[Mochilão 8] Dia 16: Paris - Split

Acordar às 10h foi sinistro, depois de ter ido dormir às 5h da manhã. O checkout no albergue foi às 10:30, e não tinhamos muita opção. Essa é uma coisa que acho muito ruim nos albergues. Alguns deles tem checkout cedo (antes de 12h), e se você saiu na noite anterior, acaba dormindo pouco.

Esquentou mais hoje. Muito sol e 29 graus.

Hoje é sábado, mas parece até domingo, porque grande parte do comércio aqui fecha aos sábados. Até a padaria onde comemos um sanduíche ontem estava fechada.

Comemos no mesmo lugar que no primeiro dia: L'Alliance, um restaurante a duas quadras do albergue.

Chèvre chaud (torrada com queijo de cabra):

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Couscous marroquino com frango:

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Paguei 17 euros pela entrada + prato principal, um pouco mais caro por ser fim de semana. O menu entrada + prato principal + sobremesa para o almoço durante a semana cai para 14 euros !

Enquanto estávamos almoçando, passaram uns caras tocando corneta e pedindo dinheiro dos clientes dos restaurantes na rua. Cena bem parecida com o que estamos acostumados a ver no Brasil, só troca mesmo a corneta pelo tamborim.

Paris tem uma variedade incrível de restaurantes. Na região próxima ao albergue, vi muitos restaurantes de cozinha africana, indiana, turca e marroquina.

Pegamos o RER (trem) pro aeroporto Charles de Gaulle (1h de viagem).

Achei os funcionários do aeroporto bem simpáticos. Os policiais que checaram os passaportes no embarque, e os que organizavam a fila do raio-x, quando viram o passaporte brasileiro, sorriam e falavam palavras em português !

Algo que considero lenda urbana total é a tal arrogância dos parisienses. Nunca tive problema nenhum com relação a isso nas 5 vezes que visitei a cidade. Os garçons, caixas, balconistas de padaria e outros funcionários que nos atenderam foram muito educados e alguns até se esforçavam para falar inglês com a gente. Vimos até alguns sorrisos, algo que pouca gente espera ver nos parisienses !

A fama de fedorento dos franceses é verdade. Pelo menos no metrô cheio, a coisa é bem complicada ! Tinha que prender a respiração às vezes !!

O voo da Croatia Airlines até Zagreb (capital da Croácia) foi de 1:40h. Passamos novamente pela imigração, porque a Croácia não faz parte do tratado de Schengen (países de fronteira livre na Europa). Não me perguntaram nada, só carimbaram o passaporte.

Aeroporto bem pequeno, do tamanho do Santos Dumont. As poucas lanchonetes já estavam fechando.

Olha só o que eu encontrei no aeroporto ! Tudo que eu precisava pra tirar um cochilo !!!

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Começou a cair um temporal enquanto esperávamos o próximo voo. Tomamos uma cerveja croata Ožujsko (pronuncia-se "ojuísko") e comemos um sanduba.

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Já comecei a gostar da Croácia...só tinha gata no aeroporto, até a caixa da lanchonete era, heheheheh.

O voo para Split atrasou 1:30h por causa da chuva, e só saiu as 23:30.

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Chegamos em Split 40 min depois. Não estava chovendo e fazia calor (25 graus). Pegamos no aeroporto um ônibus para o centro da cidade, e a dona do albergue onde nos hospedamos (Hostel Split) nos aguardava no ponto final. Ela levou a gente de carro pro albergue, pois não seria muito fácil encontrá-lo de madrugada. Muito gente boa ela ! Nos deu um mapa e várias dicas sobre lugares legais para conhecer por aqui. O albergue é pequeno, mas bem legal, fica numa casa antiga, de 200 anos, no estilo arquitetônico típico daqui da Croácia. Ficamos num quarto com 3 beliches e ar condicionado.

Split é a 2a maior cidade da Croácia, com 220 mil habitantes, e fica no litoral da Dalmácia (sul do país). A cidade tem o principal porto do país, de onde saem os ferry boats para as ilhas famosas do Mar Adriático.

Saímos pra dar uma volta e ver se ainda dava tempo de encontrar algum lugar legal pra pelo menos tomar uma cerveja. Ir dormir num sábado a noite sem fazer nada era derrota !! O albergue fica numa região central. Andamos pelos arredores procurando algo. Isso aqui é terra de mulher bonita, parece até a Rússia ! Vimos váaaaarias gatas sensacionais circulando aqui por perto !!

A primeira impressão da Croácia foi ótima ! É uma Itália eslava, incluindo aí as construções antigas bem preservadas e as ruinas romanas. Até o jeito de falar cantado do croata lembra o italiano.

Achamos uns bares maneiros na praça principal da cidade antiga, mas já estavam fechando. Era tipo 2h da manhã. Achei cedo demais pra fechar num sábado !!! Andamos por mais uma hora procurando outros lugares, mas estavam todos fechados ou já fechando. Pelo visto a noite não bomba tanto aqui como em outros picos mais famosos, como Hvar e Dubrovnik. O problema passou a ser outro: começamos a ficar com fome e não encontrávamos nada aberto. Nenhum quiosque, nenhuma carrocinha de cachorro-quente, nada !!! Andamos, andamos, e já estávamos desistindo quando conseguimos encontrar uma padaria aberta ! Foi a nossa salvação ! Comemos uns sandubas e voltamos pro albergue às 3h da manhã.

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