terça-feira, 7 de junho de 2016

[Mochilão 15] Dia 13: Toronto


Último dia em Toronto. Resolvi fazer um bate-volta para Niagara Falls.

A rodoviária de Toronto é menor do que a de muitas cidades brasileiras do interior. Para fazer viagens de curta ou média distância, a maioria dos canadenses prefere viajar de trem.





Comprei a passagem de ida e volta no guichê da Greyhound, a principal empresa de ônibus do Canadá. Saiu por $47 (R$126).


Embarcando:


De Toronto a Niagara Falls foi 1:30h de viagem (130 Km):



Encontrei no ônibus com a holandesa que havia conhecido no hostel em Banff, e durante a viagem conversamos sobre assuntos diversos. Ela disse que quer muito conhecer o carnaval do Rio.

Chuva no caminho:


Niagara Falls é uma pequena cidade de 83 mil habitantes na fronteira entre o Canadá e os EUA. A principal atração, como o nome diz, são as cataratas.

Centro da cidade:


Não tinha quase ninguém nas ruas. Parecia cidade fantasma.



Muitas casas de madeira sem muros ou grades:




Da rodoviária até o ponto mais próximo às cataratas são mais ou menos 4 Km de caminhada pela Niagara Parkway, uma avenida que vai beirando o Rio Niagara:





Muitas casas na Niagara Parkway funcionam como pousadas (Bed & Breakfast):







A Rainbow Bridge faz a ligação com os EUA. Do outro lado também há uma cidade que se chama Niagara Falls  (estado de Nova York). Não cheguei a atravessar a ponte porque meu visto americano está expirado. 


A medida que me aproximava das cataratas surgiam hotéis de luxo, restaurantes, shoppings, cassinos, torres de observação e grupos enormes de turistas. Em alguns minutos de caminhada parecia que eu tinha saído de uma cidade do interior e chegado a Las Vegas.



Há na verdade duas cataratas no local. Essa menor chama-se American Falls:






Parque ao lado das cataratas:





Calçadão ao longo do rio:


Hotéis e restaurantes:




E, finalmente, as Cataratas do Niagara!! Como já havia conhecido as Cataratas do Iguaçu, fiquei com a sensação de assistir um jogo no Caio Martins depois de ter conhecido o Maracanã. De qualquer forma, valeu muito a pena a visita, até porque a cidade de Niagara Falls é bem legal.


Barco fazendo passeio pelo rio:


As quedas bem de perto:



Arco-íris:



Video que gravei nas cataratas:




Um shopping em frente às cataratas:



Vista das cataratas no 2o piso do shopping:






Esse shopping tinha uma praça de alimentação. Fui na Tim Hortons e comprei um "Tuscan Chicken Panini", muito bom !! Com um refri e um croissaint de nutella deu $9,25 (R$25).




Tudo que a Tim Hortons (uma famosa cadeia canadense de lanchonetes) vende é gostoso e relativamente barato. Aproveitei e comprei mais um panini para comer mais tarde.


No 2o piso do shopping havia uma pequena exposição mostrando dados interessantes sobre as cataratas.

Esse cartaz mostrava como as cataratas ao longo dos séculos se movimentam rio acima por causa da erosão:


As cataratas à noite e congeladas no inverno:



Voltei para o centro da cidade e resolvi alugar uma bicicleta. Como meu ônibus de volta a Toronto era só às 22h, eu ainda tinha algumas horas livres para explorar a região.

Aluguei a bicicleta no Hostelling International Niagara Falls, no centro da cidade. A recepcionista era uma japonesa que ficou toda feliz quando eu disse que o Japão foi o país que eu mais gostei de conhecer.

O aluguel por 4h saiu por $28 (R$75), e foi feita uma pré-autorização de $150 no meu cartão no mesmo esquema que é feito nos alugueis de carros.

Peguei a ciclovia de 20 Km que liga Niagara Falls a Niagara-on-the-Lake, uma pequena cidade de 15 mil habitantes às margens do Lake Ontario. É considerada uma das mais bonitas do Canadá.







A ciclovia percorre as margens do Rio Niagara:



No meio do caminho passei por umas descidas sinistras. Minha velocidade média na volta seria sofrível para subir aquelas ladeiras todas. Comecei a achar que não daria tempo de pedalar os 40 Km de ida e volta, devolver a bicicleta no hostel e chegar na rodoviária antes das 22h para pegar o último ônibus para Toronto. Resolvi abortar a missão e voltar para Niagara Falls.

Ainda tinha 1h sobrando. Resolvi pedarlar até as cataratas para ver a iluminação noturna.

A ciclovia passando por dentro da cidade:


As cataratas com iluminação noturna:


Peguei o ônibus para Toronto e cheguei lá por volta de meia-noite. Meu jantar foi o sanduíche que eu havia comprado na Tim Hortons no shopping das cataratas.

A temperatura em Toronto despencou para 11 graus e estava batendo um vento congelante.

A Spadina Avenue com a CN Tower iluminada:


segunda-feira, 6 de junho de 2016

[Mochilão 15] Dia 12: Toronto


A frente fria foi embora e o sol voltou a brilhar em Toronto.

No café da manhã conversei com um coroa americano. Ele ficou surpreso quando eu disse que não temos manteiga de amendoim no Brasil. Ele disse que gosta de prepará-la em casa utilizando um triturador, e que quase todos os americanos e canadenses comem isso com pão no café da manhã. 

Peguei o metrô para a parte norte da cidade, descendo na estação Dupont. 

Esse bairro, conhecido como "The Annex", fica numa região nobre da cidade, com muitas town houses:







Centro de Cultura Indígena de Toronto:



A principal atração desta região é a Casa Loma, um palacete construído em 1911 que era a residência de uma das famílias mais ricas de Toronto. Durante a grande depressão de 1929 o proprietário passou por dificuldades financeiras e teve o palacete confiscado pela prefeitura por causa de dívidas. Depois de um ampla restauração, virou um museu, que é uma das principais atrações turísticas da cidade.  





A entrada custou $25 (R$67).

Interior do palacete:











Muitos filmes foram gravados lá:



Jardins do palacete:


A Spadina Avenue na entrada da Casa Loma. Repare na CN Tower láaaa no horizonte:



A algumas quadras de lá, na Bloor Street West, está Korea Town, o bairro coreano, com diversos restaurantes e lojas de produtos típicos:











Christie Pits Park:



Um pouco mais adiante na Bloor Street West, próximo a este parque, encontrei o Lalibela, um restaurante de comida da Etiópia. Não poderia perder a chance de sair mais um pouco da zona de conforto e experimentar a comida de um país tão exótico.







Painéis na parede:






A garçonete era a típica etíope, magra, mulata e com os olhos esbugalhados, como as maratonistas olímpicas que vemos na TV.  Me trouxe o cardápio. 

O primeiro contato com a culinária de um país exótico é sempre uma caixinha de surpresas. Você pode se dar muito bem, ou muito mal. É passar por aquela situação inusitada de abrir o cardápio e não ter a menor idéia de que escolher. O cardápio desse restaurante pelo menos trazia uma breve explicação em inglês de cada prato. Isso foi uma mão na roda. 

Resolvi pedir o "Lalibela Plate". Veio um prato enoooorme com carne de cordeiro, frango, ovos, tomate, verduras e uns legumes que não identifiquei o que eram. Tudo isso veio em cima de uma massa de panqueca bege. 



O detalhe interessante da cozinha etíope é que talheres não são usados para comer. Come-se com as mãos utilizando a massa de panqueca. Veio um outro prato com uma massa de panqueca extra. A garçonete entregou um lenço úmido de papel, como aquele que dão nos aviões antes das refeições para limpar as mãos.



Era muita comida. Não aguentei comer tudo. Daria para duas pessoas tranquilamente. Para ser bem sincero não gostei muito. A culinária grega, italiana e mexicana ainda são as minhas favoritas.

Uma coisa boa dos restaurantes no Canadá é que os garçons sempre deixam uma garrafa d'água (de torneira mesmo, não mineral) quando você chega e senta. Não precisa nem pedir. Em todos os restaurantes onde comi no Canadá isso aconteceu. Ah se no Brasil fosse assim... 

A conta deu $21 (R$56). 

Aquela região não chegava a ser uma "Little Ethiopia", mas tinha algumas lojas de produtos etíopes:




Peguei o metrô para o Harbourfront e entrei no The Loose Moose, um bar na Front Street. Eu havia combinado de tomar um chope com um amigo meu dominicano, o Eduardo, que está morando há alguns anos em Toronto. Trabalhamos juntos na Republica Dominicana em 2005.



Chope Canadian Lager 500ml ($8,50 = R$22,80):


Ele apareceu com um outro amigo dele colombiano que também trabalha na área de TI. Trocamos altas idéias. O Eduardo contou um pouco sobre o lado negativo de morar no Canadá. Muito se fala sobre as maravilhas do primeiro mundo, como a qualidade de vida, segurança, infraestrutura, retorno dos impostos, oportunidade para todos, etc etc, mas pouco sabemos sobre os problemas que existem lá. A primeira coisa que ele citou é meio óbvia: o frio desesperador no inverno, que pode chegar a -20 graus. Ele disse que as pessoas precisam até tomar vitamina D por causa do baixo contato com o sol. E o pior é o vento, que faz com que a sensação térmica seja ainda mais baixa. Outra coisa que ele comentou é que o sistema público de saúde é bom no atendimento a emergências, mas para conseguir uma consulta com um médico especialista você pode esperar meses. O alto valor dos imóveis é um outro problema lá, e ele comentou também sobre a qualidade do ensino fundamental nas escolas públicas onde os filhos dele estudam, quando comparadas às escolas particulares da Republica Dominicana. Enfim, o paraíso não existe. Cada lugar tem seus prós e contras.

Ficamos por lá até umas 22h.

Antes de voltar no hostel, passei na Subway e comi um sanduba ($5,60 = R$15)