[Mochilão 10] Dia 3: Kiev

Acordei com muito calor. O ar condicionado tinha desligado. O quarto estava sem energia, confirmando o que a recepcionista do hotel havia dito ontem. Tomei uma ducha, e quando saí do box, o desastre: o banheiro estava inundado, e a água já estava até molhando o carpete do corredor. Quando dei descarga no vaso e usei a pia, inundou mais ainda. Chamei a recepcionista. A de hoje pelo menos falava inglês e era mais simpática que a de ontem. Ela limpou o chão e pediu para que a gente não usasse o banheiro até a energia voltar. Pelo que entendi, havia um sistema elétrico que fazia descer pelo cano a água do ralo e do vaso, mas como estava sem energia, isso não estava acontecendo.

Dia de sol e calor em Kiev.

Comi um blini (crepe) de frango num quiosque do lado do hotel. 17 hryvnias (R$4,25)

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Demos uma volta pelo centro da cidade, que estava bem movimentado.

Na avenida principal da cidade tinha uma galera acampada fazendo um protesto.

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Mercado central da cidade:

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No ano passado estive em Kiev pela primeira vez e gostei muito. A cidade estava às vésperas da Eurocopa, e tinha no ar um clima festivo. Havia inclusive um Fifa Fan Zone com um telão e um monte de barracas na principal praça da cidade (Maidan Nezalezhnosti ‎). O estádio Olímpico (do FK Dynamo de Kiev), que foi utilizado para algumas competições das Olimpíadas de Moscou (1980), foi reformado e havia acabado de ser inaugurado para a competição. Ele não estava aberto à visitação no ano passado, mas este ano sim. Estádio de primeira linha ! Muito maneiro !!

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Sala de troféus do Dynamo:

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A visita ao interior do estádio e vestiários foi feita com uma guia ucraniana (em inglês). Custou 50 hryvnias (R$12). Além do Numb2 e de mim, só tinha mais uma pessoa participando da visita.

Sala com grama sintética usada para aquecimento dos jogadores:

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Vestiário do Dynamo:

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Uniforme do Shevtchenko, ídolo nacional:

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Quadro tático:

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Hidromassagem:

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Chuveiros:

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Campo:

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Numb2 e a guia ucraniana:

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A guia contou coisas interessantes sobre o estádio, como a utilização dele em jogos durante o inverno (mesmo com neve), e também para shows. No domingo vai ter Ucrânia x Camarões neste estádio, mas infelizmente já não estaremos mais aqui em Kiev.

Propaganda do jogo:

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O campeonato ucraniano terminou na semana passada. O campeão foi o Shakhtar Donetsk (tetracampeão ucraniano). Nele jogam atualmente 9 brasileiros. Se tivéssesmos chegado um pouco antes, poderíamos assistir alguma partida neste estádio.

Pouquíssimas pessoas falam inglês na Ucrânia. O idioma oficial aqui é o ucraniano, que é bem parecido com russo. Mas todo mundo fala e entende russo. Para não se sentir um analfabeto total, ajuda muito aprender antes da viagem o alfabeto cirílico. Parece intimidador e indecifrável no começo, mas é mais fácil do que parece. Em 2011, antes de ir pra Rússia, consegui memorizar em duas semanas a equivalência das letras entre o alfabeto cirílico e o latino. Isso fez uma GRANDE diferença na viagem. Em Moscou, praticamente tudo é escrito em cirílico: placas com nomes de ruas, estações de metrô, nomes de lojas e restaurantes. Em Kiev muitas placas estão nos dois alfabetos. É possível decifrar algumas coisas escritas em cirílico, mesmo sem saber falar russo. Por exemplo, суши бар = sushi bar. aэропорт = aeroport. Mesmo conhecendo o alfabeto, é bem difícil interagir com as pessoas, pedir um prato diferente no restaurante, ou pedir uma informação na rua, já que ninguém fala inglês. Saber algumas expressões básicas e tentar aprender alguma coisa de russo faz uma grande diferença numa viagem como esta.

Para quem se interessar, o curso do Michel Thomas em MP3 é excelente (procurem por “Michel Thomas Russian” no YouTube). Durante algumas semanas antes da viagem fiquei escutando as lições enquanto ia pro trabalho, voltava pra casa, e também quando dava minhas corridas na praia. Parece impossível no começo, mas consegui rapidamente aprender o bê-a-bá, alguns poucos verbos e um vocabulário bem básico. Já sei algumas frases de sobrevivência bastante importantes em russo, como “eu quero uma cerveja grande”, ehehehhe :) Fiquei orgulhoso comigo mesmo por conseguir me comunicar em russo aqui !! Nunca pensei que isso seria possível um dia, ehehhe. Consegui pedir informações como "gdie restoran Puzata Hata ? Eta deliko ? = onde fica o restaurante Puzata Hata ? É longe ?", e também perguntar quais eram os recheios dos crepes (shto eta ?= o que é isso ? sir=queijo, kuritsa=frango, svinina=porco)

Propaganda de kvas, uma bebida alcoólica russa feita de pão:

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Avenida Khreshchatyk, a principal da cidade:

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Jantar no Puzata Hata, de comida típica russa. Cogumelos, bolinho de carne de porco e crepes de queijo.

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Maidan Nezalezhnosti, a praça principal de Kiev:

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Ruas de parelelepípedo na cidade antiga:

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De noite, degustação de cervejas ucranianas Obolon e Rogan. Compramos num mercado 24h (7 hryvnias, garrafa de 500ml = R$1,75)

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Fomos para a Serebro Club, mas fomos barrados pelo segurança na porta ("sorry, no sport shoes"). Andamos vários quarteirões até o Arena Center, um complexo de restaurantes, bares e boates, onde fica a Decadence Club, uma das boates mais exclusivas da cidade. Da mesma forma, fomos barrados pelo face control por causa dos sapatos. Perdemos um tempão, pois tivemos que voltar para o hotel para colocar um sapato social. Finalmente conseguimos entrar no Decadence Club. Já eram 2h da manhã. Entrada 200 hryvnias (R$50). O lugar era maneiro, mas estava bem vazio. Uma decepção. No bar não vendia cerveja (?!). Tomei uma cuba libre por 50 hryvnias (R$13). Não ficamos nem uma hora lá dentro. Voltamos umas 3h da manhã pro hotel.

[Mochilão 10] Dia 2: Kiev

As 10:30h de voo do Rio até Paris pareciam intermináveis. Viajar na classe econômica é bem desconfortável, especialmente para quem tem mais de 1,80m (o meu caso). Nunca consigo dormir nestes voos longos justamente por causa do desconforto. Tento encarar isso pensando que a recompensa virá algumas horas depois, quando o avião aterrisar . :)

No nosso voo viajou a seleção brasileira de volei masculina. Alguns dos jogadores tinham mais de 2,00m e todos foram de classe econômica também. Imagina que tortura...

Du pain, du vin, du fromage. Considerando que era classe econômica, o serviço de bordo foi eficiente e educado. Algumas comissárias falavam português, inclusive. Comida boa, vinho francês, queijo camembert, avião novo (com aquelas telinhas individuais para ver filme). A Air France nunca me deixou na mão.

De Paris para Kiev (3h de voo) voamos pela Ukranian International Airlines. Este ano ela foi eleita a 3ª pior empresa aérea do mundo, perdendo apenas para Turkmenistan Airlines e Sudan Airways. [http://www.businessinsider.com/worst-airlines-to-fly-economy-2013-5?op=1] Nunca tive medo de avião, mas confesso que desta vez fiquei um pouco apreensivo ao embarcar. O avião parecia velho, e as comissárias eram um tanto quanto sisudas, mas foi um voo bem normal.

Em Kiev estava sol e calor quando desembarcamos (16h, +6h de fuso horário em relação ao Brasil). Sacamos umas hryvnias (moeda ucraniana) num caixa eletrônico. Maior galera abordando a gente no aeroporto para oferecer taxi.

Pegamos o ônibus do aeroporto para o centro da cidade (40 hryvnias = R$10). Cheiro de "nhaca" sinistro dentro do ônibus !

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No ponto final do ônibus, em frente a estação de trens de Kiev (Vokzal).

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Pegamos o metrô (do outro lado da estação). Aqui a passagem é muito barata (apenas 2 hryvnias = R$0,50 !!)

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Nosso hotel (Mini Hotel Kiev) fica perto do metrô (estação Teatralna), bem no centro da cidade. É um lugar nobre da cidade. Muitos restaurantes, bares, cafés e carrões circulando.

Pelo endereço da reserva, encontramos um prédio residencial.

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Não tinha nenhuma recepção, nem porteiro. Estranho demais. Tocamos uma campainha numa porta que estava trancada no térreo, e nada acontecia. Esperamos alguém sair, e aproveitamos pra entrar. Apareceu uma velhinha no corredor (talvez acostumada a ver mochileiros perdidos), e ela nos ajudou a encontrar a recepção no 12o andar. Ela não falava nada de inglês, e não entendíamos nada que ela falava em russo. O hotel na verdade ocupa um apartamento enorme nesse andar.

A recepcionista também não falava nada de inglês. Foi bem complicada a comunicação. As poucas expressões em russo que eu conheço ajudaram MUITO. Ela nos mostrou o apartamento e estava tentando explicar alguma coisa sobre corte de luz às 9h da manhã. Tivemos que usar o Google Translator no celular para conseguir perguntar a ela sobre o problema com a luz, e como faríamos para entrar no prédio de madrugada.

Hospedagem é a única coisa relativamente cara em Kiev. Nesse hotel que escolhemos, a diária no quarto duplo (com banheiro e ar) saiu por R$73/pessoa. Para o leste europeu, é caro. Talvez pela pouca oferta de hotéis na cidade, os preços sejam elevados.

O quarto:

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Vista da janela, com a Ópera Nacional:

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Estava uma tarde ensolarada e quente na cidade. As ruas estavam cheias de gente, e todos pareciam felizes com o sol. Muita, muita, muitaaa mulher bonita nesse lugar. Um negócio de louco.

Avenida principal da cidade (Khreshchatyk):

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Nesta época no ano há um monte de barracas e bares (biergartens) nas calçadas e praças vendendo cerveja e kvas (uma bebida feita de pão). Não resistimos, e paramos pra tomar a primeira cerveja da viagem (Lvivske) !! Custou 10 hryvnias (R$2,50), 500ml.

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Almoçamos no Puzata Hata (ПУЗАТА ХАТА). É uma cadeia de restaurantes de comida russa/ucraniana. Tem várias filiais pela cidade. É uma mão na roda para quem não fala russo, porque é um self-service onde se paga por porção (como o Delírio Tropical, para quem é do Rio). Assim, a gente sabe o que vai comer, sem precisar ficar tentando decifrar cardápios em russo. A comida é muito boa !

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Blinis (crepes russos), peixe com queijo, e um bolinho de frango:

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A praça principal da cidade (Maidan Nezalezhnosti):

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Voltamos pro hotel pra dar uma dormida. A noite, fomos para a Shooters, um bar/restaurante/boate bem famoso na cidade. Funciona 24h. 100 hryvnias de entrada (R$25), com direito a um energético. Chope 500ml Lvivske 24 hryvnias (R$6), e shot de vodka 47 hrivnias (R$12). Musica maneira, e muita mulher bonita. Bombou !

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[Mochilão 15] Dia 23: Quebec - Rio

Último dia da viagem. :-( Mais um dia de sol e temperatura agradável (22 graus). Um dos portões da cidade antiga (Vieux-Quebéc): ...