[Mochilão 13] Dia 12: Siem Reap

Tomei café da manhã no quarto com algumas compras que tinha feito (biscoitos e suco de manga).

O calor estava forte. A galera do hostel estava aproveitando para se refrescar um pouco na piscina.


O Ronaldo foi fazer um passeio de quadriciclo com alguns brasileiros que conhecemos no hostel, e eu fui conhecer os templos de Angkor. 

Um pouco da história da região:

O poderoso Império Khmer (século 9 a 15)  dominou boa parte do Sudeste Asiático. A capital do império era Angkor, uma cidade que chegou a ter 1 milhão de habitantes e ocupava uma área aproximada de 1000 Km2 (um pouco menor que a cidade do Rio de Janeiro). Até a Revolução Industrial, Angkor era a cidade mais populosa do mundo, numa época em que Paris e Londres, as maiores do mundo ocidental,  não tinham nem 30 mil habitantes.  

Após muitas invasões, o império caiu no século 15 e Angkor foi engolida pela selva, permanecendo escondida durante muito tempo em meio a mata fechada. Foi "descoberta" pelo mundo ocidental apenas no século 19. Por terem histórias semelhantes, Angkor é considerada a "Machu Picchu" do oriente. 

Entre as contruções que existiam na cidade de Angkor, apenas os templos resistiram depois de tantos séculos, porque foram construídos com pedras. Casas, mercados, repartições públicas e demais costruções não resistiram à ação do tempo, porque eram feitas de madeira. O uso de pedras era exclusividade dos templos. 

Toda a região de Siem Reap tem centenas de templos de diferentes tamanhos e construídos em diferentes séculos ao longo da existência do Império Khmer. 

A rua do hostel:



Peguei um tuc tuc e combinei com o motorista o preço de US$15 para fazer o chamado "Big Circuit", um percurso de 26 Km passando por alguns dos princiais templos de Angkor.



Após percorrer cerca de 5 Km de estrada, deixamos a cidade para trás e entramos na floresta onde ficam os templos.




 No meio do caminho, o motorista parou na bilheteria para que eu pudesse comprar o meu ingresso. 


O ingresso custou US$40 e tinha validade de 3 dias.


Passando por um portão em meio à muralhas:



O primeiro templo que visitei foi o Preah Khan, um dos maiores de Angkor. Há influências do budismo e do hinduísmo nele.  Neste local também funcionava uma universidade budista com cerca de 1000 professores.

Muitas partes deste templo estão em ruínas.












O motorista do tuc tuc ficou me esperando na entrada do templo:


O segundo templo que conheci foi o Preah Neak Pean, que fica numa ilha artificial no meio de um lago.

Acesso ao templo:


O lago onde fica o templo: 


O templo é esta pequena torre:


Ao sair de lá, parei para tomar uma água de côco. Paguei 1 dólar... ainda que seja preço "pra gringo", é metade do preço que pago nas praias do Rio !!


Só não gostei que servem o côco quente...podiam colocar pra gelar isso, ainda mais nesse calorão !!


O terceiro tempo foi o pequeno Ta Som:




Pegando a estrada novamente:


O quarto templo foi o Pre Rup, dedicado à deusa hindu Shiva:








O quinto e último templo do dia  foi o Ta Prohm, um dos mais visitados de Angkor. Este templo budista do século 12 fica perdido em meio a selva e parece cenário do Indiana Jones. O filme "Tomb Raider" teve cenas gravadas neste local.

É um dos maiores templos de Angkor. Cerca de 80 mil pessoas trabalhavam nele.

O que mais impressiona neste templo é como a natureza parece querer se misturar a ele. Há várias raízes de árvores que se entrelaçam às paredes.
















De volta à civilização:


Propaganda de uma apresentação de apsara (dança clássica khmer):


Propaganda num outdoor:


Estava com bastante fome, e aproveitei para comer num restaurante indiano chamado Dakshin's:


Pedi pão naam de entrada, butter chicken (curry) como prato principal e lassi (iogurte indiano) com banana. A conta deu US$13. Preço "pra gringo", mas a comida estava muuuito boa !


A pub street:


Barracas de frutas:


Barracas vendendo sucos por 1 dólar:


O Psar Chaa é o Mercado Central da cidade, onde vende-se de tudo: souvenirs, jóias, frutas, artigos religiosos, etc.



Frutas desidratadas:


Mangostim, uma fruta asiática:


Fruta-do-dragão:


Rambutã, outra fruta asiática:


Especiarias:


Comprei alguns souvenirs no mercado e saí para dar mais uma volta pela cidade.

Ponte sobre o rio que cruza a cidade:


Uma área com hotéis elegantes:


Massagem de pé feita com peixes que ficam beliscando a pele:


Uma das vielas com bares e restaurantes:



Voltei pro hostel, tomei um banho e aproveitei para descansar e blogar um pouco.

De noite bateu a fome de novo, e saí pra jantar.

Comi um noodle com carne de porco, com um chope (US$4,75).


Propaganda do Bugs Cafe que recebi na rua: "Insect tapas and cocktail bar. Free 1 spider". Tem coragem ?? Eu passei loooonge !! :-)


Voltei pro hostel e encontrei com o Ronaldo lá. Ele foi com a galera do hostel pra night no Temple Club. Eu tava destruído de cansaço e preferi ir dormir cedo. 

Comentários

  1. Eu imaginava Angkor Wat mais imponente. USD40? Impressionante como a exploração prolifera no meio da miséria. Terceiro mundo não é para os nativos.

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  2. Saí numa foto do teu blog ahahahaha
    Tá ficando legal o novo mochilão; add as q te enviei pô! rsrs

    Abraços

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