[Mochilão 7] Dia 11: Phuket

Acordei às 11h. Comprei meu café da manhã adivinha onde ? 7 Eleven ! Sim, em Patong tambem tinha isso.

Foto do hotel:

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Casa de massagem tradicional tailandesa ao lado do hotel. Toda vez que eu passava em frente, era praticamente sugado pra dentro pelas meninas que ficavam na calçada, hehehe.

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Na Tailândia achei pra vender uns sucos estranhos de.... flores ! Comprei um pra experimentar e achei meio esquisito. O gosto era de.....flor mesmo !

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Tirei o dia para relaxar na praia, sem fazer absolutamente nada ! Fazer nada também é muito bom. Em Bangkok andei pra caramba, foi tudo meio corrido. Deitei numa espreguiçadeira na praia, debaixo de uma barraca, e fiquei a tarde toda lá cochilando. O mar era azul turquesa, e a água morna, como no nordeste brasileiro. Pra acompanhar, uma cerveja Cingha bem gelada. Sem preço !!!

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Nas praias de Patong, muitos vendedores passavam vendendo cangas, picolé, óculos, etc. Lembra bem o Brasil. Mas reparei que ninguém passava vendendo bebidas e comidas. Para isso tem umas barracas que vendiam, exatamente como no Rio.

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Nessa praia havia muita gente praticando esportes aquáticos. Jet ski, ski aquático, para-quedas aquático, banana boat, etc. A quantidade de jet skis era enorme, e eles passavam a poucos metros dos banhistas. Achei os preços muito "pra gringo". Meia hora de jet ski era 1500 bahts (R$75)

A rua da praia:

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Um tuk-tuk de Phuket:

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Em Phuket, assim como Bangkok, não há lixeiras nas ruas. Eu sinceramente não sei onde as pessoas jogavam lixo. Nem na praia tinha lixeira. Achei esquisito também que ninguém andava na rua bebendo cerveja, coisa bem normal no Brasil. As pessoas preferem sentar nos bares e pagar 3x o preço que se vende na 7-Eleven.

A noite jantei uma lasanha num restaurante italiano muito bom. O dono era um napolitano gente boa, que recebia os clientes na porta, e ate desenferrujei um pouco meu italiano com ele.

Phuket tem muitos restaurantes de frutos do mar frescos. Os asiáticos dão muita importância se a carne é fresca ou não. Em vários lugares você podia escolher o peixe, camarão ou lagosta ainda vivos, e eles preparavam na hora.

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O "wai" (cumprimento tailandês):

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Essas barracas são muito comuns na Tailândia, vendendo bolinhas de frango, carne, e uns peixes ressecados meio estranhos, que ficam pendurados num fio, como se fosse roupa secando no varal.

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Mapa dos bares da Bangla Road, a rua do agito de Phuket:

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A night começou na boate Banana. Fiquei lá menos de 10 minutos. Estava bem caída. Depois fui para a Marlboro, que tambem só tinha garota de programa. Acabei tomando a saideira na Tiger, e voltei umas 3h pro hotel.

Pra falar a verdade, não gostei muito de Phuket, pois era uma cidade muito voltada para o turismo sexual. Como a minha parada não é essa, me senti meio deslocado no lugar. A todo momento eu era abordado por massagistas ou garotas de programa nas ruas, e era uma sensação ruim, pois eu ficava me sentindo um "caixa-eletrônico ambulante". Ou seja, os locais só me viam como potencial fonte de dinheiro, e mais nada. A interação com as pessoas do lugar era puramente profissional. Complicado fazer amizades lá. Me senti sozinho ficando hospedado em hotel, pois era muito mais dificil de socializar com outros mochileiros. Nesse ponto, albergue é muito melhor.

[Mochilão 7] Dia 10: Bangkok - Phuket

Acordei às 11h e peguei um taxi para o aeroporto. Em frente ao albergue sempre ficavam vários taxistas e motoristas de tuk-tuks abordando os hóspedes. Eu sempre fugi desses caras, porque a maioria só queria explorar os turistas fazendo corridas com preço fechado (sem taxímetro), muito mais caras que o normal. Andei até outra rua e fiz sinal para um taxi parar. Taxis em Bangkok são abundantes, acho que tem mais até que na zona sul do Rio ou Manhattan. Perguntei para o taxista quanto ele queria para me levar até o aeroporto. Já tinha ouvido falar que do centro para o aeroporto eles só aceitavam preço fechado, então eu ja estava conformado em gastar uns 500 bahts (R$25), o que é caro para a Tailandia. Fiquei comovido com a honestidade do taxista, quando ele falou que a corrida para o aeroporto era com taxímetro. No começo, eu achei que ele fosse fazer um caminho mais longo, só pra faturar mais, mas a corrida saiu por apenas 350 bahts (R$17) já com os pedágios.

Até no aeroporto o rei da Tailândia aparece estampado em fotos enormes na fachada externa do setor de embarque. Em algumas partes do aeroporto há santuários com a imagem do Buda.

Almocei no aeroporto mesmo num restaurante de comida tailandesa. Comi um prato de frango com curry, mas esse eu não gostei. Tinha algum tempero aromático que eu parecia eucalipto. Dava a impressão de que eu estava comendo frango ao molho daquelas essências de sauna. Pelo menos fiquei com o hálito perfumado, hehe.

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Comi também uns espetinhos com bolinhas de frango que vendia num quiosque. Esses espetinhos são vendidos por todos os lugares de Bangkok por camelôs, mas fiquei com medo de comer e passar mal. No aeroporto parecia limpo, então criei coragem e comi. Achei bem gostoso.

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O voo até Phuket durou 1:20h. Phuket é uma ilha no sul da Tailandia, próxima a fronteira com a Malásia e Mianmar. A ilha é enorme, não dá para conhecer tudo de uma vez só.

Foto que tirei pouco antes da aterrisagem:

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O aeroporto de Phuket:

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No desembarque, fui abordado por um exército de "tuts" (vendedores picaretas de pacotes de turismo) e motoristas de taxi. Acho que fui abordado umas 30 vezes num espaço de 20 metros. O taxi até a praia de Patong (onde ficava meu hotel) era 650 bahs (R$32) . Peguei uma van por 150 baths (R$7,50). No meio do caminho, a van parou numa agência de turismo, e eles queriam empurrar pacotes suspeitos para os turistas. Recusei tudo e entrei de volta na van.

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Do aeroporto até o hotel demorou umas 2h, porque alem de ser longe, a van ia parando para deixar os passageiros em cada hotel.

O hotel (Silver Resortel) era um 3 estrelas bom, mas sem luxo. As fotos que eu tinha visto no site mostravam quartos muito melhores. É a velha propaganda enganosa dos sites de hotéis. Depois fiquei sabendo que as fotos eram dos quartos mais caros. O meu quarto era como o padrao Ibis, mas não gostei da ausência de janela. Pelo menos ficava a 1 quadra da praia e a diária custou apenas R$55.

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Achei esse cartaz atrás da porta algo totalmente inusitado para um hotel, e no mínimo, deselegante. Era o "lose & damage charge", ou seja, a lista de todos os objetos do quarto (TV, armário, cama, toalhas, etc), e os preços a serem pagos em caso de extravio ou dano.

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Tomei um banho e saí pra comer algo. Assim que coloquei os pés na calcada, já fui abordado por garotas de programa num bar do lado do hotel. Alguns metros depois, um grupo de 10 meninas na casa dos 20 anos gritavam em coro "massaaaaaaaaaage" (o sotaque tailandes é muito engracado). Até dobrar a esquina, andando uns 50 metros, fui abortado 4 vezes. O assédio ao turista em Phuket é implácavel !

Dei uma volta pelo calçadão e pelas ruas principais. A praia de Patong lembra muito Geribá em Búzios. Mas me chamou a atenção que não haviam casa ou apartamentos no lugar. Tudo se resume a hotéis e comércio (bares, restaurantes, mercados, lojas, casas de massagem, etc). Os turistas eram todos ocidentais (com raras excessoes) e os tailandeses que vi trabalhavam nos hotéis e comércio, oferecendo serviços. Patong é um lugar montado para o turismo estrangeiro. Mal sinal, porque com certeza os preços são mais altos do que os tailandes estão acostumados a pagar em outros lugares. Phuket é o principal destino de praia do sul da Tailândia e os europeus vão em massa pra lá. Mesmo sabendo que os preços lá são mais altos do que deveriam ser, achei as coisas em geral baratas.

O rei aparece em fotos até no calçadão da praia:

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Cuidado com o tsunami !!!

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As brasileiríssimas Havaianas são sucesso até do outro lado do mundo !!!

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Muitos restaurantes na orla:

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Um tuk-tuk:

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Hard Rock Café:

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Jantei num restaurante indiano muito bom na rua da praia. Comi Samosa (tipo um pastel com recheio de legumes e frango, muito bom) e tomei uma cerveja Cingha.

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Pedaços de dragon fruit que comprei:

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A quantidade de restaurantes, hotéis e bares em Patong é impressionante. Fica até difícil escolher onde comer. Tem de tudo.

O que mais se escuta em PAtong é "Masssaaaaaaaage ?" e "Tuk tuk ?" . É o tempo todo. Tem que ter paciência. Algumas massagistas chegam a te agarrar pelo braço, quase implorando para você fazer uma massagem tailandesa com ela.

Chamou a atenção tambem a grande quantidade de garotas de programa. O turismo sexual é muito grande em Patong. O que mais se vê são coroas europeus andando de mão dada com garotinhas tailandesas na faixa dos 20 anos. Elas vem em geral da região mais pobre da Tailândia, na região nordeste, que faz fronteira com o Laos. Puket tem uma rua enorme apinhada de bares e boates onde as tailandesas se oferecem para os turistas.

Não achei em Patong uma night "normal". Pra todo lugar que ia, era só garota de programa e coroa gringo. Entrei numa boate chamada Tiger, tomei uma cerveja lá e tentei me divertir.

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O chato de ficar em hotel sozinho é que fica mais dificil de fazer amizades, ou pelos uma companhia pra sair a noite. Em albergue vpcê sempre está conhecendo maior galera. Mas em Patong não há albergues, até porque os hotéis são bem baratos.

Fiquei na Tiger até umas 4 da manhã e fui dormir.

[Mochilão 7] Dia 9: Bangkok

Acordei às 3:30 da tarde !!! Caramba, como assim ???? Dei um pulo da cama quando vi a hora !

Fui almoçar no Silom Village, um pequeno centro gastronômico na Thanon Silom, uma das principais avenidas do centro de Bangkok, bem perto do albergue. Comi uma massa.

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Comecou a chover forte. Achei ótimo, pois deu uma aliviada no calor intenso que estava fazendo. A temperatura caiu para "agradáveis" 32 graus. Tipica chuva de verão (apesar de ser primavera), choveu durante uns 20 minutos, mas ficou nublado o dia todo.

Minha idéia era fazer um passeio de barco até a cidade vizinha de Nonthaburi, subindo o rio Chao Phraya. Acabei desistindo porque já eram quase 5 da tarde, e estava ameaçando chover de novo.

Algumas fotos que tirei nas ruas próxima ao restaurante:

Onde quer que você esteja em Bangkok, vai estar sempre perto de uma filial da 7 Eleven. É igual farmácia em Copacabana ou bar em Belo Horizonte.

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Camelô vendendo coroas de flores em frente a um templo hindu:

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Trânsito engarrafado na hora do rush. Nada que não estejamos acostumados a ver.

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Santuário budista protegendo o prédio dos maus espíritos:

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Camelôs vendendo comida na rua:

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Peguei o metrô bem na hora do rush (17:30) e estava LOTAAAAAADO ! Fiquei impressionado. Conseguiu ser pior que a linha 2 do metrô do Rio. Você tem que esperar pelo menos 2 composições passarem até conseguir embarcar. As pessoas faziam uma fila em frente a cada local onde as portas abriam, e entravam civilizadamente.

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Propaganda da Pepsi na estação de metrô. As grandes promessas da Copa de 2010, que acabaram se mostrando grandes fracassos: Henry, Messi e Kaká.

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Desci na região proxima a Thanon Rama IX, onde queria conhecer a famosa Royal City Avenue (RCA), uma avenida com muitos bares, pouco conhecida entre os estrangeiros, mas que bomba entre os locais. Um amigo meu do trabalho havia me aconselhado fortemente o lugar. Não consegui encontra-la, fiquei meio perdido e ninguem sabia dar informação direito em ingles. Começou a escurecer. Desisti e peguei o metrô de volta.

O trânsito completamente engarrafado da Thanon Rama IX, visto da estação de metrô:

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Jantei no mesmo lugar que almocei (Silom Village). Tinha uns restaurantes de frutos do mar com camaroes, peixes, ostras e lagostas vivas nuns aquários. Os fregueses escolhiam as "vítimas" que vão para a panela. Os asiáticos dão grande importância para frutos do mar frescos.

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Vi no local uma apresentação de dança tradicional tailandesa. Achei muito legal, e o melhor, foi tudo de graça !

Video que gravei da dança:

Voltei pro albergue, tomei um banho e parti pra night na Bed Supperclub, a boate mais famosa e mais alto nível de Bangkok. Tive que sair sozinho, pois o Felix (o holandes que conheci no albergue) foi embora, e não conheci mais ninguém no albergue. No meu quarto tinha dois caras meio estranhos, cheios de marra, nãfui com a cara deles.

Fachada da Bed Supperclub:

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A Bed era realmente impressionante. Uma das casas mais sofisticadas que jã vi. Dois ambientes, alto luxo, só gente bonita. A entrada custou 700 bahts (R$35), com direito a consumir dois drinks de 300 bahts (R$15). Barato comparando com o Rio, mas caríssimo para os tailandeses. Tinha muitos estrangeiros, talvez por ser uma casa famosa, citada em todos os guias. Acho que metade das pessoas era gringa, uma grande diferença para os lugares onde tinha ido antes, onde só havia locais. Eu particularmente prefiro me misturar aos locais quando viajo. Tomei duas doses de Absolut Vanilla. Quando fui tirar dinheio para pegar uma cerveja, surgiu o imprevisto que estragou completamente a noite: reparei que meu cartão de crédito não estava na minha carteira !!! Fiquei DESESPERADO ! Não estava em nenhum bolso. A última vez que tinha usado o cartão foi 2 dias antes, quando tirei dinheiro num caixa automático numa estação de metrô. Não usei o cartão depois disso, e não me lembro de ter tirado da carteira. Pra mim foi um mistério como esse cartão sumiu. Talvez eu tenha esquecido no caixa automático. Os caixas de Bangkok são daqueles que engolem o carãao enquanto se digita a senha e só devolvem no final, quando o dinheiro sai. Saí correndo da boate, peguei o primeiro taxi que vi e voei de volta pro albergue. O mais urgente era bloquear o cartão e ver se a alma que o achou (no caixa eletrônico, talvez) era devota de Buda ou não. Entrei no site do Itau e consultei a fatura, morrendo de medo de ver várias compras caras em lojas de jóias, eletrônicos e afins. Fiquei aliviado quando vi que não tinha sido feita nenhuma compra. Que sorte ! Confesso que prefiro muito mais perder o cartão do que perder a câmera com todas as fotos, ou o passaporte ! Poderia ter sido bem pior, eu tive muita sorte. Felizmente eu estava preparado para este imprevisto, pois tinha levado outro cartão (de débito). Meu medo era que esse cartão não funcionasse nos caixas eletrônicos de Bangkok, pois esse eu não tinha testado ainda. Testei no primeiro e depois que digitei a senha, ficou tipo 1 minuto sem acontecer nada, e deu "transacition time out". Se esse cartão não funcionasse, eu teria que pedir a 2a via do meu cartão perdido e enquanto isso usar os dólares de reserva que eu tinha (o que eu não queria fazer). Tentei fazer o saque em outro banco. Dei a volta no quarteirão, e a todo momento era abordado por motoristas de tuks-tuks me oferecendo para ir conhecer "beautiful young girls". Encontrei outro caixa. Coloquei o cartão, digitei a senha, respirei fundo e fiz figa. YES !!!! O dinheiro veio !!! Problema resolvido. Agora eu só precisava ligar pra central de atendimento do Itaucard pra bloquear o cartão que eu perdi. Tentei usar o Skype na internet do albergue, mas os micros não tinham microfone. Tentei usar o Skype pelo celular conectando via Wi-fi, mas por algum motivo tambem não fucionou. Tentei ligar a cobrar pra central de atendimento no Brasil, mas não consegui. Eu podia esperar até de manha pra comprar um cartao pré-pago e então ligar, mas achei que não valeria o risco de passar mais horas com o cartão desbloqueado e perdido sabe-se lá onde. Respirei fundo e liguei do meu proprio celular pro Brasil. Ligação de 4 minutos, provavelmente a mais cara da minha vida, mas consegui desbloquear. Problema resolvido. Que alivio !

Última noite em Bangkok. Eu podia voltar pra Bed Superclub sem pagar nada, pois eles carimbam o braço das pessoas quando o ingresso é pago, e você pode entrar e sair livremente depois. Só que já passava de 2 da manhã, e a night nas boates normais acaba essa hora. Eu tinha a opção de ir para as casas escondidas (com a que tinha ido no dia anterior) , que ficam abertas até as 5h, mas preferi ficar ali pelo albergue mesmo, já que tinha que acordar às 10h no dia seguinte para pegar meu vôo pra Phuket.

[Mochilão 7] Dia 8: Bangkok

Acordei tarde (12h) e fui tomar café da manhã no 7-Eleven. Mais um dia de forte calor.

Como era hora do almoço de um dia útil, nas redondezas do albergue passavam muitos tailandeses com roupa social saindo do trabalho. O quarteirão do albergue era vizinho de várias empresas. O que achei engraçado é que muitas mulheres usavam guarda-chuva pra se proteger do sol. Isso acontece porque a pele branca é valorizada pelas mulheres orientais. Elas não gostam de pegar um bronzeado.

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As casas de massagem tradicional tailandesa são comuns no centro de Bangkok. Na porta delas ficam umas meninas tentando atrair os fregueses. O que mais se escuta ao caminhar por lá é "massaaaaaaaage ?"

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Peguei um taxi para ir no Dusit Park. O taxista malandro só queria ir com preço fechado (sem taximetro). Saí e peguei outro, que foi com taximetro ligado.

Um "wat" (templo budista) próximo ao Parque Lumpini:

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Entrada do Dusit Park, com o antigo parlamento ao fundo:

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Proximo a entrada vi uma cena curiosa. Numa pequena praça há uma estátua do rei Rama V (do século 19). A todo momento chegavam tailandeses que se ajoelhavam perante a estátua com um incenso na mão e com as palmas das mãos juntas apontadas para cima na altura do rosto, exatamente como eles fazem quando vão rezar diante de uma estátua do Buda. O rei é adorado pelos tailaideses como se fosse Buda. Nos cruzamentos das grandes avenidas há outdoors enormes com a foto do rei. O culto a imagem dele é enorme, quase como o Mao Tse Tung na China ou Lenin na antiga União Soviética.

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O antigo parlamento, hoje um museu:

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Imagens do rei:

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A principal atração do Dusit Park é o Vimanmek Mansion, uma enorme mansão toda feita de madeira, que era usada como palácio de verão pela familia real tailandesa. Uma pena que não podia tirar foto dentro.

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Ao lado dela fica o palácio onde a familia real mora atualmente, mas não tem acesso ao público. Em volta dele, em todo o querteirão, há um fosso, como nos castelos medievais. Soldados do exército fazem a proteção do pálacio. Não dava pra ver nada do lado de fora, pois os muros eram altos. No local estão os famosos Elefantes Brancos Reais (11 no total). A expressão "elefante branco", significando algo grande e sem utilidade, vem do fato de que os elefantes brancos, de acordo com a tradição tailandesa, não podem ser usados para trabalho, pois todos eles pertencem ao rei.

Uma avenida fechada para o tráfego com barricadas e forte presença policial. A região tem vários edifícios do governo (ministérios, parlamento, etc), e a polícia estava tentando conter a aproximação dos Camisas Vermelhas.

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Cena comum: um santuário budista na frente de um prédio comercial:

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Peguei o Skytrain (metrô de superficie) pela primeira vez. A rede de metro de Bangkok é limitada (apenas 3 linhas), cobrindo apenas uma pequena parte da cidade. O trânsito durante a hora do rush é terrivel, como no Rio e SP. Algumas estações estavam fechadas por causa dos protestos dos Camisas Vermelhas.

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O Kaká numa propaganda da Pepsi no metrô:

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Desci na estação Siam do metrô, na Praça Siam, centro financeiro da cidade, região de muitos shoppings e edifícios comerciais. A região estava completamente tomada por acampamentos dos Camisas Vermelhas. Alguns carros de som distribuiam palavras de ordem para os que passavam por ali.

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Video que gravei do local:

Eu estava numa passarela na saída da estação do metrô, observando dali de cima o movimento da rua. Vi alguns turistas passando calmamente no meio dos Camisas Vermelhas. A situação não me pareceu tensa como no Parque Lumpini. Respirei fundo, contei até 10, tomei coragem e desci da plataforma para me misturar aos rebeldes.

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Fiquei caminhando uns 10 minutos no meio dos Camisas Vermelhas. Não vi nada demais, além de barricadas de bambus e pneus. Não vi ninguém armado. Tinha até umas barracas com souvenirs dos Camisas Vermelhas (bottons, camisas, bonés, bandanas, etc).

Os maiores shopping centers de Bangkok ficam nesta região e estavam fechados, exceto o MBK Center. Os tailandeses adoram shoppings (assim como os brasileiros), talvez por causa do clima quente da cidade. Andar nas ruas de Bangkok é um sacrifício por causa do calor.

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Em frente a este shopping, um santuário budista, onde a todo momento chegava gente para rezar por Buda:

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Proximo dali, a casa de Jim Thompson, um americano que mudou para a cidade nos anos 40, e desapareceu misteriosamente nos anos 60 nas selvas da Malásia. Ele desmontou uma enorme casa tradicional tailandesa de madeira do norte do pais (região de Chiang Mai) e transportou-a até Bangkok, onde a casa foi montada novamente e foi aberta a visitação. A visita guiada é interessante para ver como são as casas tradicionais de madeira da Tailândia. Elas são sempre elevadas, e os cômodos ficam no 2o andar, pois assim são protegidos contra as inundações.

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Como manda a tradição, um santuário budista no jardim da casa, para protegê-la dos maus espíritos:

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Fui para o shopping MBK Center comer algo. O shopping estava promovendo um festival de gastronomia de vários países do mundo. Foi um achado. Era uma imensa praça de alimentação com vários quiosques, cada um com comida de um país diferente. A comida era preparada na hora, na sua frente, e por regra, não podia demorar mais que 7 minutos para ficar pronta. Estava até difícil de escolher, entre tantas opções: comida indonésia, vietnamita, chinesa, mexicana, francesa, italiana, grega, indiana, turca, árabe, japonesa, vegetariana....acabei escolhendo uma tailandesa mesmo ! Foi o melhor frango ao curry que comi, muito bom !

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Dei uma passada num supermercado que tinha no shopping pra ver se tinha algo de diferente pra experimentar. Fiquei impressionado com a variedade de pimentas ! Contei umas 15. Os tailandeses são grandes fãs de uma comida apimentada.

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A sessao de sucos era a mais interessante. Comprei o seguinte:

Suco de mangosteen (não sei a tradução):

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Suco de logan (tamarindo):

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Suco de pomegranade (não sei a tradução):

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Grass jelly with honey (geléia de grama com mel ???):

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Energético 357:

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O "grass jelly with honey" era uma espécie de mate, mas era horrível, não consegui nem dar dois goles e joguei fora. O mangosteen e pomegranade eram bons. Tamarindo não gostei muito, achei meio enjoativo. No supermercado tinha muita coisa diferente. Eles adoram peixe e camarão desidratado. Tinha umas batatas chips de camarão, como se fosse Ruffles. Vi dezenas de temperos esquisitos que eles usam lá.

Peguei o metrô novamente e desci no Lumpini Park, onde fica o famoso Suan Lum Night Bazaar, uma enorme feira de souvenirs tão grande como a de Istanbul.

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Vende-se de tudo: camisas, jóias, relógios, CDs, tapetes, tecidos, souvenirs em geral. Comprei alguns souvernirs e depois voltei pro albergue de metrô. Encontrei com Felix, o holandês na entrada do albergue. Ficamos tomando uma cerveja e conversando um pouco. O paulista que estava no meu quarto já tinha voltado pro Brasil.

Tomei um banho. Antes de sair, perguntamos para as meninas da recepção onde elas costumavam sair a noite na cidade. A gente queria ir onde os locais iam, nada de lugar com muito gringo. Elas indicaram a Funky Villa, na Thong Lo (próximo a Sukhumvit). Parti pra lá com o Felix. Simpático o lugar. Não pagava pra entrar, mas a cerveja era 160 bahts (R$8). Estava tendo show de uma banda de pop-rock local. Muito bom o som, lembrava o Skank. Várias gatas no lugar. Acho que éramos os únicos gringos.

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No estacionamento do lugar, dava pra ver que era a galerinha da grana que frequenta o lugar:

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Fomos depois pra uma outra boate do lado chamada Demo, que estava mais vazia. Tocava dance music, o DJ era muito bom. Entramos de graça, mas cerveja cara (200 bahts=R$10).

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Voltamos pro primeiro lugar e ficamos até fechar às 2 da manhã. Por força da lei, em Bangkok é assim, todas as casas noturnas tem que acender a luz, parar a música e mandar todo mundo embora às 2 da manhã. Mas perguntamos para um cara onde aquela galera ia depois que era expulsa da boate, e ele falou que tem alguns lugares que ficam abertos até 5h, mas são meio escondidos. Um desses lugares era o Liberty Building. Chegamos lá, e o lugar estava bombando muuuuito ! Night sensacional ! Éramos os 2 únicos ocidentais. As pessoas olhavam pra gente com curiosidade, vinham perguntar de onde éramos, como tinhamos descoberto aquele lugar, etc. Muita mulher bonita. No banheiro, surge o inusitado: o segurança fica fazendo massagem nas costas enquanto você tira água do joelho. Meio esquisito isso. Eu recusei, e depois vi que os que aceitam tem que dar uma gorjeta pra ele quando saem do banheiro.

Eram várias mesas na pista com uma galera bebendo whisky e fumando narguilê. Um cara perguntou de onde a gente era e apresentou as amigas dele, que ofereceram whisky pra gente. Ficamos de patrão !!!

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Umas outras meninas que conheci na pista. Não falavam quase nada de inglês, mas a gente dava nosso jeito !!!

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Uhuuuuu !!! É o fervo, muleque !!!

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O Felix ficou doidão e partiu mais cedo, às 4h. Eu fiquei até o final, às 5h, quando as luzes acenderam e foi todo mundo embora. Voltei de taxi pro albergue e encontrei com o Felix na recepção. Ficamos tomando a saideira na recepção até 7 da manhã com a June, recepcionista do albergue, que era gente finissima !

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[Mochilão 15] Dia 23: Quebec - Rio

Último dia da viagem. :-( Mais um dia de sol e temperatura agradável (22 graus). Um dos portões da cidade antiga (Vieux-Quebéc): ...