[Mochilão 12] Dia 5: Farellones - Santiago

Acordamos tarde (10h) e ao chegar no restaurante do hotel, o funcionário veio avisar que só faltava a gente para encerrar o café da manhã. Não deu nem 5 minutos e apareceram outros hóspedes também. Mentir é feio...  

O café da manhã era beeem chinfrim. 


Enquanto comíamos, ouvimos um hóspede brasileiro perguntar em portunhol se podiam servir mais queijo para a filha dele. O funcionário foi lacônico: "No. El queso adicional sale 2000 pesos". O hóspede ficou revoltado, e com razão. Hotelzinho de 5a categoria, esse...


Resolvemos passar o dia no Valle Nevado, onde estavam hospedados Sascha, Rodrigo e Ronaldo. Pagamos $20000 (R$80) cada um pelo transfer de Farellones até lá (ida e volta). Quem nos levou de carro foi o cara que atende na loja do hotel que aluga equipamento de esqui, um chileno bem gente boa e que até arranhava um português básico.

Foram mais ou menos 20 minutos subindo a montanha por uma estrada bem sinuosa e movimentada. Num dos trechos, o carro passou devagar por cima de uma parte do asfalto que estava congelada, perdeu a aderência e ficou patinando sem conseguir sair do lugar. O motorista tentou manobrar para desviar do gelo, mas o carro deslizou por alguns metros de lado, até que deu meia-volta e recuperou a aderência, mas no sentido oposto (descendo). Tinha vários carros de nós. Percebi que o motorista ficou um tanto quanto tenso (e nós mais ainda). Normalmente os carros sobem esta estrada utilizando correntes nas rodas, mas como não tinha neve no asfalto e praticamente nenhum gelo, ninguém estava usando. Mas é só passar por algum trecho congelado, que os carros ficam "sambando" perigosamente na pista.




Chegamos, enfim, ao famoso Valle Nevado, a 3000m de altitude !




Percebe-se de cara que a infraestrutura do lugar é muito melhor que em Farellones e El Colorado. E a paisagem formada pelas montanhas nevadas contrastando com o céu azul é INCRIVEL !

Hotéis e apartamentos:











Mapa com as diversas pistas de esqui:


Bar em frente a uma das pistas. O lugar estava cheeeeeio de brasileiros. Escutava-se mais português que espanhol, sem dúvida nenhuma.


Pertinho de casa... :-)


Uma das pistas de esqui:




Encontramos com a galera lá, comemos um lanche e tiramos várias fotos. Preferi não esquiar para não forçar mais meu tornozelo, que tinha machucado esquiando em El Colorado.

Ronaldo, Rodrigo e Sascha no bar:


A delegação brasileira completa:




Rodrigo, Sascha e Ronaldo já tinham um transfer marcado para voltar à Santiago e estavam de saída. Combinamos de encontrar com eles no hotel em Santiago à noite. Eu e Numb2 voltamos para Farellones para buscar nossa bagagem e esperar a van da Ski Total passar no hotel para descer no final da tarde para Santiago.

Fotos da estação de esqui de Farellones desativada ao lado do hotel por falta de neve:



Tínhamos marcado às 16:30. Já passava das 17h e a van não tinha passado ainda. Fiquei preocupado, e já estava achando que esqueceram da gente. Liguei via Skype para a Ski Total pra perguntar que horas iam buscar a gente, mas a ligação estava horrível e eu não conseguia entender nada. O motorista que tinha nos levado ao Valle Nevado já estava nos rondando, querendo oferecer o transfer para Santiago por uma pequena fortuna. Felizmente, a van chegou logo depois.

Devolvi na Ski Total a calça de esqui que eu tinha alugado, e pegamos um taxi para ir de Las Condes até o Hotel Mercure, no centro da cidade. Como eram 18h e dia útil, pegamos um trânsito bem pesado. Mesmo trafegando por uma faixa seletiva (compartilhada com ônibus), demoramos um bom tempo pra chegar. A corrida deu $6100 (R$24).

Fizemos o checkin, e ao entrar no quarto, a situação inusitada: ele não havia sido limpo ! Banheiro fedendo muito, e camas desarrumadas. Falha grave do hotel. Voltamos na recepção, e a atendente ficou visivelmente constrangida com a situação. Ao lado dela havia uma outra mulher que parecia ser sua chefe. Ela nos trocou de quarto, pediu desculpas em nome do hotel, e deu um vale-drink de boas-vindas no bar como forma de "desculparse por las molestias". Alguém deve ter tomado nesta noite uma bela bronca da tal chefe.


Após descer de 3000m para 580m de altitude, olha como ficou minha garrafa d'água, toda comprimida pelo aumento da pressão atmosférica:


Saímos para comer algo no Patio Bellavista, um complexo de bares e restaurantes na Calle Pio Nono. Comemos no restaurante Montana.




Ceveja artesanal Kross Pale Ale ($2800 = R$11):


Comi uma fajita, um prato da cozinha mexicana, que custou $8800 (R$35).

Fomos caçar algum lugar legal para sair a noite. Pegamos um taxi até a boate Mito Urbano, que estava fechada. Voltamos para a Pio Nono, demos mais uma volta por lá para ver como estava o movimento, mas estava tudo meio vazio por ser uma terça-feira.  Resolvemos abortar a missão e voltar para o hotel.

Um comentário:

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