segunda-feira, 17 de março de 2014

[Mochilão 11] Dia 11: Queenstown

Acordamos de novo tarde, por volta de meio-dia.  Comemos sanduíches com o pão e queijo que compramos no supermercado.

O próximo brinquedo radical em Queenstown foi o K Jet, uma lancha que percorre rios da região na maior velocidade e dá cavalos de pau em 360 graus. Muito maneiro !! Custou $99 (R$218).

Pier no lago Wakatipu onde o passeio começa:



O percurso (43 Km):


A lancha:


Embarque, já com capa impermeável e colete salva-vidas


O piloto dava umas paradas no meio do caminho para falar um pouco sobre os lugares. Não dava pra entender quase nada que ele falava. O sotaque da Nova Zelândia é muito difícil de entender.


Alguns trechos de rio eram bem rasos e com muitas pedras, mas a lancha passou sem problemas.











Vídeo do nosso passeio:




No lago, já voltando para o pier:


O passeio no K-Jet deu direito a conhecer grátis o Underwater World, localizado no pier onde embarcamos. Trata-se de uma plataforma que fica a uns 5 metros de profundidade, bastando descer umas escadas no pier. Nas janelas de vidro, é possivel ver trutas, salmões, enguias e patos.







Um pato descendo para buscar alimento:


Comi um hamburguer da famosa lanchonete Fergburger.($12 = R$26). A moda na cidade é comprar o hamburguer e comer sentado na grama em frente ao lago.




E chegou o momento mais aguardado da viagem: o Bungy Jump !!! Havíamos reservado o último horário do dia, às 16h. Pagamos $375 (R$825) pelo pacote do Nevis Bungy e Nevis Swing. Escolhemos simpesmente o bungy mais alto de Queenstown, com 143m. Este é o 3º bungy mais alto do mundo ! O lema dele era “Go big, or go home”, eheheh. O Nevis Swing, um misto de bungy e pêndulo, é o mais alto do mundo !!! Uma maluquice...

O Morão desde o início da viagem estava dizendo que não pularia de bungy de jeito nenhum, mas depois de uma pilha forte que eu e Numb2 colocamos, ele cedeu e foi com a gente.

Na recepção da AJ Hackett, a empresa responsável pelos 4 bungys de Queenstown, ficava perto do nosso hostel.


Lá assinamos um termo reconhecendo que a atividade “tem riscos” (!!!), que a empresa não se responsabiliza por isso  (!!!!!), e que em caso de desistência, o dinheiro não é reembolsável (!!!!!!!!!). Nos pesaram, e ficamos aguardando uns 20 minutos pela van (que pareceram uma eternidade). Clima de tensão no ar.

A van chegou. Meu coração estava batendo forte. Eu suava frio.  O motorista falou algumas coisas e entendemos tudo. Opa, mas como assim ?! O sotaque era um tanto quanto familiar. Claro que ele era brasileiro !



No caminho, passamos pelo Kawarau Bungy, numa ponte de madeira sobre o rio Kawarau, onde o esporte foi inventado. A particularidade desse bungy é que a “vítima” mergulha por alguns centímetros nas águas do rio ao pular. Dá para imaginar a sensação ??





A van pegou uma estrada de terra com um trecho bastante íngreme no final, até que demos de cara com um canyon imenso. Era o Nevis Canyon. É, chegamos. Bateu um calafrio sinistro. 

Desembarcando:



Olha só isso... A primeira coisa que pensei foi “fud...” !!! :-)




  
Fomos levados para a recepção, onde nos pesaram novamente:


Fomos primeiro no Nevis Swing, que fica numa plataforma suspensa a 160m de altura:




Além de nós 3, tinha mais um grupo de americanos no grupo que ia pular aquela hora que agendamos. Eu fui o primeiro do grupo a pular. Adrenalina correndo pesada no sangue. É, não tinha mais jeito. Já tinha gasto uma grana naquela jeringonça, e se não pulasse, não receberia o dinheiro de volta.

Galera esperando para pular:


Plataforma de observação:


Um grupo de americanos que estava esperando para pular também:



Começaram a colocar o equipmento em mim:



Face a face com o abismo !!! PQP !!!!!!!!!!!!!







Uma particularidade do swing é que você não pula como no bungy. Fica pendurado por alguns segundos, e o instrutor aperta um botão que te solta. São 60m de queda livre e 300m de trajeto formando um arco, atingindo uma velocidade de cerca de 125 km/h !

O instrutor perguntou "Have you looked down there ?"   É claro que não ! Impossível olhar pra baixo ! :-) E logo depois, ele apertou o botão, e eu caí em queda livre. A sensação durante a queda é incrível ! Muito, muito maneiro !!!






O vídeo do meu salto:





Depois do Morão e Numb2 pularem também, voltamos para a recepção, onde nos pesaram novamente, desta vez para o bungy.



O banheiro masculino :-)



A plataforma do bungy fica suspensa como a do swing, mas para chegar nela, tem um pequeno teleférico:



Dá ou não dá um frio na barriga ao ver isso ?





Os instrutores dentro da plataforma explicando como deveriamos saltar: mergulhando de cabeça, como se fosse mergulhar numa piscina.




Uma parte do chão era de vidro, e dava pra ver a “vitima” lá em baixo depois de pular:



Nós fomos os últimos 3 a pular no dia. Numb2 foi o primeiro, depois Morão, e eu fui o último. Primeiro você senta numa cadeira (de tortura ?) onde o instrutor te coloca o equipamento. 



Depois, vai chegando aos poucos até a plataforma do salto. Muito medo ! Momento de adrenalina máxima da viagem. Dá muito mais medo que o swing, porque você tem que encarar aquele abismo e pular.


O instrutor, então, grita: “One, two, three...GO ! GO ! GO !!!!”. E você tem que pular. 



O segredo é não hesitar e pular de uma vez. Fui. Pulei. São uns 8 segundos de queda livre. É uma sensação indescritível ! Nos momentos iniciais, a primeira coisa que você pensa, por instinto, é tentar segurar em alguma coisa, e os braços ficam procurando o nada. Depois, a queda é tão rápida, que quando você vê, já está bem perto do rio, e começa a desacelerar, e a quicar. 






As duas primeiras “quicadas” são meio desconfortáveis, porque você fica de cabeça para baixo, mas a partir da terceira quicada, basta puxar uma alavanca presa à perna esquerda, que as pernas são soltas e você vira de volta de cabeça para cima. MUITO BOM !!!

Vídeo do meu salto:



Depois do salto, os recepcionistas nos mostram as fotos e vídeos que foram gravados no bungy e no swing. Impossível não comprar ! Ficaram simplesmente sensacionais !!! Mas foram uma facada ($100 = R$240).



Pular num bungy como esse realmente não é para qualquer um. Depois do salto, você volta mudado para a plataforma. Volta melhor. Alguém que conseguiu superar um grande desafio e venceu o medo.

Como diz Nelson Mandela, “Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que conquista por cima do medo.” 

Passa um filme na sua cabeça, e você lembra que os maiores desafios que já teve na vida ficaram pequenos perto deste salto. O que vier pela frente agora eu tiro de letra ! :-)

Achei a propaganda abaixo do N-Zone Skydive (pára-quedas) sensacional:

“Encare o medo. Seja corajoso. Mesmo que você não seja, finja ser. Ninguém perceberá a diferença”




Apesar de não ter pulado de pára-quedas, acho que se encaixa bem ao desafio de pular de bungy, e também aos grandes desafios da vida.

Voltando para a cidade:




Jantamos no Flame, uma steak house bem famosa na cidade. Pedi um Rib Eye com fritas, e foi uma da carnes mais saborosas que já comi na vida ! Bem caro ($42,50 = R$94) mas valeu cada centavo. Atendimento sensacional. Eram 19:30, mas o restaurante estava cheio. Quando saímos, tinha até fila de espera.



Como 17/03 foi o Saint Patrick’s Day, as ruas da cidade estavam cheias de gente vestida de verde.



Fomos de noite no Buffalo Bar, o mesmo de ontem. Bombou muito !




Coisas que só se vê no primeiro mundo: as mulheres deixam as bolsas num canto qualquer e vão para a pista sem se preocupar com elas:


Ficamos por lá até umas 2h da manhã.

Um comentário:

  1. Este primeiro mundo tem preços de terceiro. Nova Zelândia, muito cara.

    ResponderExcluir