[Mochilão 12] Dia 14: Cusco

Acordamos tarde e perdemos o café da manhã. Comemos salteñas (empanadas bolivianas de carne) por 4 soles (R$3,15) numa lanchonete ao lado do hostel.




Contratamos na agência de viagens do hostel uma excursão pelos sítios arqueológicos nos arredores de Cusco por 25 soles (R$19,50). Visitamos 5 sítios arqueológicos: Qorikancha (dentro de Cusco), Saqsaywaman, Qenqo, Pukapukara e Tambomachay. O passeio durou a tarde toda.



Embarcando no ônibus da excursão:


Qorikancha ficava a poucas quadras do hostel. Era o antigo Templo do Sol, o maior e mais importante de Cusco durante o império inca. Em dias de festas o inca (imperador) e a nobreza se deslocavam para este lugar.

O templo foi destruído pelos conquistadores espanhóis, e sobre suas fundações foi construído o Convento de Santo Domingo.

Já havíamos visitado a parte externa do local ontem, e hoje fomos conhecer por dentro. Estava lotado de turistas e guias. A entrada custou 10 soles (R$8).

Nosso guia mostrando o "Recinto de Ouro", lugar sagrado para os incas onde era venerado Inti, o Deus Sol. As paredes eram cobertas com um palmo de ouro e foram construídas com uma ligeira inclinação (para dentro), como uma forma de proteção contra os terremotos.




Maquete do templo:


Os conquistadores espanhóis retiraram o ouro das paredes do templo e aplicaram uma camada de gesso quando o lugar foi convertido em convento:


Um pouco do ouro que restou do templo:


As relíquias encontradas no templo infelizmente foram todas levadas pelos espanhóis, e hoje estão expostas no Museo del Prado, em Madri.

Pátio interno do Convento de Santo Domingo:


Vista do alto do convento. Este espaço gramado em frente ao convento chamava-se Intipampa,
ou "planicie do sol", e existe desde a época dos incas.


Parte externa do convento, com os muros e fundações que pertenciam anteriormente ao Templo do Sol.


A segunda parada do city tour foi Saqsaywaman (este nome complicado parece "sexy woman" quando falado pelos peruanos, hehe). Fica no alto de uma montanha próxima ao centro da cidade.

Para ter acesso aos sítios arqueológicos de Cusco (passeio de hoje) e do Valle Sagrado (passeio de amanhã), é necessário comprar o Boleto Turístico, que custa 130 soles (R$100).



Cusco tinha na época dos incas o formato de um puma, e Saqsaywaman era a cabeça dele. Há no local fundações de uma fortaleza. Ela foi destruída pelos conquistadores espanhóis, que utilizaram as pedras para a construção das igrejas de Cusco.




As pedras utilizadas pelos incas nas construções pesam várias toneladas, e foram trazidas de uma pedreira a 3 km dali. Imagina o trabalho brutal que foi transportá-las. É impressionante como as pedras se encaixam perfeitamente umas nas outras. como se fossem um grande lego, sem a utilização de cimento.






Vista de Cusco:


O Cristo Redentor de Cusco:


Fomos em seguida para Qenqo,  um importante local de cerimonias e rituais dos incas.


Uma pequena caverna onde os incas faziam a mumificação de seus líderes. Sim, os incas também conheciam o processo de mumificação, como os egípcios.




Pukapukara, outro sítio arqueológico, era uma fortaleza inca:




Mulheres indígenas vendendo artigos de lã:


Tambomachay, também conhecida como o "Baño del Inca", era um lugar de descanso dos imperadores incas.


A água flui por um sofisticado sistema de aquedutos,canais e cascatas, mostrando como era desenvolvida a engenharia e arquitetura inca. O detalhe curioso é que não há nenhum rio ou canal visível, de onde a água pudesse ser captada. É uma rede de canais subterrânea que capta a água de um lago a kilômetros de distância.



Voltamos para Cusco, tomamos um banho no hostel e fomos comer num restaurante perto da Plaza de Armas. Comida cara, mas boa.

Lomo con queso azul (filé com queijo roquefort) por 49 soles (R$38):


Chicha morada (bebida alcólica feita de milho roxo) por 12 soles (R$9,50):


A night foi na Mama Africa, que estava bem mais cheia que ontem. Entrada gratuita. Tomei uma Cuba libre por 13 soles (R$10).



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