[Mochilão 5] Dia 30 - Viena - Budapeste

Peguei o trem para Budapeste ao meio-dia. A viagem de Viena até lá durou 3 horas.

A Keleti Pályaudvar (Estação Oriental) de Budapeste era velha, mal cuidada e estava lotada. A primeira impressão de Budapeste não foi das melhores.

Dos 2000 euros em espécie que eu tinha levado, só sobrou 12 centavos. Encontrei um caixa eletrônico na estação, mas não estava funcionando. Tive que sair procurando pelas ruas próximas da estação algum outro caixa, pois eu não tinha dinheiro nem para o metrô. O sol estava forte, e o calor era de 34 graus. As ruas estavam em obra, cheias de tapume, então as pessoas só conseguiam passar em fila indiana. Andei 3 quarteirões com um mochilão de 12 kg nas costas, uma mochilinha de 5kg na frente, e ainda carregava mais outra bolsa de viagens onde estava o terno e o sapato que usei no casamento que fui na Alemanha. Eu sentia como se estivesse carregando 50Kg nas costas. Quando avistei o caixa de longe, achei por um momento que fosse uma miragem. Eu devia estar começando a ter alucinações debaixo daquele calor e fazendo tamanho esforço pra carregar a bagagem. Hora de fazer o saque em forints (a moeda húngara) no Visa Electron. Na hora de tirar o dinheiro em outro país, sempre fica aquele suspense: será que vai funcionar ? E se não funcionar, vou virar mendigo e perambular pelas ruas de Budapeste ? Demorou uns 10 segundos o suspense, mas felizmente veio a grana. Graças à esta maravilha tecnológica, foi debitado no mesmo instante o equivalente em reais na minha conta no Brasil, e o melhor, no cambio oficial.

Entrei na estação de metrô em frente a estação ferroviária. Pela primeira vez na Europa, não vi caixa automático para venda de passagens. Comprei a passagem de um caixa "convencional".

Desembarquei na estação Kossuth Lajus Ter, em frente ao Parlamento Húngaro. A poucas quadras dali ficava o meu albergue (HomePlus Hostel), na rua Balassi Bálint. Ficava a uma quadra do rio Danubio. Foi o albergue mais barato da viagem: apenas 17 euros a diária. Ficava no 2o andar de um prédio comercial antigo. Era um albergue pequeno. A capacidade máxima era de uns 15 hóspedes. Meu quarto tinha 3 camas.

Na recepção havia só um menino de uns 10 anos. Ele pediu (em inglês) que eu esperasse um pouco, pois a recepcionista estava chegando. Fui atendido por uma húngara de poucos sorrisos, meio grossa. Logo depois, chegou um coroa que se apresentou como o dono do albergue, e o atendimento mudou da água pro vinho. Muito gente boa o cara. Ele me mostrou todo o albergue, me deu um mapa da cidade e deu várias dicas de restaurantes, mercados e lugares pra sair à noite. Ele adorou saber que eu era brasileiro, e disse que está recebendo cada vez mais brasileiros no albergue dele, todos "very good people".

Budapeste é dividida ao meio pelo Rio Danúbio (Duna, em húngaro). A parte oeste chama-se Buda e a leste é Peste. Até o século 19, eram cidades separadas.

Fachada do prédio onde ficava o albergue:



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A avenida marginal do rio Danubio, o mesmo que passa por Viena:

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Ciclovia:

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Parlamento Húngaro:

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A Széchenyi lanchid (Ponte das Correntes), a mais famosa da cidade. É a mais antiga da cidade, e foi totalmente destruída na Segunda Guerra Mundial, sendo restaurada posteriormente.

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A Váci utca (rua Váci), a principal rua de pedestres da cidade, com muitas lojas e restaurantes:

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Atravessando a Erzsébet Hid (Ponte Elisabeth):

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Bondes passando próximos a Szabadság Hid (Ponte da Liberdade):

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No alto do morro Géllert, a Citadella (uma fortaleza), de onde se tem uma vista linda para toda a cidade:

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Uma foto da Ponte das Correntes destruída na Segunda Guerra Mundial:

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O calorzão de 34 graus indicado no termômetro de rua:

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As termas Géllert, as mais conhecidas da cidade. Calma ! Termas na Hungria são complexos com piscinas de águas termais e medicinais, sauna, massagens, etc. Os banhos termais são muito tradicionais na Hungria, uma influência dos romanos, os fundadores da cidade. Há cerca de 50 termas termas espalhadas pela cidade. Em muitas dela, as pessoas entram nas piscinas pelados, e ficam jogando xadrez (outra tradição húngara).

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Um velho Trabant, antigo carro soviético que predominava no Leste Europeu antes da abertura econômica dos anos 90.

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A boate RIO, próximo a Ponte Petöfi.

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Entendeu ?! Nem tente...o húngaro é uma das línguas mais sinistras que já vi ! Terrível !!!

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O pôr-do-sol no Danúbio:

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Um barco de turismo passando pelo rio:

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Jantei num pequeno restaurante com mesas na calçada na rua Váci. Comi goulash, uma espécie de sopa de carne com batata e cebola, temperada com páprica.

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O Palácio Real no alto do Várhegy (morro do Castelo):

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A Széchenyi lanchid (Ponte das Correntes) iluminada:

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Voltei pro albergue, tomei um banho e me arrumei pra night. O albergue estava vazio e não arrumei companhia pra sair. Fui sozinho mesmo. Meu amigo Sascha tinha estado na cidade em 2007 e me indicou a boate RIO. Fui para lá a pé. Foram cerca de 4 km caminhando. Não tinha mais metrô funcionando e não sabia como se andava de bonde. Valeu muito a pena o esforço. O segurança me perguntou algo em húngaro que eu não entendi, mas logo perguntei "Bessel angolul ?" (Você fala inglês ?), e aí ele perguntou em inglês se eu podia mostrar a identidade. A entrada custou apenas 1000 forints (12 reais), com diireito a um energético ! A cerveja Soproni de 0,5L custava apenas 5 reais !!! Foi a mais barata da viagem. Moral da história: impossível ficar sóbrio !!! O lugar era todo ao ar livre, o que era ótimo, já que a noite estava bem quente. Estava simplesmente BOMBANDO !!! MUITAAAAA mulher bonita...fiquei bolado !!! Além de gatas, as húngaras são bem receptivas, e o melhor, adoram brasileiros !!! A pista tava bombando. Depois, para a minha surpresa, entraram uns brasileiros jogando capoeira num palco que ficava no meio da pista. Depois que eles sairam do palco, fui falar com eles. Eram baianos e contaram maravilhas das mulheres húngaras. De repente, subiram duas loirinhas lindas de biquini no palco e ficaram dançando. Como se não bastasse, elas arrancaram a parte de cima, e ficaram dançando de topless, para delírio da galera ! Foi uma das melhores nights que já fiz, simplesmente sensacional !!! Fiquei por lá até 5 da manhã. Um húngaro, amigo dos brasileiros da capoeira que conheci, não acreditou que eu tinha ido até lá andando 4 km. Ele me deu a dica de como pegar o bonde moderno pra voltar pro albergue: simplesmente embarcar. Ninguém paga, todo mundo dá balão, e não tem fiscalização. Hahahah, como assim ??? Ele e mais umas amigas dele voltaram no bonde e fui com eles. Realmente é assim que a coisa funciona. Não acredito que andei 4 Km pra chegar na boate, podendo pegar o bonde de graça !!!

Fui dormir às 6h da manhã.

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