgits = R$1). Lá eu peguei um trem KL Komuter para a estação final da linha, a Batu Caves. A passagem custou 2 ringgits (R$1,50).

Painel na estação anunciando a chegada do trem na plataforma:


O trem vazio e a menina muçulmana distraída no celular:


Regras rígidas dentro do trem: "Proibido comportamento indecente"


"Proibido mascar chiclete"  (oi ?!)


Depois de 1h de viagem percorrendo os subúrbios de Kuala Lumpur, desembarquei na estação final, Batu Caves. Fica o distrito de Gombak, a 13 km do centro da cidade.



Esta região é famosa por ter uma das maiores atrações turísticas da cidade, as cavernas de Batu, que abrigam templos hindus.

Cerca de 7% da população da Malásia é formada por hindus imigrantes vindos do sul da Índia.

Estátua de Hanuman, o deus-macaco:


Templo de Hanuman:


Muitos macacos no caminho:




Templo dedicado ao deus hindu Sri Venkatachalapathi:









Estátua do deus hindu Subramaniam em frente a escadaria que dá acesso às cavernas:


A escadaria tinha muitos macacos:


Macaca com um filhote:


Entrada das cavernas (gratuita):




Vista lá de cima:


Interior das cavernas:

Estátuas representando as diferentes reencarnações de Subramaniam:




Templo hindu dedicado a Subramaniam dentro das cavernas:


Deusa hindu:



Muitas galinhas soltas dentro das cavernas:


Durante o festival hindu Thaipusan (janeiro), cerca de 1 milhão de indianos lotam o local:


Desviando dos macacos enquanto descia pela escada:


De volta ao centro da cidade, desembarquei na estação Kuala Lumpur, a antiga estação ferroviária central da cidade.

Masjid Negara (Mesquita Nacional):







A entrada para não-muçulmanos é restrita a alguns horários, e na hora em que fui somente os muçulmanos podiam entrar.


Museu de Arte Islâmica:



Propaganda de um canal de TV com mulheres muçulmanas:


Menara Kuala Lumpur, a torre onde subi ontem a noite:



Chinatown é o bairro dos imigrantes chineses. 23% dos habitantes da Malásia são chineses.


Prédios velhos em Chinatown:


Petaling Street, rua de pedestres que concentra o comércio em Chinatown:



Barraca vendendo uma comida esquisita:



Começou a chover forte e entrei no Pasar Seni (Mercado Central), que fica ali mesmo em Chinatown. Tinha  muitas lojas vendendo souvenirs, roupas, eletrônicos e comidas.

Véus islâmicos:


No segundo andar do Mercado Central havia uma praça de alimentação. Aproveitei para almoçar lá.


Comida malaia:


Esta coisa estranha parecia um caramujo. Bem nojeito. Não tive coragem de experimentar.


Escolhi este restaurante para almoçar: Asam Pedas - Malaysian Hot Plate.


Nasi Goreng (arroz frito) com frango. Este é o prato nacional da Indonésia, mas também é comum na Malásia. Custou apenas 6,50 ringgits (R$4,90).


De sobremesa, comi putu bambu, uma espécie de bolo feito com farinha de arroz, farinha de tapioca (sim, tapioca lá do outro lado do mundo !!), açúcar de palmeira (semelhante a rapadura, só que é feita com seiva de palmeira) e côco ralado. Os ingredientes são colocados dentro de pequenos pedaços de bambu e são cozidos no vapor:


O funcionário com a camisa da seleção da Malásia colocando os putu bambus para cozinhar no vapor:


O pacote com 4 putu bambus que comi custou apenas 3 ringgits (R$2,30). Muito gostoso !


Templo budista:


A chuva não dava trégua e eu já tinha que voltar para o hostel para pegar a minha bagagem. Para piorar, acabei me enrolando um pouco para conseguir achar a rua do hostel. Cheguei todo molhado lá.

Peguei o metrô para a estação KL Sentral (1,30 ringgits = R$1), onde peguei o KLIA Ekspres, o trem expresso para o aeroporto internacional (35 ringgits = R$26).


O trajeto até o aeroporto durou apenas 28 minutos. Muito bom, se considerar que o aeroporto fica bem distante do centro da cidade (50 Km).


O voo da Etihad rumo a Abu Dhabi decolou às 20h, e teve duração de 7h. Por causa do fuso horário de menos 3h, cheguei em Abu Dhabi à meia-noite no horário local.



No aeroporto de Abu Dhabi, antes de chegar na fila da imigração, uma funcionária olhou o meu passaporte e falou que turistas que precisam de visto, como os brasileiros, vão primeiro para a sala de "Eye Scan" (escaneamento de retina). Esta sala parecia um consultório de oftalmologista. O funcionário pediu para eu encostar a testa e posicionar os olhos numa maquina, esperou alguns segundos pelo escaneamento da minha retina, e carimbou a folha do meu visto. 

O visto dos Emirados Árabes eu tirei antes da viagem no site http://www.ttsuaevisas.com , uma empresa conveniada da Etihad.  Custou US$124, pagos no cartão de crédito (ou seja, paguei mais 6,5% de IOF). No total, deu quase R$400, uma facada !! O processo é todo feito online, sem a necessidade de mandar nada pelo correio. Tive que fazer upload de uma cópia escaneada do meu passaporte, de uma foto 4x5, e da passagem da Etihad. Também tive que preencher um formulário no próprio site com os meus dados.  O visto foi emitido e entregue no dia seguinte no meu email. Era um documento PDF de 3 páginas com os meus dados pessoais escritos em árabe e inglês. Imprimi e levei na viagem. 

Ao passar pela imigração, apresentei o passaporte e as folhas do visto com o carimbo do "Eye Scan". O policial não perguntou nada, apenas carimbou a folha do meu visto e me liberou. 

Os policiais da imigração, todos homens, estavam vestido "a carater" com um thawb, a roupa tracional árabe, como mostra a foto abaixo que baixei da internet:


Comprei alguns dirhams (a moeda dos Emirados Árabes) numa casa de câmbio do aeroporto. 

Uma nota de 5 dirhams (R$3,75):


Repare que o valor na nota está zerado. O zero no sistema árabe de numeração equivale ao 5 no nosso sistema:


Fiquei hospedado no Premieer Inn, um hotel dentro do terminal 3 do aeroporto de Abu Dhabi.



No elevador, um aviso indicava a sala de oração feminina e masculina em andares diferentes. A separação por sexo é prática comum nos países árabes.



Recepção:


Este foi o melhor hotel da viagem, e também o mais caro. A diária custou 254 dirhams (R$190). Mas como era só uma noite, valeu a pena pela comodidade e conforto. Era tudo o que eu precisava depois daquela longa viagem. Eu estava morto de cansado. Para mim, no fuso horário de Kuala Lumpur, já eram 4:30 da manhã quando fui dormir.

O quarto do hotel:


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