[Mochilão 6] Dia 5: Nova York - Washington

Acordei às 9 da manhã com uma mega ressaca, depois de dormir apenas 3 horas. Novello e Varela ficaram dormindo. Só encontro com eles em Las Vegas, pra onde vou na 4a feira. O Novello antes vai pra Durham (Carolina do Norte) encontrar com um amigo dele do Rio que tá morando lá, e o Varela vai pra Filadélfia.

E lá vou eu pra Penn Station pegar meu trem pra Washington. Ao sair da casa do Varela, minha idéia era ir de metrô pra lá, mas fiquei com uma preguiça sinistra caminhar 7 quadras até a estação mais próxima. Peguei um taxi e deu só $10. Taxi em Nova York é relativamente barato, ainda mais se você for rachar com mais pessoas.

O trem da Amtrak (empresa americana de trens) era o Regional, ou seja, o mais lento, que vai parando. Tem também um trem expresso chamado Acela Express, que é o trem-bala americano, mas estava muito cara a passagem. Esse trem que peguei passou pelos estados de New Jersey, Pennsylvania, Delaware e Maryland, até chegar a Union Station em Washington, num total de 3 horas e 20 min de viagem.

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Dentro da própria Union Station (que aliás, era muito bonita) peguei o metrô pra chegar ao albergue (Hilltop hostel), que fica numa região periférica da cidade. O albergue era muito legal, uma casa em estilo vitoriano enorme, toda de madeira.

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Fui recebido pelo dono, um cinquentão meio mal humorado e com um inglês carregado de gírias meio difícil de entender. Meu quarto tinha 3 beliches, e conheci lá umas inglesas bem gente boa. Começou a chover forte. Como já passava das 2 da tarde, a fome bateu. Por sorte, em frente ao albergue tinha uma filial da rede de lanchonetes 7-Eleven, que parece a Select dos postos Shell no Brasil, ficando aberta 24h. Comi um sanduba e um suco de cranberry como na foto:

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Eu estava exausto por ter dormido muito pouco, mas minha ansiedade por conhecer a capital americana não me deixava nem pensar em dar uma descansada no albergue. Peguei o metrô pro centro da cidade. Como estava chovendo, o melhor programa era entrar em algum museu. Os museus de Washington são excelentes e todos de graça. Entrei no National Air and Space Museum (Museu Aeroespacial), que achei muito interessante. Era tão grande, que não consegui ver tudo antes de fechar.

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Este é o módulo Columbia, que fez parte da nave espacial Apollo 11, a primeira a pousar na lua em 1969. Esse módulo foi o único que voltou para a Terra trazendo os astronautas.

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A única coisa que não gostei no museu foi a mentirada sobre os irmãos Wright terem sido os inventores do avião. Eles tinham uma sala enorme dedicada só a eles, e o Santos Dumont tinha apenas uma pequena citação na parte de aviadores de outros países. Não falaram nem do 14 Bis !!!

Depois que o museu fechou, fui dar uma volta na Mall, que é uma espécie de "Esplanada dos Ministérios" de Washington. Parece mesmo com Brasilia: o congresso (Capitólio) de um lado, a Suprema Corte ao lado dele, uma longa e ampla avenida com duas pistas divididas por um gramado, e dezenas de prédios de ministérios ao longo desta avenida.

Esse é o monumento ao George Washington, que também fica na Mall. As pessoas podem subir de elevador até o topo dele, com uma vista bem legal da cidade.

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A Casa Branca fica próxima ao monumento ao George Washington. O esquema de segurança impressiona. Tem vários carros de polícia parados nas proximidades, e os policiais observam cada movimento que você faz. O mais perto que se pode chegar da Casa Branca é onde as pessoas estão na foto abaixo, onde há uma grade:

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Essa foto está no zoom máximo:

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Este é o monumento ao George Washington à noite:

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A primeira impressão de Washington foi muito boa. Achei a cidade bem bonita, limpa, segura e organizada. A rede de transportes é eficiente e abrangente. Já tinha ouvido falar que Washington era suja e perigosa, mas isso devia ser no passado, pois não vi nada disso por lá.

Uma coisa que me chamou a atenção é a grande quantidade de negros, bem mais que em NY. Em algumas vezes, eu era o único branco no vagão do metrô que peguei. Outra coisa que percebi aqui é que os negros nos EUA são bem mais integrados à sociedade que no Brasil. Cansei de ver em Washington negros em carrões conversíveis, e bem vestidos. Não se vê miséria. A pouca pobreza que vi se resume aos alguns mendigos na região central. Mas não vi familias inteiras dormindo nas ruas, crianças pedindo esmola ou vendendo chiclete. Isso não existe por aqui. Mesmo nos bairros mais afastados, como onde era meu albergue, eram bonitos, seguros e limpos, sem sinal de pobreza. Outro mundo ! Mas um dia chegamos lá também.

Como já passava das 22h, eu tinha andado pra caramba e estava exausto. Voltei pro albergue, passando antes na 7-Eleven pra comer mais alguma coisa, tomei um banho e fui dormir.

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