[Mochilão 7] Dia 20: Pequim

Acordei às 11h. Era um belo domingo de sol com temperatura agradável, perto dos 25 graus.

Entrada do albergue:

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A rua Chun Xiu Lu (春秀路), onde ficava o albergue:

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Cafe da manhã no 7-Eleven génerico em frente ao albergue. Comprei um sanduíche e um suco de ameixa.

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Casa de massagens:

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Pequim nos últimos anos viveu uma revolução no seu sistema de transportes. Visando os Jogos de 2008, em apenas 6 anos foram construídos 5 linhas de metrô, incluindo uma linha expressa para o aeroporto (que também ganhou um terminal novo, o maior do mundo), tendo a cidade hoje 8 linhas no total. Estão sendo construídos atualmente mais 9 linhas. Além disso, foram construídas várias linhas de BRT (corredores de ônibus aticulados, como os de Curitiba).

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Ih, e agora ??? Ferrou !!!

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Até não muito tempo atrás muitas ruas da cidade tinham forte cheiro de urina, devido a falta de educação de alguns chineses que urinavam em qualquer canto. Hoje em dia este problema foi eliminado com a construção de inúmeros banheiros públicos gratuitos, que estão espalhados por toda a cidade. Só que eles são IMUNDOS...

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A bicicleta continua sendo um dos principais meios de transporte dos pequineses, que disputam espaço com a frota cada vez maior de carros. Algumas avenidas mais largas tem uma via paralela que é usada como ciclovia.

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As placas com nomes das ruas, felizmente, são escritas em ideogramas e também no alfabeto romano. O problema é que algumas tem o nome tão grande, que fica difícil de lembrar, como a avenida Gongrentiyuchang Beilu.

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O bairro de Sanlitun, onde ficava o albergue, é um dos melhores de Pequim. Tem muitos prédios comerciais modernos.

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Peguei o metrô. Dentro do vagão, percebi que as pessoas me olhavam com grande curiosidade. O turismo ainda é pouco explorado turisticamente na China, e por isso os chineses não estão muito acostumados a ver ocidentais, que ainda são muito poucos por lá. Muitos moradores de Pequim vieram do interior e nunca tiveram contato com ocidentais. Observei alguns chineses de outra etnia (com pele mais escura) no metrô que me olhavam como se eu fosse um ET ! Devia ser a primeira vez que eles viam um ocidental. Uma garotinha ficava apontando pra mim e rindo, achando graça dos meus olhos arredondados. Dois passageiros puxaram conversa comigo em chinês: um no vagão e outro numa estação onde fiz baldeação. Não tenho a menor idéia do que eles falaram, pois nenhum deles falava inglês.

Desci na estação Tian'an Men, em frente a Cidade Proibida, local que ficou famoso no filme "O Último Imperador". Assisti esse filme quando eu era criança no cinema com meus pais, em 1987, e vi de novo pouco antes da viagem em DVD. Ele conta a história de Pu Yi, o último imperador da China, coroado em 1908 com apenas 2 anos de idade, ficando apenas 4 anos no trono, pois em 1912 foi proclamada a Republica. Apesar disso, Pu Yi continuou morando na Cidade Proibida até 1924, de onde saiu aos 18 anos.

A Cidade Proibida foi durante quase 500 anos (1420 a 1912) a residência oficial dos imperadores chineses. O nome "proibida" é porque somente o imperador, sua família e empregados tinham permissão para entrar no complexo de palácios cercado por uma fossa. O complexo forma literalmente uma cidade dentro de outra cidade. Este é simplesmente o maior complexo de palácios do mundo, com 720 Km2 e 980 edifícios no total. Só passou a ser aberta ao público em 1949, deixando assim de ser "proibida".

Foto de satélite da Cidade Proibida:

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O Portão da Paz Celestial é um dos cartões-postais da China, com uma enorme foto do lider Mao Tse-Tung, fundador do Partido Comunista em 1949, até hoje no poder. Esse portão leva a entrada da Cidade Proibida.

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A bandeira chinesa:

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O número de turistas no local era algo assustador. Acho que nunca fui em um lugar com tantos turistas juntos. 99% era chinês, e tinha uns grupos enormes de turistas velhinhos com boné da mesma cor, seguindo guias falando num megafone e que seguravam uma bandeirinha colorida. Esses grupos são o pesadelo de qualquer mochileiro.

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A entrada da Cidade Proibida, onde ficam as bilheterias:

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O complexo é muito maior do que eu imaginava. A primeira visão ao entrar na Cidade Proibida é algo impactante, indescritível. Me senti dentro do filme "O Último Imperador". São tantos palácios, que percebi que não dava tempo para conhecer tudo. Alguns estavam totalmente lotados de turistas, e outros vazios.

A Porta da Suprema Harmonia, que é o primeiro hall, logo na entrada:

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Hall da Suprema Harmonia, o maior da Cidade Proibida. A cena inicial do filme "O Último Imperador", quando Pu Yi desce a escadaria e observa os soldados, foi gravada neste local.

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Video que gravei no local:

O trono imperial:

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Os turistas se acotuvelando para tirar uma foto do trono imperial:

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O contraste do antigo em primeiro plano com o moderno ao fundo:

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O complexo de portas e halls são dispostos em camadas, e mesmo com um mapa, era difícil se orientar. Passei a tarde toda andando sem rumo, tentando me achar no mapa, mas sempre me perdia.

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Diversos outros halls por onde passei:

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Alguns halls tinham pequenas exibições de objeto de uso particular da família imperial, como roupas, pinturas e utensílios:

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Os muros do palácio são dispostos em camadas, formando um labirinto. Todo mundo fica perdido !!

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Outro portão:

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Um muro decorado com dragões:

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Neste local a familia imperial assistia a apresentações da ópera tradicional de Pequim:

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O palco:

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Estava perdido !!

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Rochas com formato curioso:

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Um pequeno hall:

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Este palácio foi destruído por um incêndio em 1845:

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Às 17h a Cidade Proibida fechou e tive que ir embora. Acho que eu poderia passar uma semana lá dentro e não conseguiria conhecer tudo !!!

Essa foi a última foto que tirei no local, com o Hall da Suprema Harmonia ao fundo:

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Em frente a Cidade Proibida fica o epicentro de Pequim e de toda a China: a famosa Praça da Paz Celestial (Tian'an Men), onde o exército chinês massacrou em 1989 milhares de manifestantes que lutavam por mudanças politicas e maior liberdade de expressão. O governo chinês nega até hoje as mortes.

De 1989 pra cá a economia chinesa foi se tornando cada vez mais capitalista e menos comunista, com as privatizações e reformas econômicas. O padrão de vida dos chineses melhorou muito, com um crescimento econômico assustador, mas quase nada melhorou quanto ao sistema político, liberdade de expressão e violação direitos humanos. Até hoje os chineses sofrem com a censura, inclusive na internet. Facebook e Twitter são bloqueados (eu mesmo tentei e não consegui). Ninguém na China hoje consegue fazer buscas no Google, por exemplo, por sites mencionando o massacre da Praça da Paz Celestial, ou as declarações do Dalai Lama sobre o Tibete. O PCC (Partido Comunista Chinês) continua monopolizando o governo, e a democracia ainda é muito limitada, pois o presidente é eleito indiretamente. Os chineses só elegem os deputados locais (equivalente aos vereadores), todos do PCC. Estes elegem os deputados das provincias, que elegem os deputados federais, que elegem o presidente. Qualquer tipo de protesto contra o governo é duramente reprimido, principalmente no Tibete.

A praça é ENORME, GIGAAAANTE. É a maior praça que já vi na vida.

O Portão da Paz Celestial ao fundo:

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O Grande Hall do Povo (Congresso Chinês):

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Museu Nacional da China:

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Video que gravei da praça:

No centro da praça, imensos telões passavam um video do governo promovendo a China. Esse vídeo me chamou muito a atenção. Ele mostrava a China como um país do futuro, propero, moderno, cheio de de gente sorridente e feliz. Muitos chineses assistiam orgulhosos ao filme. Dava a impressão de ser uma lavagem cerebral que o Partido Comunista estava fazendo no povo chinês, censurando o que eles não querem que seja divulgado (massacres, falta de liberdade de expressão, violação dos direitos humanos), e mostrando a China como um país de gente feliz.

Repare no soldado do exército vigiando o local. A praça é fortemente vigiada por policiais e soldados, que tem autorização para reprimir violentamente qualquer manifestação ou protesto.

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Para entrar na praça (que é cercada), é necessário passar por detectores de metais:

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Qian Men (Portão da Frente), no local onde existia um imenso muro até a década de 50, quando foi demolido para dar lugar a avenidas.

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Mausoléu de Mao Tsé-Tung:

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Peguei o metrô de volta para Sanlitun e passei num supermercado. Fiquei impressionado com os preços baixos. O Red Bull custa apenas 6,50 yuan (R$1,65) !!!

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Comprei algumas coisas pra lanchar, como pães, sucos e biscoitos de blueberry (mirtilo):

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Voltei no albergue pra tomar um banho e depois dei uma volta pela rua Santulin, onde estão concentrados os bares da moda. Lojas de grife, carros de luxo, restaurantes elegantes. É o Leblon de Pequim.

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Pensei em fazer uma night de novo na Mix (onde havia estado no dia anterior), mas estava às moscas por ser um domingo. Fui dormir às 23h.

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