[Mochilão 9] Dia 2: Copenhague

O vôo da Iberia até Madri durou 10h e saiu no horário. Foi um alívio isso, pois fiquei com um certo trauma do enorme atraso da TAP no ano passado, e da confusão que foi a conexão de Lisboa pra Moscou. Não gostei muito da Iberia. O serviço de bordo até que era razoável, comida idem, mas o avião era velho e não tinha algo que considero essencial em vôos longos como esse: monitores individuais com opções de entretenimento. Tinha apenas monitores coletivos, e as pessoas precisavam ficar esticando o pescoço pra conseguir ver algo do filme. Meu passatempo foi ficar revendo uns episódios antigos do Lost que eu tinha baixado pro meu notebook.

Em Madri, passei pela imigração sem problemas. O policial não perguntou nada, e tive a impressão de que nem olhou pra minha cara. Só olhou as páginas cheias de carimbo e vistos do meu passaporte e me liberou, da mesma forma que aconteceu nas 4 últimas vezes que fui para a Europa. Só me encheram de perguntas na minha primeira vez, em 2005, justamente lá em Madri. Eles devem ter controle de quantas vezes o turista já entrou e saiu, e realmente não faz sentido criar caso com quem é turista frequente e sempre volta pra casa sem extrapolar o limite de 90 dias (ao qual nós brasileiros temos direito na Europa sem precisar de visto).

Até Copenhague foram mais 3h de vôo. Cheguei às 15h.

Esta é a única das capitais escandinavas que ainda não conhecia. A cidade já esteve na minha mira 3 vezes, mas por motivos diversos acabei tirando-a do meu roteiro. De fato, eu já tinha pisado em Copenhague em 2008 e 2011, mas conheci apenas o aeroporto, onde fiz conexões para outros países.

A cidade fica numa grande ilha chamada Zealand, e está bem perto da Suécia, bastando atravessar uma ponte um pouco maior que a Rio-Niterói.

A Dinamarca tem apenas 5 milhões de habitantes, ou seja, o país inteiro tem menos gente que o município do Rio. Mas é um dos países mais desenvolvidos do mundo. O padrão de vida aqui é altíssimo.

No aeroporto, descendo as escadas pra pegar a bagagem, olha só o que eu vi !! Uma propaganda do Diners Club saudando a minha chegada !! :)

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Saquei dinheiro (coroas dinamarquesas) num caixa automático do aeroporto. Precisava comer algo lá mesmo no aeroporto, pois estava faminto. Comi um sanduba no Burger King. O menu com fritas e refri saiu por 61 coroas dinamarquesas (R$20), ou seja, só um pouco mais caro do que seria no Brasil.

Me enrolei um pouco pra chegar no albergue. Peguei um trem, e no meio do caminho eu percebi que na verdade deveria ter pego o metrô, porque seria mais perto. Mas depois me achei. Desci na estação central de trens:

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Peguei depois o metrô pra estação Kongens Nytorv, bem no centro da cidade. A saída da estação:

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Estava um frio SINISTRO quando saí na rua (8 graus) !!! Não quero nem imaginar como deve ser isso aqui no inverno !!

Logo ao sair da estação, já percebi a beleza estonteante da cidade.

A Opera Real Dinamarquesa, minha primeira visão ao sair da estação:

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Quando deve custar uma volta de taxi Mercedão em Copenhague ???

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Andei mais alguns poucos quarteirões até encontrar o albergue (Generator Hostel):

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Fiz o checkin e tomei um banho. No meu quarto (de 6 camas) só tinha um australiano e um canadense, com quem conversei rapidamente.

Fotos do quarto e vista da janela:

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Achei o albergue muito bom. Um dos melhores que já vi. Tudo muito limpo e organizado. Tinha banheiro no quarto (um luxo que poucos albergues têm), e cada cama tinha sua luz de leitura e tomada individual, muito útil pra deixar recarregando de noite a bateria da câmera e do notebook.

Uma avenida próxima ao albergue com muitos bares e restaurantes:

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Onde quer que você esteja na Escandinávia ou na Ásia, sempre haverá uma 7-Eleven por perto !! Essa rede de loja de conveniências 24h já me salvou muitas vezes de ter que ir dormir com fome de madrugada !!

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Aqui tem bicicletas e ciclovias por todos os lados. Um estacionamento de bicicletas na rua:

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Preços sinistros de cachorro quente (R$8 a R$12):

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O Nyhavn é um antigo porto que foi transformado numa região boêmia, com muitos bares e restaurantes ocupando as casas coloridas e a calçada. É um dos lugares mais caros da cidade. É só pra olhar mesmo :)

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“Copenhagen Redlight”... querendo parecer-se com Amsterdam:

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Chope Tuborg por 40 coroas (R$13) !!! Assim quebra a firma...

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R$50 pra comer um bife com batata. Preço de restaurante top de linha em Ipanema e Leblon...

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Apesar do sol de final de tarde, estava um vento que congelava até a alma e fazia doer todas as partes descobertas. Meu casaco acostumado ao rigoroso inverno de 16 graus do Rio não estava mais dando conta !! O frio era tanto, que os bares ofereciam cobertores pras pessoas se cobrirem:

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A cerveja Carlsberg é a mais tradicional da Dinamarca. Vende em alguns lugares do Brasil (mas acho meio amarga...não gosto).

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Alguém quer dar uma volta no meu iate ?? :)

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Um barco-restaurante ancorado na Nyhavn:

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Do lado da Nyhavn, um teatro com uma arquitetura maneiríssima à beira-mar, e com um deck de madeira:

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Ópera de Copenhague, do outro lado do canal:

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A galera toda chegando de bicicleta:

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Aqui a maioria dos restaurantes são no subsolo, com umas janelas que vão até quase o chão. Pra entrar, tem que descer uma escada na entrada:

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O comercio da cidade em geral estava todo fechado, por ser feriado. Essa é a Strøget, principal rua de pedestres da cidade. É enorme. A rua de pedestres mais longa do mundo.

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Nem tudo são flores no Reino da Dinamarca:

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Rådhus (prefeitura):

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Quem é do Rio e tem mais de 30 anos com certeza se lembra de um clássico dos anos 80: Tivoli Park da Lagoa !!! O nome foi copiado desse parque de diversões muito antigo de Copenhague:

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Um contador de ciclistas que passam numa ciclovia em frente a prefeitura. Aqui a bicicleta é transporte de massa ! Todo mundo usa !!

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Outra coisa que me chamou muito a atenção é que tanto os ciclistas quanto os pedestres obedecem rigorosamente às leis de trânsito. As pessoas só atravessam na faixa, e mesmo que não venha nenhum carro, ficam esperando até o sinal fechar. As bicicletas também param no sinal e não avançam mesmo que não tenha nenhum pedestre atravessando. Além disso, os ciclistas quando vão virar em alguma rua, esticam o braço na direção, avisando aos ciclistas que vêm logo atrás, como se estivessem dando seta ! Nas ciclovias, nada de pedestres ou gente empurrando carrinho de bebê. Dá gosto de ver tanta civilidade...

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Estou achando isso aqui muito parecido com Amsterdam, tirando os Coffee Shops e a Red Light District, é claro. Ciclovias e bicicletas por todos os lados. Assim como a Holanda, a Dinamarca é um país totalmente plano, o que facilita, e muito, pedalar.

Vi muitas lanchonetes de kebab (ou “shwarma”) na Strøget. Dificil achar algum lugar da Europa que não tenha isso !! Hum, quanto tempo não comia um autêntico kebab com carne de carneiro ! Não resisti !! :) Mas foi o kebab mais caro da minha vida (R$17).

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O Christiansborg Slot, que é a sede do palamento e do governo dinamarquês.

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A antiga bolsa de valores:

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Um bar de karaokê muito maneiro. Como se não bastasse as pessoas pagarem mico pra todo mundo do bar, também pagam mico pra quem passava na rua, pois tem uma TV mostrando a performance do candidato a cantor pra todo mundo ver !! E fica maior galera na rua assistindo e rindo !! Muito engraçado !!

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Noite de quinta-feira...estava amarradão pra fazer noitada em qualquer lugar, mas eu estava MORTO ! Há muito tempo não me sentia tão cansado. Havia dormido só 5 horas na noite anterior da minha viagem, e não dormi nada na viagem do Rio pra cá. Além disso, tava um frio desesperador na rua... a temperatura de noite despencou, e com o vento, a sensação térmica era muito menor. Sem condições de jogo !! Voltei pro albergue, e berço !

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