[Mochilão 10] Dia 2: Kiev

As 10:30h de voo do Rio até Paris pareciam intermináveis. Viajar na classe econômica é bem desconfortável, especialmente para quem tem mais de 1,80m (o meu caso). Nunca consigo dormir nestes voos longos justamente por causa do desconforto. Tento encarar isso pensando que a recompensa virá algumas horas depois, quando o avião aterrisar . :)

No nosso voo viajou a seleção brasileira de volei masculina. Alguns dos jogadores tinham mais de 2,00m e todos foram de classe econômica também. Imagina que tortura...

Du pain, du vin, du fromage. Considerando que era classe econômica, o serviço de bordo foi eficiente e educado. Algumas comissárias falavam português, inclusive. Comida boa, vinho francês, queijo camembert, avião novo (com aquelas telinhas individuais para ver filme). A Air France nunca me deixou na mão.

De Paris para Kiev (3h de voo) voamos pela Ukranian International Airlines. Este ano ela foi eleita a 3ª pior empresa aérea do mundo, perdendo apenas para Turkmenistan Airlines e Sudan Airways. [http://www.businessinsider.com/worst-airlines-to-fly-economy-2013-5?op=1] Nunca tive medo de avião, mas confesso que desta vez fiquei um pouco apreensivo ao embarcar. O avião parecia velho, e as comissárias eram um tanto quanto sisudas, mas foi um voo bem normal.

Em Kiev estava sol e calor quando desembarcamos (16h, +6h de fuso horário em relação ao Brasil). Sacamos umas hryvnias (moeda ucraniana) num caixa eletrônico. Maior galera abordando a gente no aeroporto para oferecer taxi.

Pegamos o ônibus do aeroporto para o centro da cidade (40 hryvnias = R$10). Cheiro de "nhaca" sinistro dentro do ônibus !

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No ponto final do ônibus, em frente a estação de trens de Kiev (Vokzal).

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Pegamos o metrô (do outro lado da estação). Aqui a passagem é muito barata (apenas 2 hryvnias = R$0,50 !!)

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Nosso hotel (Mini Hotel Kiev) fica perto do metrô (estação Teatralna), bem no centro da cidade. É um lugar nobre da cidade. Muitos restaurantes, bares, cafés e carrões circulando.

Pelo endereço da reserva, encontramos um prédio residencial.

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Não tinha nenhuma recepção, nem porteiro. Estranho demais. Tocamos uma campainha numa porta que estava trancada no térreo, e nada acontecia. Esperamos alguém sair, e aproveitamos pra entrar. Apareceu uma velhinha no corredor (talvez acostumada a ver mochileiros perdidos), e ela nos ajudou a encontrar a recepção no 12o andar. Ela não falava nada de inglês, e não entendíamos nada que ela falava em russo. O hotel na verdade ocupa um apartamento enorme nesse andar.

A recepcionista também não falava nada de inglês. Foi bem complicada a comunicação. As poucas expressões em russo que eu conheço ajudaram MUITO. Ela nos mostrou o apartamento e estava tentando explicar alguma coisa sobre corte de luz às 9h da manhã. Tivemos que usar o Google Translator no celular para conseguir perguntar a ela sobre o problema com a luz, e como faríamos para entrar no prédio de madrugada.

Hospedagem é a única coisa relativamente cara em Kiev. Nesse hotel que escolhemos, a diária no quarto duplo (com banheiro e ar) saiu por R$73/pessoa. Para o leste europeu, é caro. Talvez pela pouca oferta de hotéis na cidade, os preços sejam elevados.

O quarto:

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Vista da janela, com a Ópera Nacional:

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Estava uma tarde ensolarada e quente na cidade. As ruas estavam cheias de gente, e todos pareciam felizes com o sol. Muita, muita, muitaaa mulher bonita nesse lugar. Um negócio de louco.

Avenida principal da cidade (Khreshchatyk):

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Nesta época no ano há um monte de barracas e bares (biergartens) nas calçadas e praças vendendo cerveja e kvas (uma bebida feita de pão). Não resistimos, e paramos pra tomar a primeira cerveja da viagem (Lvivske) !! Custou 10 hryvnias (R$2,50), 500ml.

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Almoçamos no Puzata Hata (ПУЗАТА ХАТА). É uma cadeia de restaurantes de comida russa/ucraniana. Tem várias filiais pela cidade. É uma mão na roda para quem não fala russo, porque é um self-service onde se paga por porção (como o Delírio Tropical, para quem é do Rio). Assim, a gente sabe o que vai comer, sem precisar ficar tentando decifrar cardápios em russo. A comida é muito boa !

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Blinis (crepes russos), peixe com queijo, e um bolinho de frango:

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A praça principal da cidade (Maidan Nezalezhnosti):

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Voltamos pro hotel pra dar uma dormida. A noite, fomos para a Shooters, um bar/restaurante/boate bem famoso na cidade. Funciona 24h. 100 hryvnias de entrada (R$25), com direito a um energético. Chope 500ml Lvivske 24 hryvnias (R$6), e shot de vodka 47 hrivnias (R$12). Musica maneira, e muita mulher bonita. Bombou !

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