[Mochilão 7] Dia 9: Bangkok

Acordei às 3:30 da tarde !!! Caramba, como assim ???? Dei um pulo da cama quando vi a hora !

Fui almoçar no Silom Village, um pequeno centro gastronômico na Thanon Silom, uma das principais avenidas do centro de Bangkok, bem perto do albergue. Comi uma massa.

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Comecou a chover forte. Achei ótimo, pois deu uma aliviada no calor intenso que estava fazendo. A temperatura caiu para "agradáveis" 32 graus. Tipica chuva de verão (apesar de ser primavera), choveu durante uns 20 minutos, mas ficou nublado o dia todo.

Minha idéia era fazer um passeio de barco até a cidade vizinha de Nonthaburi, subindo o rio Chao Phraya. Acabei desistindo porque já eram quase 5 da tarde, e estava ameaçando chover de novo.

Algumas fotos que tirei nas ruas próxima ao restaurante:

Onde quer que você esteja em Bangkok, vai estar sempre perto de uma filial da 7 Eleven. É igual farmácia em Copacabana ou bar em Belo Horizonte.

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Camelô vendendo coroas de flores em frente a um templo hindu:

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Trânsito engarrafado na hora do rush. Nada que não estejamos acostumados a ver.

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Santuário budista protegendo o prédio dos maus espíritos:

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Camelôs vendendo comida na rua:

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Peguei o metrô bem na hora do rush (17:30) e estava LOTAAAAAADO ! Fiquei impressionado. Conseguiu ser pior que a linha 2 do metrô do Rio. Você tem que esperar pelo menos 2 composições passarem até conseguir embarcar. As pessoas faziam uma fila em frente a cada local onde as portas abriam, e entravam civilizadamente.

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Propaganda da Pepsi na estação de metrô. As grandes promessas da Copa de 2010, que acabaram se mostrando grandes fracassos: Henry, Messi e Kaká.

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Desci na região proxima a Thanon Rama IX, onde queria conhecer a famosa Royal City Avenue (RCA), uma avenida com muitos bares, pouco conhecida entre os estrangeiros, mas que bomba entre os locais. Um amigo meu do trabalho havia me aconselhado fortemente o lugar. Não consegui encontra-la, fiquei meio perdido e ninguem sabia dar informação direito em ingles. Começou a escurecer. Desisti e peguei o metrô de volta.

O trânsito completamente engarrafado da Thanon Rama IX, visto da estação de metrô:

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Jantei no mesmo lugar que almocei (Silom Village). Tinha uns restaurantes de frutos do mar com camaroes, peixes, ostras e lagostas vivas nuns aquários. Os fregueses escolhiam as "vítimas" que vão para a panela. Os asiáticos dão grande importância para frutos do mar frescos.

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Vi no local uma apresentação de dança tradicional tailandesa. Achei muito legal, e o melhor, foi tudo de graça !

Video que gravei da dança:

Voltei pro albergue, tomei um banho e parti pra night na Bed Supperclub, a boate mais famosa e mais alto nível de Bangkok. Tive que sair sozinho, pois o Felix (o holandes que conheci no albergue) foi embora, e não conheci mais ninguém no albergue. No meu quarto tinha dois caras meio estranhos, cheios de marra, nãfui com a cara deles.

Fachada da Bed Supperclub:

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A Bed era realmente impressionante. Uma das casas mais sofisticadas que jã vi. Dois ambientes, alto luxo, só gente bonita. A entrada custou 700 bahts (R$35), com direito a consumir dois drinks de 300 bahts (R$15). Barato comparando com o Rio, mas caríssimo para os tailandeses. Tinha muitos estrangeiros, talvez por ser uma casa famosa, citada em todos os guias. Acho que metade das pessoas era gringa, uma grande diferença para os lugares onde tinha ido antes, onde só havia locais. Eu particularmente prefiro me misturar aos locais quando viajo. Tomei duas doses de Absolut Vanilla. Quando fui tirar dinheio para pegar uma cerveja, surgiu o imprevisto que estragou completamente a noite: reparei que meu cartão de crédito não estava na minha carteira !!! Fiquei DESESPERADO ! Não estava em nenhum bolso. A última vez que tinha usado o cartão foi 2 dias antes, quando tirei dinheiro num caixa automático numa estação de metrô. Não usei o cartão depois disso, e não me lembro de ter tirado da carteira. Pra mim foi um mistério como esse cartão sumiu. Talvez eu tenha esquecido no caixa automático. Os caixas de Bangkok são daqueles que engolem o carãao enquanto se digita a senha e só devolvem no final, quando o dinheiro sai. Saí correndo da boate, peguei o primeiro taxi que vi e voei de volta pro albergue. O mais urgente era bloquear o cartão e ver se a alma que o achou (no caixa eletrônico, talvez) era devota de Buda ou não. Entrei no site do Itau e consultei a fatura, morrendo de medo de ver várias compras caras em lojas de jóias, eletrônicos e afins. Fiquei aliviado quando vi que não tinha sido feita nenhuma compra. Que sorte ! Confesso que prefiro muito mais perder o cartão do que perder a câmera com todas as fotos, ou o passaporte ! Poderia ter sido bem pior, eu tive muita sorte. Felizmente eu estava preparado para este imprevisto, pois tinha levado outro cartão (de débito). Meu medo era que esse cartão não funcionasse nos caixas eletrônicos de Bangkok, pois esse eu não tinha testado ainda. Testei no primeiro e depois que digitei a senha, ficou tipo 1 minuto sem acontecer nada, e deu "transacition time out". Se esse cartão não funcionasse, eu teria que pedir a 2a via do meu cartão perdido e enquanto isso usar os dólares de reserva que eu tinha (o que eu não queria fazer). Tentei fazer o saque em outro banco. Dei a volta no quarteirão, e a todo momento era abordado por motoristas de tuks-tuks me oferecendo para ir conhecer "beautiful young girls". Encontrei outro caixa. Coloquei o cartão, digitei a senha, respirei fundo e fiz figa. YES !!!! O dinheiro veio !!! Problema resolvido. Agora eu só precisava ligar pra central de atendimento do Itaucard pra bloquear o cartão que eu perdi. Tentei usar o Skype na internet do albergue, mas os micros não tinham microfone. Tentei usar o Skype pelo celular conectando via Wi-fi, mas por algum motivo tambem não fucionou. Tentei ligar a cobrar pra central de atendimento no Brasil, mas não consegui. Eu podia esperar até de manha pra comprar um cartao pré-pago e então ligar, mas achei que não valeria o risco de passar mais horas com o cartão desbloqueado e perdido sabe-se lá onde. Respirei fundo e liguei do meu proprio celular pro Brasil. Ligação de 4 minutos, provavelmente a mais cara da minha vida, mas consegui desbloquear. Problema resolvido. Que alivio !

Última noite em Bangkok. Eu podia voltar pra Bed Superclub sem pagar nada, pois eles carimbam o braço das pessoas quando o ingresso é pago, e você pode entrar e sair livremente depois. Só que já passava de 2 da manhã, e a night nas boates normais acaba essa hora. Eu tinha a opção de ir para as casas escondidas (com a que tinha ido no dia anterior) , que ficam abertas até as 5h, mas preferi ficar ali pelo albergue mesmo, já que tinha que acordar às 10h no dia seguinte para pegar meu vôo pra Phuket.

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