[Mochilão 7] Dia 16: Hong Kong

Acordei às 9h e comprei meu café da manhã no 7-Eleven. Só pra variar um pouco, em Hong Kong tambem tinha isso, e bem do lado da portaria do prédio do albergue ! Comprei uns pães, biscoitos e um suco de cassis.

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A King's Road, avenida onde ficava o prédio do albergue, lembrava muito a Av Nossa Senhora de Copacabana, por causa do movimento intenso e dos prédios velhos e mal conservados.

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Um bonde:

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O prédio do albergue chama-se "Continental Mansion". Em Hong Kong os prédios são todos "Mansions". Pelo nome parecia coisa de cinema, mas era assustador olhando de fora. Por dentro nem achei tão ruim assim.

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O bairro de Fortress Hill é de classe media. A maioria dos predios na King's road são bem feios, mas tem alguns melhores nas ruas próximas. Tudo espigão com mais de 20 andares e 10 aptos por andar, no minimo.

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Peguei o metrô rumo a estação central, descendo no coração da cidade.

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Agora sim, bem-vindo a Hong Kong. Desci na Des Voeux Road Central, que mais lembrava a 5a Avenida em NY, cheia de lojas de grife (Armani, Prada, Cartier, Salvatore Ferragamo, etc) e gente apressada.

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Os predios comerciais são modernissimos nessa região. Essa parte da cidade é uma espécie de Manhattan do oriente.

Um protesto em ideogramas !

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Statue Square, onde fica o parlamento:

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Aviso numa lata de lixo: "Somente plástico. Não coloque nenhum outro tipo de lixo nesta lata. Sujeito a multa de HK$1500".

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Queen's Road:

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Alguns edifícios em particular impressionam, como a sede do HSBC (Hong Kong & Shaghai Banking Corporation), ao fundo:

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O IFC (International Finance Center), de 415m, o 8o mais alto do mundo atualmente.

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Lippo Centre:

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Subindo a Cotton Tree Road, com as montanhas ao fundo.

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Dei uma volta pelo Hong Kong Park, bem proximo a sede do HSBC.

Viveiro de pássaros:

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Local onde grupos praticam tai chi chuan de manhã cedo:

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O contraste do verde com os arranha-céus:

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Me chamou a atenção esse aviso numa escada rolante: "Este corrimão é desinfectado 4 vezes por dia". Heim ????

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Peguei o trem próximo dalo para subir no Victoria Peak. O trem era idêntico ao do Corcovado, até na cor vermelha !

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O trajeto é íngreme do mesmo jeito, mas é bem mais curto.

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A vista decepcionou porque o dia estava nublado, mas mesmo assim valeu o passeio. Deu para ver toda a parte central da cidade e também Kowloon (a "Niterói" de Hong Kong). A paisagem do Rio, com todo respeito a Hong Kong, ganha de goleada.

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No alto da montanha há um enorme shopping com lojas e restaurantes. Tem até uma filial do famoso museu de cera Madame Tussaud's.

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Almocei no Bubba Gump (aquele restaurante do Forest Gump), onde comi um prato com camarões e lula, muito bom. Comprei uns souvenirs e peguei o trem para descer de volta a cidade.

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Queen's road:

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Lan Kwai Fong, rua do agito, com muitos bares que ficam cheios no happy hour:

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Devido a geografia montanhosa, uma boa parte das ruas são ladeiras. Pensando nisso, foi construído um interessante sistema de esteiras rolantes (o maior do mundo, com 792m) ligando a zona central da cidade ao bairro de Soho (sim, como em Nova York), passando pela Hollywood Road.

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Como podemos ver, a influência ocidental em Hong Kong é enorme. Essa região lembra muito o bairro de Montmatre em Paris e Santa Teresa no Rio, com muitos ateliês de artistas, antiquários, feiras, pequenos bares e restaurantes.

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Um templo budista:

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Restaurantes de comida chinesa:

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Um mercado típico chinês que encontrei. Tinha de tudo: frutas, verduras e carnes de todos os tipos. Me chamou a atenção que os peixes e outros animais são mantidos vivos, e são mortos na frente do freguês. Os chineses dão valor à carne bem fresca. O método chinês é cruel e chocante aos olhos ocidentais. Eu presenciei como eles fazem: o freguês escolhe o peixe ainda vivo no tanque. O feirante pega o peixe começa raspá-lo com uma faca para tirar as escamas, com ele ainda vivo. Depois, parte em duas metades e tira as vísceras. A carne do peixe ainda fica se mexendo por um tempo. Sinistro !

Peixes vivos:

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Cobras vivas:

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Sapos vivos:

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No último andar, restaurantes simples. Só tinha ideogramas, nada em inglês. E os chineses me olhavam como se eu fosse um ET. Acho que o local não devia ser muito frequentado por turistas.

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Peguei o metrô de novo rumo a Wan Chai, um bairro vizinho, também muito sofisticado.

A Gloucester Road, uma via expressa em Wan Chai rodeada de arranha-céus:

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Proibido cuspir !!! Os chineses tem o péssimo hábito de cuspir o tempo todo na rua, incluindo aí mulheres de todas as idades. Não é apenas uma cuspidinha. É uma "escarrada", tirando tudo das entranhas, fazendo bastante barulho.

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Fui conhecer o Convention & Exibition Centre, um dos prédios mais conhecidos de Hong Kong, localizado de frente para a Victoria Harbour (a "Baia de Guanabara"). O predio é impressionante, lembrando um pássaro levantando vôo. Foi construido para a cerimonia de devolução de Hong Kong para a China em 1997. Na prática, Hong Kong continua independente, tendo governo e moeda própria. Em Hong Kong não existe censura, nem limitação da liberdade de expressão como na China.

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Vista para Kowloon:

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Vista da região central da cidade:

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Arranha-céus de Wan Chai, em frente ao Convention & Exibition Centre:

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Barcos típicos:

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A paisagem cheia de arranha-céus da região central de Hong Kong:

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Às 20h assisti em frente ao Convention & Exibition Centre ao belo espetáculo "Symphony of Lights" com duração de 15 min, que acontece diariamente nesse horário. Cerca de 40 prédios de Hong Kong e Kowloon participam do show de luzes e música, que tem até narração em inglês. Muito maneiro !

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Gravei esse vídeo:

Quando estava saindo de lá, flagrei um grupo praticando tai chi chuan numa pequena praça. Uma raridade, pois os chineses só costumam praticar de manhã bem cedo:

Peguei o metrô rumo ao Causeway Bay, bairro vizinho e também sofisticado, com muitos shoppings, lojas de rua e muita gente na rua, mesmo às 10 da noite.

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Gravei esse video:

Até hoje não sei que carne nojenta é essa pendurada na foto. Estava escrito em chinês. O aspecto era muito, muito feio:

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Entrei no shopping Times Square (como em NY !):

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Jantei um peixe com molho curry num restaurante de comida da Indonesia. Muito bom !!!

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Esse foi o "Ice Jackfruit" que pedi. Na prática, uns pedaços de jaca misturados com um monte de gelo triturado. Meio esquisito.

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Hong Kong é, de longe, a cidade que mais se assemelha ao Rio, de todas as que ja vi até hoje em 27 países que visitei. Achei semelhanças surpreendentes. Prédios altos disputam espaço entre o mar e a montanha coberta de vegetação tropical. Uma baía separa a cidade da prima-irmã (Kowloon, que seria a Niterói de Hong Kong), com um serviço regular de barcas para transporte. O aeroporto também fica localizado numa ilha. Grande parte do território da cidade é aterro, áreas que foram "roubadas" do mar. As duas principais atrações da cidade ficam no alto de montanhas, ligadas por trem e teleférico, e uma delas é uma figura religiosa (Big Buda, que seria o Cristo Redentor de Hong Kong). A densidade populacional é muito alta (são 7 milhões de habitantes, contra 6 no Rio) ocupando um pequeno território. O preço do metro quadrado é altíssmo, e por isso praticamente todo mundo mora em apartamentos pequenos, localizados em prédios altos, como na zona sul do Rio. Somente os mais ricos moram em casas. Praias bonitas e de águas claras ficam a poucos quilômetros do centro financeiro da cidade. Hong Kong é o Rio depois de um longo banho de loja e com muitos dólares a mais no bolso. Riquíssima, sem favelas, muito segura, sofisticada, cosmopolita. Quem sabe a gente chega lá daqui a uns 30 anos !!!

Voltei pro albergue às 23h. No quarto conheci um canadense gente boa. Na verdade não dei muita sorte nos quartos de albergue, pois só aparecia homem ! Onde estavam as suecas taradas ? hehehe. Tomei um banho e fui dormir.

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