[Mochilão 2] Dia 13: Barcelona - Tarragona

De manhã acordei ainda meio mal. Tomei um pouco d'agua e melhorei um pouco.
Encontrei com o Erisson na estação Plaça de Catalunya, de onde pegamos um trem até Tarragona, uma cidade a 100km de Barcelona.

A principal atração de Tarragona é o anfiteatro construido pelos romanos no século I d.c.

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Rua de pedestres em Tarragona:

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Demos umas voltas pela cidade, onde vimos muralhas romanas e também uma arena de tourada:

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A tourada na Catalunha está proibida, mas em Madri é muito tradicional.

Voltamos pra Barcelona, e me despedi do Erisson, pois ele tinha que ir embora.

Fui conhecer o famoso Camp Nou, estádio do Barcelona. A visita incluia a sala dos troféus e os vestiários:

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[Mochilão 2] Dia 12: Barcelona

Dei uma volta pelas vielas estreitas do Bairro Gótico:

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Achei um cyber café com cabine telefonica, e aproveitei pra ligar pra Núria, pra combinar algo pra de noite. Combinei de encontrar com ela na Las Ramblas.

Entrei no Parc de la Ciudadela e tirei umas fotos no Arco do Triunfo que tem lá:

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Pedi pra um cara que tava passando tirar a foto, dizendo o tradicional "Could you take a picture, please ?". Ele respondeu na hora "pô, tu é brasileiro, né ?". Fiquei conversando um pouco com ele, que se chamava Erisson, era de Recife e tava estudando na Alemanha. Mó gente boa o cara. Demos umas voltas pelo Port Olimpic, e ele tinha que voltar pra casa da amiga dele alemã, onde ele estava hospedado. Chamei ele pra tomar uma cerveja de noite.

Hora de conhecer Monjuic, bairro montanhoso com um parque enorme, onde há um castelo (Castel de Monjuic). O Estádio Olímpico (das Olimpíadas de 1992) fica lá também. Para subir até o Castel de Monjuic, peguei um bonde semelhante ao do Pão de Açúcar. Primeiro subi uma torre (em Barceloneta, próximo ao Port Olimpic) e lá de cima partiu o bonde pra Monjuic.

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Vista do bondinho - Barceloneta:

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Vista do bondinho - Porto e Monjuic:

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Vista do bondinho - panoramica geral de Barcelona. Dá pra ver no meio da foto a Catedral da Sagrada Familia:

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Este é o Castelo de Monjuic:

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Estádio Olimpico, com a tocha:

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Arena Olimpica:

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No meio do parque de Monjuic conheci um lugar muito interessante, o Poble Espanyol. É uma espécie de cidade cenográfica onde estão representados todos os tipos de construções existentes na Espanha. É como uma viagem aos 4 cantos do país percorrendo apenas alguns quarteirões. Esta era a praça principal:

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Alguns estilos arquitetônicos presente na Espanha:

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Depois fui conhecer o Parc Güell, projetado pelo Gaudi há 100 anos, no alto de uma montanha no bairro de Gracia. Na entrada do parque, uma pequena torre com mosaicos:

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O famoso dragão com mosaicos na escadaria de entrada do parque:

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Colunas inclinadas:

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No final da tarde combinei de encontrar com a Nuria e com o Erisson (o brasileiro que conheci na rua) na Las Ramblas. Fomos tomar uma cerveja em Barceloneta, onde ficamos até tarde:

Combinei com o Erisson no dia seguinte de manhã de ir conhecer Tarragona (uma cidade vizinha).
A noite passei mal pra caramba. Foi algo que comi e não me fez bem. Além disso, no meu quarto chegou um grupo de 6 americanos na faixa dos 18 anos que tavam tocando o terror no corredor e não deixavam ninguém dormir. Entravam e saiam do quarto toda hora. A gente reclamou, mas não tinha muito o que fazer. Albergue é assim mesmo, barato mas as vezes é complicado dormir.

[Mochilão 2] Dia 11: Barcelona

Depois de acordar, fiz o check-out e fui logo deixar as coisas no outro albergue (Kabul Hostel) onde ficaria nos proximos dias. Ele ficava na Plaça Real, ao lado da Las Ramblas. Bem melhor e maior esse albergue !
Depois de fazer o check in, deixei minhas coisas no quarto e fui rodar pela cidade. A Las Ramblas estava bem mais tranquila que na noite anterior. Deu pra perceber que Barcelona é uma cidade que ferve bem mais a noite que de dia:

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A Plaça de Catalunya:

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Continuando pela Plaça de Catalunya, a Las Ramblas muda de nome pra Rambla de Catalunya. Nesta parte, os bares e restaurantes colocam as mesas do lado de fora, na calçada:

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Barcelona é a capital da Catalunha, uma das regiões mais prósperas da Espanha. Os catalões tem muito orgulho de sua origem. A rivalidade Barcelona-Madri é bem mais acentuada que a que existe entre Rio e São Paulo. De certa forma, os que nascem em Barcelona se sentem mais catalães do que espanhóis, e alguns inclusive acham que a Catalunha deveria se separar da Espanha. Até o idioma é outro, o catalão, uma mistura de espanhol, português e francês, incompreensivel para nós brasileiros:

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Voltei em direção ao mar, e fui conhecer o Port Olimpic, onde está o Maremagnum (um shopping), uma marina e vários bares e restaurantes.

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Hora de conhecer as praias: St. Sebastià, Barceloneta, Nova Icària, Bogatell, Mar Bella e Nova Mar Bella. As praias de Barcelona são pequenas e não achei muito atraentes. A areia é meio escura, e levanta poeira quando se pisa nela. Falta beleza natural. Mas as beldades fazendo topless na areia compensaram (e muitoooo) a pouca belezura das praias.
Esta é a praia de Barceloneta:

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Nova Icària:

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A praia de Mar Bella era de nudismo. O que torna isso inusitado é que ela é uma praia totalmente urbana, ao contrário das praias de nudismo do Brasil, que são todas escondidas. Familias e velhinhos caminhavam pelo calçadão indiferentes, e na areia todo mundo estava pelado. Tinha algumas poucas mulheres bonitas, mas a maioria era coroa.

Voltei pra região central da cidade pra conhecer a Catedral da Sagrada Família, projetada pelo famoso arquiteto Gaudi durante seus últimos 40 anos de vida. Quando ele morreu, em 1926, a catedral tinha somente uma torre pronta. Ela ainda está em construção, por isso é um grande canteiro de obras. Impressiona a riqueza de detalhes que as torres exibem.

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Esta é a vista do alto de uma das torres:

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Próximo da Catedral, fui conhecer outras construções famosas do Gaudi:

Casa Milà:

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Casa Batló:

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Outra casa que esqueci o nome =)

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De noite nem fiz nada. Tava morto ! Fui dormir cedo.

[Mochilão 2] Dia 10: Lisboa - Barcelona

Fui ate o Cais do Sodré pegar de o trem pra Belém, que fica bem próxima do centro de Lisboa.
Entrei o trem e desci em Belém. O local abriga alguns dos principais pontos turísticos da cidade.
Monumento aos Descobrimentos:

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Torre de Belém:

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Achei engraçada essa placa:

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Monastério dos Jeronimos:

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Fui experimentar os tradicionais Pastéis de Belém onde eles foram inventados. Os Pastéis de Belém são feitos de nata, e são a mais tradicional sobremesa em Portugal. Podem ser encontrados em qualquer lanchonete ou restaurante, mas somente neste lugar, onde eles foram inventados, podem ser chamados de Pastéis de Belém:

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Peguei o trem seguinte em direção a Cascais, e desci em Estoril, que também era muito bonita.
Eu queria conhecer Sintra, onde tem um castelo, mas não daria tempo. Uma pena, fica para a próxima vez.
Voltei pro albergue, peguei minha bagagem e fui pro aeroporto pegar meu vôo pra Barcelona, que partia a noite.

No aeroporto, um imprevisto. Fiz o checkin, e antes de entrar na sala de embarque, dei uma conferida no meu cartão de embarque, e estava escrito: PINTO/JOAQUIM. Hahaha, como assim ? Me confundiram com algum primo distante ! Voltei no checkin e a simpática atendente pediu desculpas, e me deu o cartão correto. Ufa.

Portugal me surpreendeu positivamente. É um país muito bonito, limpo, seguro e barato, mesmo em euros. Os restaurantes são baratos e a comida é MUITO BOA. Me senti muito bem lá, fui bem tratado e ficou um gostinho de quero mais. Me arrependi de ter planejado ficar apenas dois dias no país. Quero voltar com mais tempo para conhecer também outras cidades.

Barcelona cá vou eu, ó pá, por apenas 35 EUROS ! Esse vôo que eu comprei (da empresa espanhola Vueling) foi uma verdadeira pechincha !!!

Após 1:30 de vôo, pouso novamente em terras espanholas. Minha amiga espanhola Núria estava me esperando no aeroporto. Fomos pegar o trem que levava pro centro da cidade. Na hora de passar na roleta, eu perguntei onde comprava o ticket, pois as bilheterias estavam fechadas. Ela sugeriu pular as roletas, dando calote na passagem. Não tinha nenhum guarda por perto, e vi várias pessoas fazendo o mesmo. Eu não sou adepto a fazer estas coisas, mas com a insistência dela, acabamos pulando. Depois, quando entramos no trem, veio passando o fiscal. Pronto...era o que faltava ! Momentos de tensão. Tentei ficar pensando em outra coisa, conversando com ela. O cara pediu o bilhete aleatoriamente pras pessoas, mas por (muita) sorte não pediu pra gente. Já ganhei o dinheiro da cerveja daquela noite, pensei.
Desembarcamos no ponto final, a Plaça de Catalunya. Já passava das 10 da noite. Ao sair da estação, fomos direto pra famosa Las Ramblas, a rua de pedestres que é o centro do burburinho de Barcelona. Bem movimentada, estava lotada. Achei meio suja aquela área, com muito camelô e uma galera meio estranha. Não foi muito boa a primeira impressão que tive da cidade.

Fomos procurar o albergue (Itaca Hostel) que ficava ali perto, no Bairro Gótico. Fiz o checkin, deixei a mochila no quarto e fui tomar uma cerveja com a Núria num pub próximo do albergue. A noite estava bombando, estava tudo lotado, todo mundo bebendo na rua, entrando e saindo dos bares e boates. O Bairro Gótico e a Las Ramblas me fez lembrar a Lapa.

Ficamos no pub até tipo 1 da manhã, nos despedimos e fui pro albergue dormir.

[Mochilão 2] Dia 9: Lisboa

Peguei perto do albergue um bonde e fui até o bairro do Chiado, que lembra muito Santa Teresa, mas é ainda mais bonito.

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Este é o Congresso português:

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Ruas do bairro do Chiado:

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Caminhando pelas ruas, encontrei um salão de beleza com uma placa na porta escrito "ABERTO. EMPURRE S.F.F."

Só depois de algum tempo, fui descobrir que a sigla quer dizer "SE FAZ FAVOIRE" !!!
Esta é uma placa que encontrei numa praça. "Sede compassivo com os pobres dos animais que vos ajudam a viver". Heim ???

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O castelo de São Jorge e o bairro da Baixa visto do Bairro Alto:

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Tudo bem que a placa foi tirada em frente a uma obra, mas peões lá são apenas pedestres !

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Peguei o metrô e fui até a estação do Oriente, para conhecer o Parque das Nações. Esta é uma parte mais nova de Lisboa, construída às margens do Rio Tejo para sediar a Expo 98. Nesta região foi construído um moderno centro de convenções, o shopping Vasco da Gama, o Oceanário, um Teleférico, e Torre Vasco da Gama. Achei essa área muito bonita.

Shopping Vasco da Gama:

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Teleférico:

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Oceanário de Lisboa:

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Torre Vasco da Gama:

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O que você prefere comer ? Sandes, pregos, bifanas ou tostas ?

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Centro de convenções:

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Peguei o metrô de volta para o centro da cidade, na estação do Cais do Sodré, e peguei o trem até Cascais. Este trem vai percorrendo o litoral de Lisboa, e durante 40 minutos passa por lugares como Belém, Carcavelos e Estoril, até chegar ao ponto final em Cascais. A cidade de Lisboa em si não tem praia, pois é a foz do Rio Tejo, mas Carcavelos, Estoril e Cascais tem praias muito bonitas.

Antes de embarcar no trem, fui até a "Bilheteira" comprar meu bilhete pro "comboio". Não haviam guichês, somente máquinas automáticas. Aliás, guichês com pessoas de carne-e-osso vendendo bilhetes nas estações de trem e metrô por toda a Europa estão em extinção, devido a mão de obra cara por aquelas bandas. Em alguns países, paga-se uma taxa extra se comprar no guichê em vez de comprar na máquina automática.
Coloquei as moedas na máquina, escolhi o destino final (Cascais), peguei meu bilhete e embarquei no trem, que estava bem vazio.
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Não havia nenhuma roleta na estação pra embarcar no trem. Nada que bloqueasse o embarque dos passageiros que não pagaram. Isso é regra na Europa toda. As pessoas entram com o bilhete comprado, e dentro do trem surge um fiscal no meio da viagem, que faz um furo no bilhete com uma espécie de grampeador, ou carimbo, para validar a viagem. O espertalhão que não tiver o bilhete, tem que pagar uma multa pro fiscal (geralmente entre 40 e 60 euros), e ainda passa pelo constrangimento de levar um sermão na frente de todo mundo.

Desci no ponto final e me identifiquei de cara com o lugar. Cascais é linda. Uma pequena e tranquila vila de 30 mil habitantes com construções em estilo antigo e uma paz incrível no ar. O por-do-sol lá era sensacional !

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De volta ao centro de Lisboa, a noite fui comer com uns australianos que conheci no albergue. Fomos num restaurante na Praça do Rossio que foi um verdadeiro achado. Foi simplesmente a melhor experiência gastronômica da viagem. Por 10 euros comi um Bacalhau à Lagareira que nunca mais vou esquecer !!

[Mochilão 15] Dia 23: Quebec - Rio

Último dia da viagem. :-( Mais um dia de sol e temperatura agradável (22 graus). Um dos portões da cidade antiga (Vieux-Quebéc): ...