[Mochilão 12] Dia 9: San Juan - Uyuni

Acordamos às 5:45 para tomar café e sair antes mesmo do sol nascer. Fazia um friiiiiiio de rachar.


Elvis colocando nossa bagagem no teto do jeep:


Após pouco mais de 20 minutos, chegamos ao tão esperado Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo. Este lugar há cerca de 40 mil anos era um imenso lago de água salgada, que secou e formou este gigantesco depósito de sal e lítio.

É uma paisagem surreal, única no mundo. Parece um outro planeta. Os sedimentos de sal se acumulam no chão até se perder de vista formando hexágonos que mais parecem células.





Depois de tirar algumas fotos, partimos rumo a Isla Incahuasi, uma "ilha" no meio do deserto de sal:




Quando chegamos, a ilha já tinha dezenas de jeeps estacionados e muitos turistas.



Havia bandeiras de diversos países na entrada da ilha. A bandeira do Brasil que colocaram lá era um tanto quanto estranha:


A ilha é coberta por cactus gigantes:










O governo boliviano cobra uma taxa de entrada de 30 Bs (R$10): 


Mapa do Salar de Uyuni:


 Mirante no alto da ilha:


Fomos depois para o meio do salar para tirar fotos em perspectiva:









A equipe completa: Ronaldo, Numb2, Elvis, Sascha e eu:


 Fomos depois para o "Museo de Sal", que é na verdade um hotel de sal desativado.



No local havia bandeiras de diversos países:


E não é que tinha até a bandeira do Mengão lá ?!


Monumento ao Rally Dakar, que na edição deste ano (em janeiro) passou pela primeira vez pela Bolívia:


Trabalhadores retirando sal do salar:


Montanhas de sal:


Fizemos uma parada no vilarejo de Colchani, onde são vendidos souvenirs aos turistas que chegam de jeep:





Bandeira boliviana pendurada no nosso jeep:


A última parada do rally antes de chegar a Uyuni foi o Cemitério de Trens, onde muitas composições velhas estão abandonadas:




Finalmente chegamos a Uyuni, o destino final do nosso rally. É uma pequena cidade perdida no meio do deserto. Sobrevive basicamente do turismo, servindo de base para aqueles que visitam o salar. A cidade tem um aeroporto com voos diretos para La Paz.

Nos hospedamos no Hotel La Joya de Uyuni. É um dos melhores hotéis da cidade, e um dos mais caros. Pagamos uma diária de 245 Bs (R$82) por pessoa em quarto duplo. É um preço bem alto para a Bolívia, e com certeza encontraríamos opções mais em conta na cidade, mas depois de 3 dias de conforto mínimo, queríamos um hotel bom, um quarto confortável, chuveiro quente e calefação funcionando. Como era apenas uma noite, pagar um pouco mais por isso não faria tanta diferença assim no nosso orçamento.


Sascha, Elvis (nosso motorista), Numb2, Ronaldo e eu na recepção do hotel:


Nos despedimos do Elvis e demos uma gorjeta a ele em retribuição ao ótimo trabalho que ele fez. Ótima pessoa. Divertido, bem humorado, educado, pontual e bom motorista.

Eu tinha um certo receio deste rally antes da viagem. Já havia lido na internet alguns relatos de pessoas que tiveram problemas com a Colque Tours, mas nossa experiência foi ótima. As únicas ressalvas foram o frio extremo à noite no refúgio de Laguna Colorada e os banheiros ruins, mas de resto o passeio valeu muito a pena.

Nosso quarto (duplo):



Vista do quarto:


Esta é a rua do hotel. Uyuni parece uma cidade do sertão nordestino.


Propaganda de refrigerante boliviano:


Cerveja boliviana Potosina:


Praça principal da cidade, onde havia muitos restaurantes e bares "para gringos", com preços muito acima do que os locais pagam normalmente.


Almoçamos no restaurante Boca Grande:



Quadros no restaurante:



Carne de lhama com quínua e fritas (50 Bs = R$16,70)


A galera resolveu voltar para o hotel para descansar, e eu fui dar uma volta para explorar a cidade.

Propaganda de um vidente chamado "Maestro Jose Calle" que atendia na praça principal da cidade. Que figura ! :-)


Bonecos feitos de sucata de trem em frente à estação ferroviária da cidade:


Grande parte do comércio da cidade é voltado para os turistas que chegam aos montes, vindos de La Paz ou do Chile.  Há diversos pequenos mercados e também agências de turismo que fazem passeios pelas redondezas:



Enquanto caminhava por uma das ruas, escutei um barulho de música, e passou uma bandinha com adolescentes uniformizados fazendo coreografias engraçadas.








Um vídeo que gravei lá:


A banda foi percorrendo as ruas da cidade, e rapidamente os moradores se juntaram aos turistas para vê-la passar:


A banda fazia parte dos festejos da Virgem de Urkupiña, evento folclórico-religioso inspirado no carnaval de Oruro, o mais famoso do país. Os festejos acontecem anualmente de 14 a 16 de agosto. Eu não sabia disso antes da viagem. Foi uma grande coincidência nossa passagem por Uyuni ter sido justamente durante o evento.


Crianças fantasiadas:




Essa é a "ala das baianas":





Vídeo que gravei com a "ala das baianas" passando:



Moradores acompanhando no camarote a passagem da banda:


Bolivianas vestindo roupas tradicionais:


Multidão de moradores e turistas prestigiando o evento:


Voltei pro hotel para dar uma descansada.

De noite, fomos procurar algum lugar para comer. Na rua estava um frio SINISTRO (-5 graus). Um desespero. A primeira coisa que pensamos ao colocar o pé do lado de fora foi em entrar logo em algum lugar. Dava vontade de ir correndo.

Os bolivianos na rua pareciam indiferentes ao frio glacial que fazia. A moda lá parecia ser transformar a calçada em boate. Vimos bares com caixas de som na calçada tocando cumbia (estilo musical que lembra um pouco a salsa), e as pessoas ficavam dançando na rua debaixo daquele frio.

Achamos um lugar chamado Lithum Club. Apesar do nome, o lugar tinha cara de restaurante. Nada de música, DJ ou gente se divertindo. Era um restaurante "pra gringo". Não tinha nenhum boliviano lá dentro além dos funcionários. Tinha um grupo de uns 20 americanos, nós 4 e só. Preços altíssimos para os padrões locais, mas baratos se comparados com o que estamos acostumados a pagar no Brasil. Comemos uma pizza grande por 100 Bs (R$33). Cerveja boliviana Potosina de 1 litro por 35 Bs (R$11,70).


Perguntamos à garçonete se havia algum lugar legal para sair a noite, já que era um sábado. Ela nos passou alguns nomes de bares e boates. Quando saímos do bar, aquele frio nos fez mudar os planos. Voltamos para o hotel e preferimos não fazer nada, já que tínhamos que acordar às 5:30 no domingo.

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