[Mochilão 9] Dia 3: Copenhague

Dormi durante 10 horas seguidas. Estava precisando muito de uma boa noite de sono como essa. Acordei novo em folha. A galerinha do quarto já tinha toda levantado. Não escutei eles chegando de madrugada, nem quando acordaram, graças ao tampão de ouvido que estava usando. Uma das coisas que aprendi, depois de tantos mochilões, é jamais esquecer de levar nas viagens meu tampão. Descobri a importância disso meio que por acaso. Num voo da TAM pra Nova York na classe executiva em 2010 (é, só pra falar que viajei na executiva...hehehe) distribuiram necessaires com um monte de coisas, incluindo aí um tampão. Nunca tinha usado isso antes. Achei uma maravilha !! Com o silêncio absoluto reinando na minha mente, dormi profundamente por várias horas no vôo (coisa raríssima de acontecer), ajudado também pela poltrona que reclinava 180 graus e virava uma cama !! Depois disso, descobri o óbvio: é mais do que obrigatório usar tampão pra dormir bem nos albergues, seja por causa do barulho do trânsito, ou pela galera que chega no quarto de madrugada fazendo barulho. Nunca mais tive problemas pra dormir em albergue nenhum. Hoje em dia confesso que sou viciado em tampão até mesmo na minha casa. Morava num apto de fundos bastante silencioso, mas me mudei há alguns meses pra um apto maior, só que bem mais barulhento, localizado de frente pra uma esquina movimentada. É barulho de buzina, moto e ônibus a noite toda. Impossível dormir sem tampão !

Fui na 7-Eleven do lado do albergue e comprei meu café da manhã: suco de laranja e croissants.

A apenas duas quadras do albergue ficam os jardins do Rosemborg Slot, um castelo do século 16 que foi utilizado no passado como residência de campo pela família real.

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O castelo e seu interior:

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Tesouros da família real:

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Dei sorte. Logo que saí do castelo, começou a troca da guarda real. Lembra muito a de Londres, no Buckingham Palace.

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Um vídeo que gravei:

Ciclovias por todos os lados:

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Vi aqui muitos carros e até microônibus elétricos. Alguns lugares tem recarregadores de bateria para carros:

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Estava um dia lindo de sol, e o frio diminuiu um pouco, fazendo a alegria dos moradores da cidade. Os bares e restaurantes estavam cheios de gente almoçando ou tomando uma cerveja na calçada:

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O Amalienborg Slot é a residência da família real dinamarquesa. Quando cheguei lá, vi a mesma guarda que havia saído do Rosemborg Slot. Eles vão desfilando pelas ruas até chegar aqui, todo dia, ao meio-dia. Estava lotado de turistas. Achei mais legal que a troca da guarda de Londres, porque aqui não tem aquelas grades cercando o palácio. Só tem uns policiais que tratam de manter a multidão distante dos guardas.

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A Igreja de Mármore:

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O Kastelett é a antiga fortificação da cidade. É como uma ilha, cercada por canais.

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Monumento aos soldados dinamarqueses mortos em todas as guerras das quais o exército nacional participou, incluindo até as recentes, como no Iraque e no Afeganistão.

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Ponto de parada dos barcos que fazem passeios pelos canais da cidade:

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A Pequena Sereia, personagem do escritor dinamarquês de histórias infantis Hans Christian Andersen. É venerada como uma verdadeira atração turística da cidade, e tem fila pra tirar foto com ela. Mas é só uma....estátua.

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O dinamarquês é um idioma que lembra de longe o alemão, ou seja, totalmente incompreensível para nós brasileiros. Mas isso não é problema nenhum, porque todo mundo aqui fala inglês. Muito tranquilo.

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À beira de um canal, uma praia (com areia e tudo) e um palco onde rolam uns shows durante o verão:

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Speaker’s corner, onde qualquer pessoa pode chegar e meter a boca no trombone, reclamar de algo ou expor as suas idéias pra multidão que vai se aproximando pra escutar. Quem concordar fica no lado direito, e quem discordar, vai pro esquerdo. Idéia copiada de Londres.

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Um dos canais da cidade com uma plataforma onde as pessoas ficam de bobeira tomando um sol:

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Da série “placas bizarras” : “Proibido andar descalço” (???)

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Ihh, rapaz...será que consigo achar minha bicicleta ?? :)

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Carnaval de Copenhague !! Daqui a uma semana !!

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Riquixás:

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Moda Viking:

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A rua Strøget estava totalmente diferente de ontem. Comércio aberto e ruas lotadas:

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Bateu a fome, e encontrei esse buffet com comida liberada com preço fixo de R$23 ! Preço justo !! É só sair da região do Nyhavn (“a zona sul”) que os preços são bem mais em conta.

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Enchi o bucho. A comida até que tava boa, mas não tinha nada de típico daqui. Só massa, arroz, pizza, salada, frituras...enfim, comida globalizada.

Nunca vi um lugar com tantas sorveterias !! E o mais incrível, todas elas tinham fila na porta. Muito engraçado isso... como podem gostar de tomar sorvete nesse frio ?? E pior, com preços absurdos: aqui um simples sorvete de 1 bola custa R$9 !!!

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Uma das belas praças da cidade:

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Hans Christian Andersen Boulevard:

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O Museu Nacional, com entrada gratuita. Já estava fechando, mas deu tempo de ver o que eu queria.

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Parecem berrantes, mas são canecas utilizadas pelos vikings:

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Grande parte da população da cidade morava em casas de madeira humildes como essa durante a Idade Média:

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A Groelândia é um território que pertence a Dinamarca. Essas roupas são usada pelo povo que mora lá. Será que faz frio lá ??

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Pinturas sobre os nativos da “Terra Brazilis”:

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O Christiansborg Slot, que é a sede do palamento e do governo dinamarquês.

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Antiga bolsa de valores:

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Parte mais moderna da cidade, no bairro de Christianshavn.

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Ainda nesse bairro, muita gente aproveitando o dia de sol pra tomar uma cerveja na beira de um canal. Aqui vi muita gente bebendo cerveja pelas ruas. Não é proibido como na Suécia ou Noruega. Além disso, dá pra comprar cerveja 24 horas por dias em qualquer filial da 7-Eleven.

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Christiania, no bairro de Christianshavn é uma espécie de “cidade independente” dentro de Copenhague, onde hoje vivem cerca de mil pessoas que escolheram um modo, digamos, alternativo de viver. Tudo começou com um acampamento hippie nos anos 70, virando uma pequena comunidade auto-sustentável, com suas próprias regras (como não ser permitido fotografar e correr, por exemplo). Ainda que as leis dinamarquesas proibam entorpecentes, a polícia dinamarquesa tolera drogas leves neste local. É comum ver gente fumando maconha por lá sem ser importunada. Aliás, não vi nenhum policial por lá. Talvez alguns estejam a paisana.

Não tirei foto em Christiania por ser proibido, mas peguei essas fotos da internet:

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O bairro ocupa um parque com uma área enorme, com uma feira de roupas, souvenirs e coisas com a temática hippie. Tem uns galpões enormes com aspecto degradado e pixados, que são usados como moradia, e também como casas de show e exposições. Alguns traillers com mesas ao ar livre funcionam como bares e lanchonetes. Clima total de Woodstock anos 70.

O parque estava bem cheio. Cheiro de baseado forte no ar. Caminhando pela área, me deparei com uma coisa muitooooooo louca ! Uma área não muito grande que estava demarcada com umas cercas, e uma placa onde dizia-se “Welcome to the Green Light District...No Photos, drugs are still ilegal”. Era nada mais, nada menos que um “feirão da erva”. Isso mesmo, uma feira com um monte de barracas vendendo diversos tipos de maconha e haxixe. Surreal. Pensando bem, foi uma tacada de mestre da polícia local em tolerar a venda de drogas leves. Isso praticamente acaba com o trabalho dos traficantes. Acho que os próprios feirantes plantam e colhem as ervas, porque tinha vários pés de cannabis por lá. E basta colocar uns policiais à paisana circulando pela área, que dá pra saber muito bem quem está comprando, e ver se tem alguém vendendo drogas mais pesadas (essas sim dão cadeia aqui). Nessa Green Light District senti um clima tenso no ar. Tinha uns caras que ficavam de olho em todo mundo pra ver se alguém tirava foto. Uma menina do meu lado tentou tirar uma foto e tomou um esporro SINISTRO de uns caras que surgiram do nada !!

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Uma coisa importante em Christiania: cerveja barata !! Tomei uma Tuborg de meio litro por apenas 12 kr (R$4) !

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Somersby sabor blackberry (amora):

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O bairro de Islands Brygge, vizinho a Christianshavn, é mais moderno e residencial. Na beira do canal, uma antiga área portuária foi transformada em local sofisticado, com restaurantes da moda, ao estilo Puerto Madero em Buenos Aires:

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Um calçadão de madeira na beira do canal:

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Ponto de parada dos barcos que fazem transporte pelo canal:

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Acredite, isso é um edificio residencial !!

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Um outro prédio com arquitetura louca:

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Achei esse bairro muito bonito e tranquilo, com prédios novos. O que impressiona é que eles tem apartamentos também no térreo, inclusive com varanda, e nenhum deles tem grade ! Várias varandas cheias de objetos, como mesas, cadeias, bicicletas... outro mundo !! Se fosse no Brasil, teriam até cerca elétrica !!

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Piscinas públicas que abrem somente no verão. Elas são conhecidas, acreditem, como “CopenCabana”. Heheheh. O mundo nos adora !!

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Outro prédio louco:

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Muitas pessoas me escrevem perguntando por que apareço em tão poucas fotos no blog. Uma das coisas chatas de viajar sozinho é que você tem que ficar pedindo toda hora pra alguém na rua pra tirar uma foto sua. O problema é que a maioria delas precisa conhecer urgentemente noções básicas de fotografia, como enquadramento e zoom. Pedi pra algumas pessoas tirarem fotos minhas na rua hoje, mas ficaram ruins, tortas, sem enquadramento...apaguei tudo !!!

Comi um kebab melhor que o de ontem na Strøget, e mais barato.

Um estacionamento de bicicletas com dois andares no meio da rua !!

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Voltou a esfriar bastante de noite. Dessa vez estava mais preparado, com dois casacos. Sinistro foi ver umas meninas nas ruas usando mini-saia e sem casaco nenhum !

Fiquei hoje umas 12 horas caminhando !! Devo ter percorrido uns 20 km, sem exagero !! Consegui conhecer tudo da cidade que eu queria em apenas um dia.

Voltei pro albergue pra tomar uma ducha e ver qual a boa da noite. Descobri que a boa fica num bairro meio distante do albergue, e de madrugada não tinha metrô, teria que voltar de taxi ($$$). Não rolava. Dei umas voltas pelas ruas perto do albergue, que tinha uns bares que estavam cheios e com filas grandes na porta. Mulherada gata. Já passava de 1 da manhã. Eu estava bem dividido. Minha mente queria mergulhar de cabeça na noite de Copenhague, chutar o balde e só ir dormir de manhã, mas meu corpo estava implorando por uma cama. Não tava me aguentando em pé mais. Só tomei umas cervejas no bar do albergue (que estava bombandooo) e preferi ir dormir. Tinha que acordar as 8h pra pegar meu vôo pro Japão, e como já iria virar uma noite (na viagem entre Copenhague e Tóquio), era melhor guardar as poucas energias que teria pro meu primeiro dia em Tóquio.

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