[Mochilão 11] Dia 19: Sydney - Melbourne

Último dia em Sydney. Queria aproveitar cada segundo que restava. Já eram 10h da manhã, e tínhamos que estar às 15h no aeroporto para embarcar para Melbourne.

Apesar de estar há quase uma semana nesta cidade, eu juro que não queria ir embora. Que lugar incrível !! E olha que conheci apenas 9 das cerca de 100 praias daqui ! É a única cidade que conheço que consegue juntar de maneira tão harmoniosa a natureza de um lugar paradisíaco com a "vibe" de uma cidade moderna, sofisticada, cosmopolita, globalizada, rica e segura. E tem também o alto nível de educação, civilidade e honestidade das pessoas. Isso faz uma diferença incrível. O que me atrai no Rio é a natureza privilegiada do lugar, suas praias, montanhas, trilhas e paisagens, mas a cidade em si (e a educação de seus habitantes) todos sabemos que deixa bastante a desejar. Por outro lado, Londres, Nova York, Berlim, Paris, Madri e Tóquio me atraem pela beleza urbana e por serem cidades modernas, sofisticadas e cosmopolitas, mas deixam a desejar por não terem uma natureza presente, praias, montanhas, trilhas, um clima agradável, uma "vibe" praiana... E Sydney consegue reunir tudo isso !!! É uma cidade completa ! Morava fácil aqui !! Talvez o Rio seja como Sydney daqui a uns 50 ou 60 anos, depois de um bom banho de loja, quem sabe...

Na verdade, posso contar nos dedos as coisas que não gostei aqui: excesso de regras (não pode tomar nem uma cervejinha na praia ?!), altos preços (até mesmo para nós, já acostumados a preços surreais no Brasil), longas distâncias (tanto para chegar na Austrália vindo do Brasil, quanto para viajar entre as cidades), tudo fecha cedo (por uma questão cultural, mas é cedo demais as cozinhas de restaurantes fechando às 21 ou 22h, e lojas fechando às 17 ou 18h !!), poucas ciclovias, e o metrô não chega até a praia (tem que pegar ônibus ou andar 3 Km. A volta da praia é um desespero. Nesse ponto Ipanema ganha fácil de Bondi, aeeee !). Foi só isso mesmo. Todos os demais aspectos de Sydney me agradaram muito !!!

Preparei a mochila, fiz o checkout e parti com o Morão rumo a Bondi Junction.

Despedida de King's Cross. Últimas fotos lá:



Entrada do hotel:



Deixamos a bagagem na casa do Guilherme e Rachel e fomos de metrô almoçar no centro com eles. Fomos no Din Tai Fung, um famoso restaurante taiwanês com diversas filiais pela cidade, e também em outros países. Ele é conhecido por ter o "melhor dumpling do mundo". Dumpling é um pastel chinês cozido.  Pode ter diversos recheios.



Cerveja chinesa Tsingtao ($8 = R$19):


Gengibre:


Os famosos dumplings:


Carne de porco frita:

Pimenta (muuuito forte !):


Meu prato, "Shrimp and Pork Woton Noodle Dipped in a Spicy Sauce". Bem picante, mas muitoooo bom ! $13,80 = R$33.



Um detalhe dos restaurantes na Austrália é que você pede a conta ao garçom, mas o normal é levantar e pagar no caixa. Não é padrão pagar 10% ou dar gorjetas. Ou seja, o que vem na conta é exatamente o que você precisa pagar. O engraçado é que a gente não sabia disso, e durante a viagem inteira nós deixamos 10% de gorjeta nos bares e restaurantes !!

Já eram 13h e tínhamos que estar no aeroporto às 15h. O Guilherme e a Rachel ajudaram a gente na mega operação "Aproveitando-Os-Ultimos-Momentos-Em-Sydney" :-) Foram com a gente no Circular Quay e ajudaram a gente a pegar uma barca para ir até Watsons Bay, onde a Rachel passaria de carro às 14h para buscar a gente com nossa bagagem e nos levaria para o aeroporto. Perfeito !!

O trajeto que fizemos da Circular Quay até Watsons Bay, que fica na entrada da Baía de Sydney. Fizemos uma parada em Rose Bay:



Vista do Circular Quay e do centro da cidade, com a barca saindo:




Opera House:




Harbour Bridge:


O CBD (centro) da cidade:


A barca fez uma parada em Rose Bay:





Chegando em Watsons Bay depois de meia hora de viagem:



Desembarcando: 




Restaurantes ao lado do píer:


O lugar tem uma atmosfera bem tranquila e relaxada, com praias de águas calmas, restaurantes despojados e pouca pressa pelas ruas. Parece que tínhamos desembarcado numa cidade pequena, apesar da proximidade com o centro de Sydney. De certa forma, apesar de não ser uma ilha, diria que Watsons Bay é a "Paquetá" de Sydney.



Praia de Camp Cove, que tem uma vista muito maneira para o centro de Sydney:




Infelizmente o tempo era curto e não deu pra explorar mais a área. A Rachel já tinha chegado de carro pra buscar a gente: 


Ela deu uma parada no caminho para gente conhecer as falésias do Gap Park, ainda em Watsons Bay:



Vista do centro de Sydney:


Chegamos no aeroporto na hora prevista, 1h antes do voo. Nos despedimos da Rachel e embarcamos rumo a Melbourne:


Voo com 1:30h de duração. Chegando em Melbourne, deu pra ver que a região é bem mais árida que Sydney:


Desembacamos no terminal 4 do aeroporto, que é um hangar improvisado, ou melhor dizendo, um "puxadinho". Lembrei imediatamente dos puxadinhos que a Infraero andou fazendo às pressas nos aeroportos brasileiros. O aeroporto de Melbourne está sendo ampliado, e fizeram esse puxadinho para dar conta da demanda enquanto a obra não termina.

O aeroporto de Melbourne não tem metrô ou trem, mas tem o SkyBus, um ônibus que faz o trajeto até o centro da cidade em cerca de 20 minutos. O bilhete de ida e volta custou $18 (R$43).


O ônibus não faz nenhuma parada no trajeto até o terminal, que fica na estação de trem Southern Cross, bem no centro da cidade.


A Spencer Street, em frente à estação:



Fomos caminhando até o hostel, que fica no bairro de Southbank. Uns 20 minutos andando.

Rio Yarra:



Urban Central Hostel:


Nosso quarto, com 2 beliches e banheiro dentro. A diária foi $40 pra cada um (R$96). No nosso quarto tinha um casal de suíços. A primeira coisa que eles perguntaram quando falamos que somos brasileiros foi se a gente comprou ingresso para algum jogo da Copa. Era engraçado isso, em todos os lugares que fomos na viagem sempre nos perguntavam a mesma coisa.


O hostel era bem maneiro, um prédio com vários andares e uma infraestrutura boa (elevadores, cozinha grande, bar maneiro, agência de turismo...). O único ponto negativo é que ele não fica no centro da cidade, onde estão os principais bares e restaurantes. Tinha que andar uns 20 minutos, mas nada que atrapalhasse muito.

Na portaria do hostel, uma placa enorme avisando sobre as severas leis locais: "Proibido álcool do lado de fora. Você pode ser multado e expulso".



Encontramos com a Astrid, uma amiga alemã que mora em Melbourne. Ela morava perto do nosso hostel. Fomos jantar na Höfbräuhaus, filial australiana da famosa cervejaria alemã Höfbräu:


Eu não comia desde o meio-dia, e bateu uma fome animal. O lugar estava às moscas às 22h, e a cozinha já tinha fechado  ! Inacreditável !! Detalhe que era meu aniversário, e eu queria comemorar num lugar legal. Ficamos peregrinando por vários bares próximos dali procurando algum que ainda servisse comida, já que os restaurantes já tinham fechado.

Enfim, encontramos o Siglo Bar, em frente ao Parlamento. Esse bar tinha um "rooftop" (terraço), mas nada de música ou animação...o lugar era bem devagar, frequentado por um público bem mais velho, e tinha uma atmosfera meio careta. Deviamos ser os únicos com menos de 40 anos lá. Além disso, era caríssimo ! Comi dois tacos minúsculos e tomei duas cervejas (Franciskaner e Brooklyn Brown). Isso deu $39 (R$94) ! Um roubo !


Ficamos por lá até meia-noite e voltamos pro hostel, já que não tinha mais nada pra fazer na cidade naquela terça-feira. Que frustrante ! Foi a primeira vez que passei meu aniversário fora do Rio. Não foi exatamente a comemoração de aniversário que eu gostaria de ter, mas foi melhor do que não ter feito nada ! :-) Senti falta dos amigos que estavam a uns 13 mil km de distância !!

Foto que tiramos na rua:


Passando pelo Rio Yarra no caminho de volta:


Os tacos que serviram no bar eram tão raquíticos que não foram suficientes para matar minha fome de leão. Por sorte, ao lado do hostel tinha um posto com uma loja de conveniência aberta 24h. Comi um sanduba lá ($5 = R$12) e fui pro berço.

Um comentário:

  1. Parabéns pelo aniversário, tudo de bom e muitas viagens adiante.

    Daqui a cinquenta ou sessenta anos o Rio pode ser como Bombaim, México, Jakarta, algo assim? Sydney? No chance. A concentração de renda não vai ser atenuada tanto assim. Mas felizmente não precisarei ver o Brasil daqui há meio século.

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