[Mochilão 5] Dia 19: Paris - Amsterdam

Tomamos café da manhã no albergue.

Pegamos o Thalys (trem-bala) na Gare du Nord às 12:30, e 4h depois chegamos a Amsterdam.

O albergue (The Bulldog) ficava na rua Oudezijds Voorburgwal, a poucas quadras da Centraal Station.

Achei o albergue muito bom. O quarto tinha 6 beliches e banheiro dentro. Era meio caro (32 euros), mas a localização era excelente, na zona central da cidade. Tinha um coffee shop ao lado. Os coffee shops de Amsterdam são famosos pela venda de drogas leves (maconha, haxixe e chá de cogumelo).

Esta era a entrada do albergue:

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A rua do albergue, com um canal. A parte central de Amsterdam é toda cortada por canais e pontes. As construções nesta área são todas antigas, com arquitetura típica holandesa. São casas altas (no mínimo 3 andares) e estreitas.

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A praça Dam, a principal da cidade, onde fica o Koninklijk Paleis (Palácio Real):

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Cena comum em Amsterdam: bicicletas por todos os lados. A bicicleta na Holanda é considerada um meio de transporte como os outros, e os ciclistas dispõem de total infra-estrutura para poder pedalar. As cidades são todas cortadas por ciclovias, e como o país é todo plano, fica fácil pedalar. Como a Holanda é um país pequeno, as distâncias entre as cidades são pequenas, e há ciclovias ligando as cidades, como se fossem estradas.

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Fomos na Damrak, uma das principais ruas de pedestres da cidade. Entramos numa filial da Febo, que vende os famosos croquetes holandeses em máquinas. Basta inserir uma moeda e abrir a janelinha para pegar o croquete desejado. Também vende sanduíches.

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Comi um runvleeskroket (croquete de carne):

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Entramos no Museu do Sexo, também na Damrak:

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O Museu de Cera Madame Tussaud's, na praça Dam:

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Palácio Real:

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Rabobank. Imagina um banco com esse nome no Brasil !!!

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Em Amsterdam muita gente mora em barcos ancorados aos canais da região central. Há inclusive albergues que ficam em barcos !

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Rua próxima ao albergue:

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Museu de objetos de tortura medieval. É de deixar os cabelos em pé !!!

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Há muitos barcos que fazem passeios pelos canais:

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O bonde passando numa das ruas:

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A rua Rokin:

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A rua do albergue (Oudezijds Voorburgwal):

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Mictório público:

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A rua Lange Niezel, próxima ao albergue. Esta região é conhecida como "De Wallen" (ou Red Light District, em inglês). Há muitas sex shops e pequenos prostíbulos. Mulheres lindas em roupas mínimas ficam se exibindo nas portas de vidro das casas (que são como se fossem "vitrines"), tentando atrair clientes. O interessante é que a região não tem um aspecto degradado, como seria em outros lugares do mundo. É bem no centro de Amsterdam. Moradores e turistas de todas as idades caminham pelas ruas da região, que transformou-se numa atração turística. A única coisa que os turistas não podem fazer é tirar foto das prostitutas nas "vitrines".

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As sex shops de Amsterdam exibem tudo na vitrine, e as pessoas (incluindo aí mulheres de todas as idades) entram e saem das lojas sem nenhum constrangimento.

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Uma loja que vende "derivados" de maconha, como pirulitos e balas.

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Loja que vende sementes de maconha:

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Voltamos pro albergue, tomamos banho, comemos um spaghetti num restaurante ali perto, e depois fomos pra night numa boate que encontramos na rua Nieuwendijk, perto da Centraal Station. Estava meio caída, só gente esquisita, e além do mais estávamos cansados. Ficamos lá tipo uma hora, tomamos umas cervejas e voltamos pro albergue.

[Mochilão 5] Dia 18: Paris - Dijon - Beaune

Acordamos às 10h, tomamos café da manhã no albergue, e pegamos o metrô para a Gare de Lyon.

Esperando o trem na estação:

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Esse foi o TGV (trem-bala) que pegamos para Dijon:

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A viagem até Dijon, capital da região da Borgonha, durou 1:30 (o trem andava a uma média de 250 km/h).

A Borgonha é conhecida por seus vinhedos e pela mostarda. Quem nunca ouviu falar na famosa mostarda de Dijon ?

Estava um calor absurdo lá. Fazia 35 graus, mas parecia mais. Fomos na bilheteria comprar a passagem para a cidade de Beaune, a 30 minutos dali. Falei para a simpatica atendente "je voudrais aller a Biôune", e ela morreu de rir com a maneira como eu pronunciei o nome da cidade. Ela me corrigiu (pronuncia-se "Bône"), perguntou de onde éramos, e nos deu as boas-vindas a França. Senti logo de cara que os franceses do interior são bem mais simpáticos e hospitaleiros que os parisienses.

Tínhamos 40 minutos livres em Dijon. Resolvemos fazer um lanche, pois já eram 3 da tarde e a barriga estava roncando. Achamos uma pequena brasserie em frente a estação. Pedi um croque monsieur, que é uma espécie de misto-quente com queijo gratinado por cima. Come-se com garfo e faca. Muito bom !!!

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Voltamos para a estação, pegamos o trem e em meia hora chegamos a Beaune, uma pequena e linda cidade de 21 mil habitantes.

Foto em frente a estação de trens:

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Uma das ruas próximas a estação:

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Nosso objetivo era visitar o Château de Pommard, uma vinícula no vilarejo de Pommard, de apenas 550 habitantes.

Eu estava com um mapa, e Pommard parecia ser próximo ao centro de Beaune. Andamos cerca de meia hora perdidos (mais por teimosia minha em não querer pegar taxi...coisa de mochileiro !!). Depois, com a insistência do Novello em pegar um taxi, desisti de ir andando, pois a vinícula fechava às 18:30 e já eram 17h. Não vimos nenhum ponto de taxi pela cidade, e não passava nenhum pelas ruas. Achamos um hotel e perguntamos na recepção se eles podiam chamar um taxi pra gente. A resposta foi um lacônico "não". Havia um telefone público dentro do hotel, mas não conseguimos usá-lo, e nem tínhamos telefone de nenhuma empresa de taxi. Achamos o escritório de turismo da cidade, onde uma simpática atendente nos deu um mapa da cidade, e alguns telefones de empresas de taxi. Ela disse que não podia chamar nenhum taxi pra gente. Saímos de lá, demos mais uma volta e não conseguimos achar nenhum orelhão. Voltamos no escritório de turismo e imploramos pra atendente chamar um taxi pra gente. Explicamos que tínhamos viajado de Paris pra lá só pra conhecer a vinícula. Ela ficou com pena da gente e chamou o taxi, que chegou em poucos minutos. Foi a melhor coisa que a gente fez. Pommard ficava a 4 Km de distância. A gente ia gastar mais de uma hora debaixo de sol forte pra chegar lá se a gente fosse caminhando !!! A corrida de taxi saiu por 12 euros (tranquilo).

Pommard é um vilarejo bem pequeno, cercado por vinículas.

Foto dos vinhedos no caminho entre Beaune e Pommard:

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Este é o pátio interno do Château de Pommard:

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A vinícula:

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Pagamos 15 euros para uma visita guiada à vinícula, à cave e para uma sessão de degustação dos vinhos produzidos ali. Era a última visita guiada do dia, e só tinha eu e o Novello de visitantes lá.

Um pequeno museu com objetos de cozinha antigos:

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Pátio interno com os tonéis de vinho:

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A vinícula:

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Entramos na cave, que fica no subsolo do château. Cerca de 400 mil garrafas de vinho e centenas de tonéis de carvalho descançavam ali sob uma temperatura constante de 12 graus.

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As garrafas de vinho são organizadas de acordo com o ano da safra. Quanto mais antiga a sfra, menor a quantidade de garrafas, e mais caras elas são. Vimos garrafas de safras de 30 anos atrás !!!

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Degustação do vinho Château de Pommard. Degustamos o vinho das safras de 2003, 2004 e 2005, e percebemos diferenças no paladar.

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O Novello comprou 2 vinhos: um da safra de 1977 (100 euros !!! louco !!!) e outro de 2005 (50 euros).

Sentimos que o guia francês ficou surpreso quando viu que o Novello comprou 150 euros em vinhos. Acho que ele não esperava que aqueles dois sul-americanos com cara de mochileiros fossem comprar alguma coisa lá. O tratamento mudou totalmente. No início, o guia mostrava as coisas com um pouco de má vontade, mas no final ele estava todo sorridente e entusiasmado. Com certeza ele devia receber algum percentual nas vendas !!

Pegamos o taxi de volta pra estação de Beaune. Pegamos o trem pra Dijon. Chegando lá, fomos comer num restaurante. Fomos atendidos por um garçon português bem gente boa. O restaurante era um buffet com saladas, carnes e frutos do mar. Pagamos apenas 20 euros, já com a gorjeta.

Demos uma rápida volta pelo centro de Dijon. Não deu tempo de conhecer muita coisa. Mas achei a cidade muito bonita.

Uma igreja:

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Rua no centro de Dijon:

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Pegamos o trem de volta pra Paris e chegamos lá por volta das 22h.

No quarto do albergue conhecemos mais brasileiros. Fomos tomar uma cerveja no pub do hotel, e depois dormir.

Tarde da noite, algo inusitado no quarto: um australiano (vizinho de beliche) e a namorada japonesa dele estavam fazendo "nheco-nheco", com direito a efeitos sonoros e tudo !! A luz do quarto estava acesa, mas como os beliches tinham uma cortina, não dava pra ver a "saliência" dos dois.

[Mochilão 15] Dia 23: Quebec - Rio

Último dia da viagem. :-( Mais um dia de sol e temperatura agradável (22 graus). Um dos portões da cidade antiga (Vieux-Quebéc): ...