[Mochilão 5] Dia 33 - Budapeste - Rio

Acordei às 10h, arrumei minha mochila, e saí do albergue debaixo de chuva. A temperatura tinha caído uns 20 graus (de 37 pra 17 graus). Andei 8 quarteirões até a Nyugati Pályaudvar (Estação do Oeste), para pegar o trem até o aeroporto.

Cheguei ensopado na estação. Comprei numa lanchonete o meu café da manhã (uns pães recheados) e um suco.

Na estação não havia bilheteria, só máquinas automáticas de venda de bilhetes. Por sorte eu ainda tinha moedas de forint, mas o problema foi outro. No painel da estação, estava sendo anunciada a partida do trem com o destino "AIRPORT". Só que a máquina de venda de bilhete tinha vários botões, cada um com um nome de um destino diferente, mas NÃO tinha o maldito AIRPORT. Nessas horas nunca aparece ninguém pra ajudar. O tempo estava correndo e eu tinha que comprar o bilhete logo, senão ia perder o trem. O proximo ia demorar uns 40 minutos, não servia mais pra mim.

Foi um custo, mas revirando os meus papéis, descobri que o nome do aeroporto de Budapest é Ferihegy. Um dos botões da maquina se chamava justamente Ferihegy. Coloquei as 3 moedas de 100 Forints (aproximadamente 3 reais) e saiu o meu bilhete.

Peguei o trem, que passou numas 10 estações até chegar a Ferihegy. O trem parou, e só tinha eu de passageiro para descer. Peguei a bagagem (1 mochilão de 16kg, 1 bolsa com 10kg e mais uma mochila pequena com 5kg), e andei meio vagão até uma das portas. Cadê que eu conseguia abrir a porta ? Apertei vários botões (tinha uns 5 do lado da porta, tudo escrito em húngaro). Tinha também uma alavanca, que normalmente só é usada em caso de emergência, e faz com que o trem pare. Achei melhor não puxar a alavanca. Já tinha uns 30 segundos que o trem estava parado. A qualquer momento ele ia andar de novo, e eu não conseguria sair com ele andando. Nesse caso, eu só teria como saltar na estação seguinte (sabe-se lá onde), teria que pegar outro trem 40 minutos depois pra voltar só uma estação, e provavelmente não daria mais tempo de pegar meu vôo. Bateu o desespero. Saí apertando tudo que nem um maluco. Reparei que tinha duas luzes, uma vermelha e outra verde. Encostei na verde e na verdade era um botão. Abracadabra... eis que a porta magicamente abriu-se e eu sai voando. Foi só eu ter colocado o pé na calçada que o trem começou a andar, coisa assim de 2 segundos !!! Cena de filme !!! Subi a escada rolante da plataforma rindo sozinho.

Depois que eu subi a escada, apareceram duas placas: FERIHEGY 1 e FERIHEGY 2. Devia ser terminal 1 e 2. Na minha passagem de avião não estava escrito em qual dos terminais era o embarque. Eu tinha 50% de chances de acertar. Resolvi apostar no Terminal 1, que era bem ao lado da estação onde eu saltei. Chegando lá, vi que era um terminal menor que o Santos Dumont antes da ampliação, e tinha meia dúzias de empresas operando lá. Lóoogico que o meu vôo (da companhia aérea hungara Malev) era no terminal 2. Descobri que os dois terminais não eram unidos, como no Galeão, e não dava pra ir andando pela rua, pois eram distantes, de acordo com a funcionaria do aeroporto. Eu tinha que pegar um ônibus. Encontrei o ponto de onibus, onde estava escrito "PLEASE BUY YOUR TICKET BEFORE BOARDING". E agora ? Lá fui eu de novo no setor de informações perguntar onde eu poderia comprar um bilhete de ônibus. Depois que eu perguntei, a funcionaria (uma húngara grossa, de poucos sorrisos) me olhou fazendo maior cara feia, e respondeu que eu podia comprar no jornaleiro ao lado.

Comprei o bilhete, embarquei no ônibus, e já estava imaginando o que mais poderia acontecer de errado. O ônibus quebrar ? Eu descer no ponto errado ? A quota de perrengues diária havia atingido o limite, mas felizmente daí em diante correu tudo bem. Cheguei no terminal 2 são e salvo, e embarquei rumo a Paris, onde passei mais 4 horas esperando o vôo da TAM pro Rio.

Em Paris, bateu a fome. Eu só tinha comido um sanduíche na estação de trem de Budapest e já era tipo 5 da tarde. Achei um McDonald's, mas eu não aguentava mais junk food.

Encontrei um bistrô francês bem no meio do terminal onde eu estava. Perfeito, era tudo que eu precisava, comida de verdade, e ainda por cima, francesa. A cozinha francesa não está nem de longe entre as minhas preferidas, mas resolvi dar uma chance. Vai que dou sorte. Sentei na mesa e pedi o menu. Entrada, prato quente, sobremesa...estava tudo em francês, e eu não entendi nada. Escolhi aleatoriamente uma entrada e um prato quente. Pedi também uma taça de vinho da casa.

O vinho veio primeiro. Na verdade veio uma jarra pequena com o vinho (como se fosse um suco), e a taça. O vinho era uma porcaria, e olha que eu não entendo nada do assunto. A garçonete deve ter pensado "ahá, mais um gringo otário achando que vai tomar o melhor vinho do mundo só porque tá na França ! Vou servir esse vinagre mesmo"

A fome estava apertando. Chegou a entrada. Era uma especie de creme de milho com umas conchas mergulhadas. Epa, perai...eu falei conchas ? Não eram bem conchas. Acho que era esgargot , ou algum outro animal rastejante !! Muito nojento !!! Vai encarar ??? Eu não tive coragem. Olha ele aí:

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Comi um pouco do creme de milho. Espero que tenha sido milho mesmo. Prefiro não saber do que era. Deixei no prato os "bichos não-identificados" e pedi pra vir o prato quente. A garçonete olhou com cara preocupada, e foi logo perguntando se eu não tinha gostado. Mandei um sonoro NÃO. Ela saiu meio sem graça e trouxe o outro prato. Isso é engraçado na França, os garçons sempre perguntam se você gostou da comida. Eu pelo menos fui sincero.

Veio o segundo prato. Eram uns legumes, um pedaço de torrada grande com uma pasta preta e 3 pedaços de carne brancas de animal não identificado. Os pedaços tinham uma forma eliptica, e fiquei imaginando se não era de alguma lesma. Os "bichos" da entrada eram bem pequenos, quase do tamanho de uma ameixa, mas esses pedaços de carnes eram maiores, do tamanho de um tomate cortado mais ou menos. Seriam caracóis gigantes, tipo aqueles que dão em árvore ? Comi os legumes e fui mexendo com o garfo pra ver a consistênia da carne. Parti um pedaço e me pareceu peixe. Tomei coragem e comi um pedaço. Tinha sabor de peixe sem tempero (ou seja, horrível). Espero que tenha sido peixe mesmo. Olha aí o prato:

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Pedi a conta: 25 euros. Sai do restaurante com fome e decepcionado com a cozinha francesa. Viva a fartura brasileira ! Com essa grana no Brasil eu passava uma tarde inteira numa churrascaria de primeira linha !!! Que saudade de casa ! Saudade de um feijão com arroz e farofa, picanha, mate gelado na praia, biscoito Globo, queijo qualho e aipim frito ! Viajar é bom não só pra conhecer lugares interessantes, mas também para aprender a dar valor a certas coisas que nós temos de bom no Brasil e não nos damos conta.

Embarquei no avião às 23h. Depois de 11h de vôo, cheguei no Galeão de manhã cedo (às 5 da manhã). Olhando as luzes da cidade brilhando pela janela, em meio à escuridão da madrugada, me veio a mente aquela música do Tom Jobim: "minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro, estou morrendo de saudades...."

E chega ao fim mais uma viagem inesquecível !

[Mochilão 5] Dia 32 - Budapeste

Acordei ao meio-dia, comi no McDonald's e peguei o metrô.

Fui no Terror Haza (Casa do Terror), um interessante museu que funciona na antiga sede do partido nazista durante a ocupação alemã da Segunda Guerra Mundial. Depois da queda do nazismo, o prédio foi sede da polícia secreta húngara até 1956. O acervo mostra um pouco sobre o período negro da história da Hungria durante a ocupação dos alemães nazistas e a dos soviéticos comunistas.

Fachada do museu:

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Tanque de guerra:

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Propaganda do comunismo:

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O subsolo do museu tem celas onde ficavam confinados os presos políticos. Havia uma cela solitária, um cubículo com 1,5 m de altura e sem janela, onde o preso não conseguia nem ficar em pé. E outra cela era tão pequena, que não dava nem para o preso deitar. Era uma espécie de caixão em pé.

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Também no subsolo, uma sala de tortura:

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O banheiro, comum para todos os presos, com apenas um vaso sanitário:

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Depois que saí do museu, peguei o metrô e fui relaxar nas Termas Géllert. Termas na Hungria quer dizer "casa de banhos termais", nada a ver com o significado que temos aqui. A Géllert fica num hotel de mesmo nome, um dos melhores da cidade. Paguei a entrada, e deixei minhas coisas numa cabine com um armário e uma cama, onde quem quiser pode fazer uma sessão de massagem. As termas eram divididas por sexo. Uma pena, pois não pude ver as húngaras de biquini !

As termas masculinas eram duas piscinas de águas termais (uma com 36 graus e outra com 38 graus), com chuveiros e uma sauna a vapor. A maioria dos húngaros vão para as termas pelados. Piscina aquecida só faz sentido mesmo no inverno. Não achei muita graça, com o calor que estava fazendo em Budapeste, ficar numa piscina aquecida com um bando de homem pelado, sem nenhuma mulher por perto pra tornar o ambiente mais agradável. Valeu para conhecer as instalações das termas, que eram bonitas, com mosaicos nas paredes que lembravam as antigas termas dos romanos:

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Umas placas engraçadas que achei na rua:

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Voltei pro albergue, tomei um banho e saí pra jantar uma massa. Noite de domingo, não tinha muito o que fazer por lá. Dei uma volta pela rua Váci e depois fui dormir.

[Mochilão 5] Dia 31: Budapeste

Acordei às 13h com ressaca. Saí na rua e estava fazendo 36 graus, um calor de rachar !!!

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Comecei o passeio atravessando a Margit hit (Ponte Margaret), que leva a Margit sziget (Ilha Margaret). Nas margens da ilha tinha gente tomando sol, improvisando uma praia:

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A Ilha Margaret:

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O Parlamento Húngaro visto de Buda (do outro lado do rio):

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Aos sábados a Ponte das Correntes é fechada ao tráfego. É montada uma feira de souvenirs e comidas típicas.

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Doces húngaros. Hum !

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Comida típica, feita nuns panelões:

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Vista para o Castelo ao fundo:

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Peguei o funicular para subir no morro do Castelo. Esta é a vista lá de cima:

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O Palácio Real. Na verdade não há castelo nenhum no alto desse morro, apenas um palácio:

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Jogo de xadrez teatral ao ar livre ao lado do Palácio Real. Achei muito maneiro ! São dois jogadores que comandam as peças verbalmente, dizendo para onde elas devem ir. Quando uma peça "come" a outra, há uma batalha teatral. O xadrez tem forte tradição na Hungria.

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Um vídeo que gravei com o jogo de xadrez teatral:



Rua atrás do Palácio:

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Um mirante ao lado do Palácio:

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Uma limousine Hummer. Coisa de pobre.

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Uma praça em frente ao Palácio:

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Desci de volta para a Ponte das Correntes. Muitos performistas de rua passavam pela ponte:

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Um vídeo que gravei com um performista de rua:



Peguei o metrô e desci do outro lado da cidade, na Hosök Tere (Praça dos Heróis).

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Esta praça fica na entrada do City Park, o maior parque de Budapeste. Tem um zoológico, uma casa de banhos termais, um castelo, um parque de diversões e um lago que no verão se transforma em praia, e no inverno é pista de patinação no gelo.

A praia improvisada, com direito a até areia:

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Vajdahunyad vára, um belo castelo às margens de um lago:

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Entrada da Széchenyi fürdő, outra casa de banhos termais:

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Peguei o metrô de volta pro albergue. Tomei um banho, e jantei num restaurante de massas perto do albergue.

Um outdoor com a campanha de lei seca no trânsito. Até que enfim consegui entender alguma coisa do húngaro ! "Zéró tolerancia" ... essa foi fácil.

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A night foi de novo na boate RIO. Era a última noite em Budapeste. Ou melhor, a última noite das férias !!! Peguei o bonde moderno na Margit hid (Ponte Margaret), perto do albergue, e saltei bem em frente a boate.

De novo bombou muito !!!! Não tinha topless como na noite anterior, mas o lugar estava do mesmo jeito recheado de gatas !!! Fiquei até o sol raiar.

Um cartaz engraçado com as regras rígidas do banheiro da boate:

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Voltei de bonde moderno, comi um sanduba na Subway e voltei pro albergue às 6h da manhã.



[Mochilão 5] Dia 30 - Viena - Budapeste

Peguei o trem para Budapeste ao meio-dia. A viagem de Viena até lá durou 3 horas.

A Keleti Pályaudvar (Estação Oriental) de Budapeste era velha, mal cuidada e estava lotada. A primeira impressão de Budapeste não foi das melhores.

Dos 2000 euros em espécie que eu tinha levado, só sobrou 12 centavos. Encontrei um caixa eletrônico na estação, mas não estava funcionando. Tive que sair procurando pelas ruas próximas da estação algum outro caixa, pois eu não tinha dinheiro nem para o metrô. O sol estava forte, e o calor era de 34 graus. As ruas estavam em obra, cheias de tapume, então as pessoas só conseguiam passar em fila indiana. Andei 3 quarteirões com um mochilão de 12 kg nas costas, uma mochilinha de 5kg na frente, e ainda carregava mais outra bolsa de viagens onde estava o terno e o sapato que usei no casamento que fui na Alemanha. Eu sentia como se estivesse carregando 50Kg nas costas. Quando avistei o caixa de longe, achei por um momento que fosse uma miragem. Eu devia estar começando a ter alucinações debaixo daquele calor e fazendo tamanho esforço pra carregar a bagagem. Hora de fazer o saque em forints (a moeda húngara) no Visa Electron. Na hora de tirar o dinheiro em outro país, sempre fica aquele suspense: será que vai funcionar ? E se não funcionar, vou virar mendigo e perambular pelas ruas de Budapeste ? Demorou uns 10 segundos o suspense, mas felizmente veio a grana. Graças à esta maravilha tecnológica, foi debitado no mesmo instante o equivalente em reais na minha conta no Brasil, e o melhor, no cambio oficial.

Entrei na estação de metrô em frente a estação ferroviária. Pela primeira vez na Europa, não vi caixa automático para venda de passagens. Comprei a passagem de um caixa "convencional".

Desembarquei na estação Kossuth Lajus Ter, em frente ao Parlamento Húngaro. A poucas quadras dali ficava o meu albergue (HomePlus Hostel), na rua Balassi Bálint. Ficava a uma quadra do rio Danubio. Foi o albergue mais barato da viagem: apenas 17 euros a diária. Ficava no 2o andar de um prédio comercial antigo. Era um albergue pequeno. A capacidade máxima era de uns 15 hóspedes. Meu quarto tinha 3 camas.

Na recepção havia só um menino de uns 10 anos. Ele pediu (em inglês) que eu esperasse um pouco, pois a recepcionista estava chegando. Fui atendido por uma húngara de poucos sorrisos, meio grossa. Logo depois, chegou um coroa que se apresentou como o dono do albergue, e o atendimento mudou da água pro vinho. Muito gente boa o cara. Ele me mostrou todo o albergue, me deu um mapa da cidade e deu várias dicas de restaurantes, mercados e lugares pra sair à noite. Ele adorou saber que eu era brasileiro, e disse que está recebendo cada vez mais brasileiros no albergue dele, todos "very good people".

Budapeste é dividida ao meio pelo Rio Danúbio (Duna, em húngaro). A parte oeste chama-se Buda e a leste é Peste. Até o século 19, eram cidades separadas.

Fachada do prédio onde ficava o albergue:



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A avenida marginal do rio Danubio, o mesmo que passa por Viena:

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Ciclovia:

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Parlamento Húngaro:

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A Széchenyi lanchid (Ponte das Correntes), a mais famosa da cidade. É a mais antiga da cidade, e foi totalmente destruída na Segunda Guerra Mundial, sendo restaurada posteriormente.

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A Váci utca (rua Váci), a principal rua de pedestres da cidade, com muitas lojas e restaurantes:

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Atravessando a Erzsébet Hid (Ponte Elisabeth):

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Bondes passando próximos a Szabadság Hid (Ponte da Liberdade):

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No alto do morro Géllert, a Citadella (uma fortaleza), de onde se tem uma vista linda para toda a cidade:

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Uma foto da Ponte das Correntes destruída na Segunda Guerra Mundial:

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O calorzão de 34 graus indicado no termômetro de rua:

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As termas Géllert, as mais conhecidas da cidade. Calma ! Termas na Hungria são complexos com piscinas de águas termais e medicinais, sauna, massagens, etc. Os banhos termais são muito tradicionais na Hungria, uma influência dos romanos, os fundadores da cidade. Há cerca de 50 termas termas espalhadas pela cidade. Em muitas dela, as pessoas entram nas piscinas pelados, e ficam jogando xadrez (outra tradição húngara).

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Um velho Trabant, antigo carro soviético que predominava no Leste Europeu antes da abertura econômica dos anos 90.

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A boate RIO, próximo a Ponte Petöfi.

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Entendeu ?! Nem tente...o húngaro é uma das línguas mais sinistras que já vi ! Terrível !!!

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O pôr-do-sol no Danúbio:

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Um barco de turismo passando pelo rio:

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Jantei num pequeno restaurante com mesas na calçada na rua Váci. Comi goulash, uma espécie de sopa de carne com batata e cebola, temperada com páprica.

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O Palácio Real no alto do Várhegy (morro do Castelo):

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A Széchenyi lanchid (Ponte das Correntes) iluminada:

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Voltei pro albergue, tomei um banho e me arrumei pra night. O albergue estava vazio e não arrumei companhia pra sair. Fui sozinho mesmo. Meu amigo Sascha tinha estado na cidade em 2007 e me indicou a boate RIO. Fui para lá a pé. Foram cerca de 4 km caminhando. Não tinha mais metrô funcionando e não sabia como se andava de bonde. Valeu muito a pena o esforço. O segurança me perguntou algo em húngaro que eu não entendi, mas logo perguntei "Bessel angolul ?" (Você fala inglês ?), e aí ele perguntou em inglês se eu podia mostrar a identidade. A entrada custou apenas 1000 forints (12 reais), com diireito a um energético ! A cerveja Soproni de 0,5L custava apenas 5 reais !!! Foi a mais barata da viagem. Moral da história: impossível ficar sóbrio !!! O lugar era todo ao ar livre, o que era ótimo, já que a noite estava bem quente. Estava simplesmente BOMBANDO !!! MUITAAAAA mulher bonita...fiquei bolado !!! Além de gatas, as húngaras são bem receptivas, e o melhor, adoram brasileiros !!! A pista tava bombando. Depois, para a minha surpresa, entraram uns brasileiros jogando capoeira num palco que ficava no meio da pista. Depois que eles sairam do palco, fui falar com eles. Eram baianos e contaram maravilhas das mulheres húngaras. De repente, subiram duas loirinhas lindas de biquini no palco e ficaram dançando. Como se não bastasse, elas arrancaram a parte de cima, e ficaram dançando de topless, para delírio da galera ! Foi uma das melhores nights que já fiz, simplesmente sensacional !!! Fiquei por lá até 5 da manhã. Um húngaro, amigo dos brasileiros da capoeira que conheci, não acreditou que eu tinha ido até lá andando 4 km. Ele me deu a dica de como pegar o bonde moderno pra voltar pro albergue: simplesmente embarcar. Ninguém paga, todo mundo dá balão, e não tem fiscalização. Hahahah, como assim ??? Ele e mais umas amigas dele voltaram no bonde e fui com eles. Realmente é assim que a coisa funciona. Não acredito que andei 4 Km pra chegar na boate, podendo pegar o bonde de graça !!!

Fui dormir às 6h da manhã.

[Mochilão 15] Dia 23: Quebec - Rio

Último dia da viagem. :-( Mais um dia de sol e temperatura agradável (22 graus). Um dos portões da cidade antiga (Vieux-Quebéc): ...